Jornal dos Desportos

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Pascoal de Luanda arrebata Taça

Kátia Ramos, Ndalatando - 01 de Outubro, 2013

Equipa Pascoal de Luanda venceu a 1ª edição da Taça Herói Nacional de basquetebol em cadeiras de rodas

Fotografia: Jornal dos Desportos

A equipa Pascoal de Luanda venceu a 1ª edição da Taça Herói Nacional de basquetebol em cadeiras de rodas, ao bater na final, disputada na província do Kwanza-Norte, o Misto do Cazengo por 35-18.

A partida teve a co-organização da Direcção Provincial dos Desportos e Associação dos Desportos para deficientes do Comité Paralímpico Angolano.
O técnico vencedor, Moniz Marques, mostrou-se satisfeito com o triunfo mas realçou a boa réplica dos anfitriões.

“Tinha de haver um vencedor, felizmente fomos nós, mas as duas equipas tiveram um desempenho a todos os títulos positivo porque qualquer uma delas ficou parada durante muito tempo, mas mesmo assim conseguimos demonstrar competência e boa capacidade física”, elogiou.

O técnico do Pascoal de Luanda afirmou que os atletas carecem de rodagem competitiva, razão pela qual devia realizar-se mais provas do género.
“Estamos carentes de provas como esta. Este torneio veio ajudar a enriquecer o nosso calendário. Repare que a nossa equipa é nova e está a apostar na massificação, pois já trabalha com crianças e adultos”, revelou.

Do lado do Cazengo, Zegri Pedro, capitão, disse que a partida foi bastante competitiva.

“Nós nos portámos muito bem durante o jogo. Tivemos algumas dificuldades em alguns períodos mas já estávamos à espera que isto fosse acontecer porque ficámos algum tempo sem treinar, mas demonstrámos que com mais algum trabalho podemos vencer os próximos jogos”, vaticinou.

O desempenho das duas equipas superou as expectativas dos organizadores, segundo Manuel Clemente, afecto à direcção provincial dos desportos.
“Tanto a equipa do Pascoal como a do Cazengo mostraram um nível técnico razoável, se tivermos em conta o longo tempo que estão paradas”, disse.

O responsável do desporto no Kwanza-Norte esclareceu que a Associação dos Desportos para deficientes do Comité Paralímpico Angolano não está preocupada com o nível técnico, mas com a organização interna do campeonato e dos torneios.

“O que as duas equipas fizeram dentro de campo leva-nos a concluir que saímos daqui com um saldo positivo e isto encoraja-nos a realizar mais actividades do género”, disse.
Kátia Ramos, Ndalatando