Jornal dos Desportos

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Paris quer sediar Jogos de 2024

25 de Janeiro, 2017

COI pediu, um projecto razoável sem despesas desmensuradas e a pensar nos atletas

Fotografia: AFP

"Se Paris não conseguir sediar os Jogos Olímpicos de 2024, pode ser a última tentativa", afirmou o copresidente da candidatura parisiense, Tony Estanguet, em entrevista à Agência Efe, na qual também considerou que a capital francesa está "mais preparada que nunca" para ganhar.

"Esta, é a sexta vez que Paris se candidata aos Jogos. Se não ganharmos, não há mais candidaturas. Acho, que é a última tentativa", disse Estanguet, ex-campeão olímpico de canoagem.

O ex-atleta, integrante do Comité Olímpico Internacional (COI), acredita que Paris tem mais chances de ganhar agora porque "aprendeu com os erros do passado", principalmente de 2008 e 2012, quando concorria como favorita e foi superada por Pequim e Londres, respectivamente.

Estanguet  sente-se à frente de uma candidatura, "essencialmente apoiada em atletas, não em políticos", e que "vai na linha do que o COI pediu, um projecto razoável sem despesas desmensuradas e a pensar nos atletas". Assim como na época da canoagem, Estanguet não acredita nas previsões, reconhece que a concorrência com Budapeste e sobretudo com Los Angeles, "está aberta", mas avisa que "a vitória deve ser decidida na recta final".

Segundo o dirigente, não significa muito que as casas de apostas considerem Paris como favorita, da mesma forma que as pesquisas feitas por revistas especializadas. "Isso, não serve para nada. É preciso trabalhar com a mesma intensidade até o final, sem cometer erros", comentou.

A próxima etapa da escolha vai ser realizada no dia 3 de Fevereiro, quando as três candidatas apresentam em Lausanne o projecto definitivo. Sem fazer referência às cidades rivais, Estanguet defende os Jogos em Paris e garante que são "muito inspirados nos de Barcelona (1992)", os primeiros que viveu como espectador.

"Em Barcelona foi provado que os Jogos podem transformar uma cidade, e nós queremos fazer o mesmo, que o centro de Paris seja um parque olímpico, que as pessoas possam ir a pé do Grand Palais aos Palácio dos Inválidos, e à Torre Eiffel, e a Roland Garros", detalhou.