Jornal dos Desportos

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Paixão e Danilson vencem Torneio

03 de Outubro, 2016

Vencedores do Torneio de Pares querem mais eventos para elevar a performance competitiva

Fotografia: Jornal dos Desportos

A dupla Paixão André e Danilson Bento ergueu, ontem, no Clube de Ténis de Luanda (CTL), o troféu do Torneio Aberto de Pares, promovido e organizado pela direcção do CTL. No jogo da final, marcado pelo baixo nível técnico, a dupla vencedora cilindrou a dupla Eduardo Gonçalves e Nicolau Monteiro por 2 sets a zero com parciais de 6-3 e 6-1.

Numa miscelânea entre a nova e a antiga geração, a expectativa do jogo foi baixa. A juventude provou que nutre uma frescura física inabalável, enquanto a experiência de Eduardo Gonçalves e Nicolau Monteiro não foi capaz de provocar surpresa aos vencedores. Paixão André e Danilson Bento foram "super" inteligentes e assumiram o jogo desde o principio. Os mais jovens ditaram o rumo da partida ante a apatia de uma dupla marcada sem o rigor habitual.

Com quebra de game, Andre e Bento cimentaram o primeiro set a seu belo prazer. Num determinado momento, quebraram e parecia o renascer dos "veteranos". Foi "Sol" de pouca duração. Eduardo Gonçalves e Nicolau Monteiro sucumbiram ante o parcial de 6-3.No segundo set, esperava-se uma reacção mais forte dos "veteranos".

Só que no outro lado da quadra estava uma geração que sabe o quer e entrou "a todo o gás" sem dar aos adversários a oportunidade para pensar. A profecia da vitória estava a ser cumprida com ganhos atrás de ganhos. A cada game, Gonçalves e Monteiro sentiam-se no "inferno". Perdidos e atordoados ante forte bolar, sucumbiram pelo parcial de 6-1.

Na trajectória para a final, Danilson Bento e Paixão André começaram por superar a dupla Marcelo Araújo e Taison Paulino por 2 sets a 1 com os parciais de 6-1, 4-6 e 6-2. Nas meias-finais ganharam a dupla Eduardo Morais e Fernando André por 2-1 com parciais de 6-3, 4-6 e 6-3. A performance da dupla vencedora indiciava "séria candidata ao troféu".

No outro extremo, a dupla Eduardo Gonçalves e Nicolau Monteiro confirmou a presença com a vitória sobre a dupla Jito e Domingos por 2-0 com parciais de 6-0 e 6-0. Nas meias-finais, derrotou a dupla Francisco Bebeca e Nelson Costa por 2-0 com parciais de 6-3 e 6-1.Quando tudo apontava para se apresentarem como "papões", Gonçalves e Monteiro tornaram-se como os aprendizes.

CONQUISTA MERECIDA

Reagindo a vitória, Paixão André considerou que foi uma conquista merecida. "Fomos os melhores do torneio e a conquista do troféu não merece contestação. Estivemos certos, falhámos pouco, principalmente, nas bolas decisivas. Quando isto acontece, não tem como não sair com vitórias do campo", justificou.Paixão André explicou as razões que levaram a dupla Eduardo Gonçalves e Nicolau Monteiro a cair na quadra.

"O adversário esteve à altura da partida da final; faltou-lhes mais precisão na realização dos cortes de bolas", justificou.Paixão André exaltou a iniciativa da organização do torneio."Foi uma boa prova, pois a organização esteve com nível encomendado. Espero que apareçam mais pessoas a promover torneios. Estamos a precisar de mais eventos do género. Vivemos uma realidade em que os torneios acontecem de uma vez por semestre", disse.

Eduardo Gonçalves, membro da dupla derrotada, reconheceu a superioridade do adversário. "Foi muito difícil jogar com o par Paixão André e Danilson Bento. Ganharam com lisura os dois jovens promissores do ténis angolano", destacou.Gonçalves, que também fez parte da comissão organizadora, assegurou que "os atletas necessitam de competição e tiveram uma boa oportunidade para praticar". Neste capítulo, "o objectivo foi cumprido".