Jornal dos Desportos

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Paralímpicos realizam estágio na cidade da Praia

Melo Clemente - 24 de Julho, 2016

José Sauovo tricampeão paralímpico vai falhar os jogos do Rio de Janeiro marcados para Setembro do ano em curso

Fotografia: Kindala Manuel

A Selecção Nacional de Atletismo para portadores de deficiência seguem viagem hoje, domingo, para a cidade de Praia, onde a partir de amanhã, segunda-feira, começa a cumprir um estágio pré-competitivo de 15 dias, tendo em vista aos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro,  competição marcada para Setembro do ano em curso.

O combinado nacional convocado recentemente parte “amputado” para a cidade de Praia, segundo apurou o Jornal dos Desportos junto do secretário-geral do Comité Paralímpico Angolano, António Manuel da Luz.

Para o Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, o seleccionador nacional, José Manuel "Zemas" convocou quatro atletas da classe T11 (deficiente visual total), onde o destaque recai sem sombras de dúvidas para o jovem José Chamoleia, velocista que arrebatou recentemente quatro medalhas nos Jogos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), competição que encerra hoje em São Tomé e Príncipe, sendo três de ouro e uma de prata.

Assim, apenas três velocistas seguem viagem para Cabo Verde, nomeadamente, Octávio dos Santos, Esperança Gicasso e Befília Buio, todos da classe T11.

Chamoleia regressa  amanhã ao país, proveniente de São Tomé e Príncipe, deve juntar-se ao grupo de trabalho na quarta-feira, como fez saber o secretário-geral do Comité Paralímpico Angolano (CPA), António Manuel da Luz.

"De facto, a selecção parte amanhã (hoje) para a cidade da Praia, onde vai efectuar um estágio pré-competitivo,de aproximadamente 15dias, antes de rumar para o palco da  competição. A delegação parte incompleta, porque  o velocista José Chamoleia que participou nos X Jogos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa só amanhã segunda-feira, chega ao país. Chamoleia deve seguir viagem na quarta-feira para aquele arquipélago", asseverou António Manuel da Luz.

 O dirigente mostrou-se satisfeito, em virtude do Comité Paralímpico Angolano (CPA) ter conseguido um patrocínio para a Selecção Nacional de atletismo, para portadores de deficiência.

"Infelizmente, o nosso país foi assolado por uma crise financeira, como resultante da queda do preço do barril do petróle,o no mercado internacional, daí o facto da maior parte das instituições desportivas estarem a atravessar momentos menos bons, no que concerne aos aspectos financeiros.

Felizmente, o CPA conseguiu um patrocínio a partir de Cabo Verde, vamos realizar um estágio de aproximadamente 15 dias, antes de seguirmos viagem para o Rio de Janeiro", disse António Manuel da Luz.

De acordo com António Manuel da Luz, a cidade de Praia oferece as melhores condições, para a realização exitosa do estágio pré-competitivo.
  "Conseguimos o apoio do gestor do Estádio da cidade de Praia. As condições imposta satisfazem-nos, fica-nos quase por  50 por cento daquilo que iamos gastar  na província do Huambo, razão por que decidimos embarcar para Cabo Verde". Entretanto, a delegação angolana regressa ao país, no dia 7 de Agosto, para uma semana depois viajar para o Rio de Janeiro, palco dos Jogos Paralímpicos. Na última edição do Jogos Paralímpicos, que se disputou em Londres, a Selecção Nacional conseguiu duas medalhas, por intermédio do internacional José Armando Sayovo,  uma de prata e outra de bronze, nos 200 e 400 metros, classe T11. José Armando Sayovo foi afastado da selecção  por não ter competido nesta época.


Composição

Delegação aos Jogos integra doze elementos


Com 12 integrantes, dos quais quatro atletas, igual número de guias, dois fisioterapeutas e dois dirigentes, a delegação angolana aos Jogos Paralímpicos que iniciam em sete de Setembro, no Rio de Janeiro, despediu-se oficialmente na sexta-feira, em Luanda.

A cerimónia foi presidida pelo vice-presidente da República, Manuel Vicente, que entregou a bandeira da Nação, à velocista Esperança Gicasso (deficiente visual total - classe T11), atleta que vai ser a porta-bandeira da delegação ao evento.

No acto, em que também se despediu a delegação olímpica, cujos Jogos decorrem de 5 a 21 de Agosto, naquela mesma cidade brasileira, estiveram presentes entre outros, o presidente do Comité Paralímpico Angolano (CPA), Leonel da Rocha Pinto, e o seu homólogo do COA, Gustavo da Conceição.  

A delegação nacional paralímpica é constituída pelos atletas, José Chamoleia (da província do Huambo), Octávio dos Santos (Luanda), Befília Buio (Bié) e Esperança Gicasso (Luanda), todos deficientes visuais - classe T11.

Integra ainda o combinado nacional, liderado pelo técnico José Manuel, os guias, Eduardo Chimboto, Alaine Baptista, Luis Manuel e Nicolau Palanca, além dos fisioterapeutas, José Gavião, Constância Tomás, o secretário-geral, António da Luz e Telma Silva, esta última na qualidade de chefe da missão.
Angola participa pela sexta vez, na maior manifestação mundial do desporto paralímpico. Depois de Atlanta, em 1996, seguiram-se as presenças em Sidney'2000, Atenas'2004, Pequim'2008 e Londres'2012.

CPA promete
participação digna


A comitiva de Angola aos Jogos Paralímpicos, de 7 a 22 de Setembro, no Rio de Janeiro,  tudo vai fazer, à semelhança das demais participações, para honrar o nome do país, afirmou o presidente do Comité Paralímpico Angolano (CPA).

Leonel da Rocha Pinto interveio  na sexta-feira, em Luanda, durante a cerimónia de despedida de delegação paralímpica e olímpica aos Jogos do Rio'2016, presidida pelo vice-presidente da República, Manuel Vicente, disse que dos desportistas adaptados   pode esperar-se “todo sacrifício”.
Acrescentou, que a selecção viaja no domingo para um estágio a Cabo Verde, até 7 de Agosto, seguido de outro em São Paulo, condições para a participação condigna que se pretende na sua sexta presença, em prova do género.

“Estamos a criar todas as condições para que as nossas promessas sejam cumpridas”, frisou o também presidente do Comité Paralímpico Africano.
O maior feito do país, em Jogos Paralímpicos, aconteceu na edição de Atenas, em 2004, em que o velocista deficiente visual total José Sayovo, conquistou três medalhas de ouro e respectivos recordes. Seguiram-se outras subidas ao pódio, designadamente, em Pequim'2008 e Londres'2012.
A estreia de Angola aconteceu em 1996, nos jogos que decorreram em Atlanta.