Jornal dos Desportos

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Modalidades

Paralmpicos tm canoas novas

ROSA NAPOLEO - 23 de Dezembro, 2019

Angolanos esto mais bem equipados para atacar a frica

Fotografia: Contreiras Pipa | Edies Novembro

Os atletas paralímpicos Luís Janota e Telma Menezes (ambos do Clube Naval) e Josemar Andrade (CNIL) receberam no último fim de semana, no Clube Náutico da Ilha de Luanda, embarcações novas de kayak para reforçar a canoagem nacional. A entrega das embarcações foi um gesto de reconhecimento das empresas NCR Angola e Rukka Kayaks, depois da boa participação no Campeonato Africano do Egipto.
Diante dos membros da Federação Angolana dos Desportos Náuticos, treinadores e colegas, Luís Janota não escondeu a satisfação pela oferta da canoa com especificações próprias dos atletas paralímpicos.
"Estou feliz. É algo que esperávamos há muito tempo e hoje (sábado) conseguimos. Trabalhávamos em canoas adaptáveis aos escalões menores e era difícil para os atletas da alta competição", reconheceu.Telma Menezes afirmou que com a nova canoa nasce também a motivação para trabalhar em prol da modalidade no país.
"Agradeço a iniciativa da NCR e da Rukka. É um gesto nobre de reconhecimento que vai mudar a nossa actuação. Agora, sinto a obrigatoriedade de fazer mais. Estou agradecida pela oferta", assegurou.
A presidente da Federação Angolana dos Desportos Náuticos, Olga Albuquerque, enalteceu a iniciativa para que a modalidade conheça nova dinâmica.
"É um gesto nobre da NCR Angola e da Rukka Kayaks. Estamos agradecidos e os atletas também. As embarcações vão ajudar a dar uma dinâmica na canoagem", disse Olga Albuquerque
A dirigente agradeceu ao COA pelos apoios prestados nas saídas dos atletas para as competições internacionais.
Apelou às demais instituições: "O desporto deve ser incentivado, porque faz parte da educação de qualquer sociedade. Temos testemunhado o desempenho dos nossos atletas".
A presidente da Federação Angolana dos Desportos Náuticos realçou que a participação angolana pode ser melhor com mais apoios dos empresários.
"Gostaríamos de enviar um número considerado de atletas nas competições africanas (e mundiais), mas nem sempre há condições financeiras", disse.

REVELAÇÂO
Benilson Sanda realça sacrifício


Depois de receber do representante do COA a medalha simbólica pelas conquistas de prata e de bronze das classes júnior e Sub-23 no campeonato africano no Egipto, Benilson Sanda mostrou-se satisfeito. O atleta realçou o espírito de sacrifício durante o percurso até à conquista das medalhas.
"Não foi fácil chegar ao pódio. Havia adversários africanos mais fortes e habituados a treinar nas águas europeias e com todas as condições. Fizemos o nosso melhor e conseguimos conquistar as medalhas. A prata e o bronze foram frutos de muito trabalho e da força vontade", disse ao Jornal dos Desportos.
Nos jogos Africanos de Rabat, Benilson Sanda conquistou a medalha de prata na prova C1-1000 metros e a de bronze na C1-200 metros. Somou duas medalhas de prata na dupla com Manuel António.