Jornal dos Desportos

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Modalidades

Osvaldo campeão africano

Álvaro Alexandre e Rosa Panzo - 14 de Outubro, 2016

Nas dez regatas disputadas no africano o atleta Osvaldo Gama venceu seis

Fotografia: Jornal dos Desportos

O velejador Osvaldo da Gama conquistou ontem, na praia da Ilha de Luanda, a medalha de ouro, na prova individual do Campeonato Africano de Vela da classe de Optimist. O título inédito na história da vela angolana foi arrancado no despique cerrado entre o campeão africano e o sul-africano Matt Ashwell, que ficou em segundo lugar. Em casa, Osvaldo da Gama fez cumprir a máxima "de que no meu habitat mando eu". 

O angolano protagonizou uma obra inédita e os seus registos não vão ser apagados tão facilmente. Uma vitória sem contestação. Em 10 regatas venceu seis e ficou em segundo lugar em duas e na outra em sexto.

A oposição em todas as provas foi oferecida pelo inconformado sul-africano Matt Ashwell, que nunca perdeu a crença pelo ouro, lutou até ao fim. Pelo esforço dedicado a competição foi um grande herói.

Após a conclusão das 10 regatas do Africano de vela de Optimist a  classificação final foi a seguinte: Osvaldo da Gama (Angola), com 16 pontos, Matt Ashwell (África do Sul), com 54 pontos, Lourenço Simão (Angola), com 58 pontos, João Luacuti (Angola), com 65 pontos, Decáprio Fernandes (Angola), com 73 pontos, Emílio do Rosário (Angola), com 94 pontos, Osvaldo Carlos (Angola), com 96 pontos, Denise Parruque ( Moçambique), com 102 pontos, Abel Manhique (Moçambique (105 pontos, e Titos Cossa (Moçambique), com 105 pontos.

Em femininos, a moçambicana Denise Parruque foi a grande vencedora e a Aline Lourenço foi a melhor angolana da competição. A atleta nacional foi a terceira da classe e 26ª da geral com 202 pontos.

A classificação definitiva foi a seguinte: Denise Parruque (Moçambique), com 102 pontos, Chiara  Fruet (África do Sul), com 106 pontos, Aline Lourenço (Angola), com 202 pontos, Rym Isra Dia (Argélia), com 213 pontos, Racha Touabi (Argélia), com 227 pontos, Anna Grolleman (Ilhas Seicheles), com 325 pontos, Juliana Miguel (Angola), com 337 pontos, Maria Júlio (Angola), com 341 pontos, Helen Shirley Jansen  Van  Vuuren (África do Sul), com 346 pontos, Philipha Ross (Zimbabwe), com 411pontos, e Joana Brito (Angola), com 419 pontos.

REACÇÕES
O presidente do Clube Naval de Luanda, Mário Fontes, disse no final do evento, que o factor casa influenciou nos bons resultados mas não foi determinante.

" Penso que a organização do campeonato africano superou as expectativas traçadas, devo dizer que o factor teve alguma influência mas não foi determinante. Tudo isto que estamos a festejar é resultado de muito trabalho e alguns anos de investimentos, com este jovens que têm vontade subir cada vez mais na modalidade da Vela. Estão todos de parabéns, porque  andamos atrás do ouro há muito tempo, conseguimos, não só por equipas, assim como nas provas individuais , onde adquirimos o primeiro lugar, perdemos o segundo, mas conseguimos o terceiro, quarto e quinto e ainda subimos ao pódio na classe feminina por intermédio de Aline Lourenço", finalizou.

Por seu turno, Nuno Gomes, vice-presidente da Federação Angola dos Desportos Náuticos para a Vela, afirmou que a organização superou as expectativas.

"A organização do Campeonato Africano pela primeira vez em Angola, saiu muito acima das nossas expectativas. Organizamos um bom evento e mostramos a África e ao Mundo que temos capacidade para acolher eventos de grande dimensão. Andamos atrás da medalha de ouro há coisa de cinco anos e conseguimos, não só por equipas, como também nas provas individuais.

Para Osvaldo da Gama, a conquista da medalha de ouro foi o realizar de um sonho."Ser campeão africano sempre foi um sonho. E graças a Deus com muito esforço, trabalho e dedicação consegui realizar o meu  sonho. Tive algum medo quando fui penalizado (DSQ) na oitava regata do primeiro dia das provas individuais. Devo dizer que aquilo quase me tirou o sono, mas na última regata concentrei-me e tudo correu bem".


Secretária de Estado
Ana Sacramento encoraja velejadores


O incentivo da secretária de Estado da Juventude e dos Desportos, Ana Paula Sacramento, quarta-feira, em Luanda, aos velejadores da Selecção Nacional para o seu engajamento na conquista da medalha de ouro no campeonato africano de optimist, que encerrou na quinta-feira, na Ilha de Luanda, acabou por ser crucial para as aspirações dos angolanos na prova.

Falando à imprensa após o penúltimo dia da competição, a governante, que assistiu duas das três regatas do dia, em uma das lanchas no mar, acrescentou ter sentido o equilíbrio da prova, e a forma valente como os angolanos competiram e conservaram a primeira e segunda classificação em masculino e o quarto posto em feminino.

Ana Paula Sacramento mostrou-se igualmente feliz ao acompanhar de perto as regatas, principalmente por ter registado a força e agilidade como os atletas nacionais lutavam para conseguir o pódio.


EM 2017
Egipto acolhe  próximo Africano


O Egipto é o próximo destino do Campeonato Africano da Vela da classe Optimist. O mar Mediterrâneo confirmou a sua pré disposição de albergar a competição em 2017, no encontro dos países da Confederação Africana da Vela, organizado no Clube Naval de Luanda.

O Egipto, país que não fez deslocar os seus velejadores para participar na festa Africano da Vela da classe Optimist, enviou a Luanda Abdul Ahmed Moersi, representante da Federação Egípcia da Vela, para manter firme a decisão tomada na Assembleia Geral da organização mundial que responde pelos assuntos relacionados com a classe Optimist, aprovada em 2015, na Polónia.

A distribuição das provas está obedecer um regime de parcialidade. Um ano na região norte do continente e no seguinte na parte sul de África. Obedecendo a agenda aprova pelos membros da organização o Egipto será a próxima sede do Campeonato Africano da Vela da classe Optimist e Moçambique vai acolher a prova em 2018.

A Argélia organizou a edição do ano transacto, onde sagrou-se campeã na classe masculina e Moçambique na feminina e por equipas. Angola albergou o último Africano, onde fechou com chave de ouro. Sagra-se campeã por equipas e individual, triunfo alcançado pelo atleta do Clube Naval de Luanda, Osvaldo Gama, menino de ouro.
Álvaro Alexandre


Polidesporto
Responsável apela à prática
desportiva na região do Songo


O director provincial da Juventude e Desporto, Fernandes Cristóvão João, apelou quarta-feira, no município de Luquembo, aos jovens da localidade no sentido de praticarem actividades desportivas, sobretudo modalidades como futebol onze, andebol e o basquetebol, por formas a massificar as modalidades.

O responsável, que falava à margem de um encontro que manteve com os jovens, no âmbito de um périplo que efectua desde sábado à região Songo, disse ser importante que a juventude use as infra-estruturas desportivas colocadas à sua disposição pelo governo, de modos a ocupar os tempos livres e massificar os desportos.

De acordo com o director, a prática desportiva na região ainda é inexpressiva, razão pela qual urge a necessidade se envidar esforços para que o actual quadro seja invertido e permitir que os municípios do Songo marquem presenças em todas as competições dentro e fora da província.

Reafirmou que as políticas traçadas pelo Ministério da Juventude e Desportos serão materializadas, visando maior adesão dos jovens na prática de desportiva, com a distribuição de materiais desportivos nas comunidades.

O director provincial da Juventude e Desportos trabalha na região Songo, que compreende os municípios de Luquembo, Cambundi-Catembo e Quirima, onde constata as infra-estruturas do sector que dirige, bem como manter encontros de auscultação com a juventude local.

O responsável vai igualmente visitar os municípios de Cahombo, Marimba, Massango, Calandula, Quela, Cangandala, Cacuso, Caculama, Kiwaba Nzoji e Malanje.


Namibe/promoção
Governante ressalta papel do Estado


A vice-governadora do Namibe, Rebeca Cangombe, afirmou quarta-feira, que a promoção dos desportos no nosso pais é uma das tarefas do estado angolano, sem preconceitos de origem, filiação partidária, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de descriminação.

A governante fez esta afirmação na abertura do vigésimo primeiro campeonato nacional sénior masculino e do décimo sexto sénior feminino de futebol salão, que decorre na província do Namibe até o dia 22 do mês em curso.

Rebeca Cangombe disse ainda no seu discurso de abertura que estas competições têm como objectivo difundir, junto da juventude, o gosto pelo desporto e a prática desportiva como meios de formação do carácter dos indivíduos e de promoção da sua saúde e cultura. “É notório o sacrifício que as equipas fizeram e ainda estão a fazer para participarem nestes campeonatos, mesmo com poucos recursos” reconheceu.

Ainda no seu discurso, a vice-governante reconheceu os esforços que as equipas têm feito por amor ao desporto e pela manutenção da modalidade, “ tudo isto para o bem do desporto nacional”.

Para tal, apelou aos participantes desportistas que durante o campeonato cultivem um clima de irmandade e fraternidade, bem como o respeito mutuo entre as equipas.

“ Todos juntos devemos preservar o Fair Paly, porque no desporto não há rivais, mas sim, adversários de ocasião”, acrescentou.

O essencial não é ter condições organizativas e técnicas criadas para o evento, segundo ainda a governante, mas sim, atingir efeitos desejados e para tal é preciso o envolvimento de todos.