Jornal dos Desportos

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Pai de Bianchi promete lutar

25 de Dezembro, 2015

Jules Bianchi tinha futuro na Ferrari

Fotografia: AFP

Pouco mais de cinco meses depois da morte de Jules Bianchi, o pai do piloto, Philippe Bianchi, voltou a falar sobre as investigações do acidente no Grande Prémio do Japão de 2014. Philippe criticou a forma como foram conduzidas e prometeu continuar a busca pelos culpados pela morte do filho para que sejam responsabilizados.

Bianchi disse que ficou "chocado" com o conflito de interesses demonstrado nas investigações comandadas pela FIA. Philippe salientou o estranho facto de o investigador ser o réu. O resultado isentou a organização de prova da culpa e concluiu que Bianchi estava rápido demais sob bandeira amarela.

"As conclusões chocaram-me, porque as pessoas que conduziram a investigação eram as que estavam a ser investigadas. Não há conflito de interesse? Você pode ser o juiz e o júri? A investigação é uma coisa, dá as suas visões, mas boas perguntas a questionar e as respostas certas a responder são coisas diferentes", disse à revista francesa 'Auto Hebdo'.

Philippe Bianchi ressaltou: "Disse antes e digo de novo: se existe um responsável, deve pagar. De um jeito ou de outro. Estou a falar alto e bem claro. Perdi Jules e nunca vou tê-lo de novo, então não tenho nada a perder, excepto a sua memória e o respeito que devemos ter por ele. Vou lutar por ele com todas as minhas forças".

Jules morreu após nove meses de coma causados por uma lesão axonal difusa durante as últimas voltas de um chuvoso Grande Prémio do Japão em Suzuka em Outubro de 2014.

Bianchi, então piloto da Marussia e considerado o futuro dono do cockpit da Ferrari, aquaplanou e saiu da pista no mesmo lugar que Adrian Sutil saíra um pouco antes.