Jornal dos Desportos

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Paul Ricard: o prximo lar dos heris das rodas

Altino Vieira Dias - 13 de Junho, 2019

Vencedor da corrida de domingo ainda uma incgnita mas existem fortes espde a mesma ser bem competitiva a julgar pelo Grande Prmio passado assado

Fotografia: AFP

Depois de Gilles Villeneuve motores viram-se para Paul Ricard. O périplo pela “zona” da língua francesa continua no “ar”. Depois de Monte Carlo, Gilles Villeneuve, os motores "viram-se” em direcção a Paul Ricard, em Lecastelle, na França.  Paul Ricard será a próxima paragem do campeonato mundial de Fórmula 1 e a oitava corrida do campeonato. Romain Grosjean e Pierre Gasly são os únicos franceses, pelo que irão receber o maior carinho dos adeptos locais.

A Fórmula 1 já teve vários pilotos franceses como René Arnoux, François Ceveret, Jacques Laffite, Paul Belmonte, Alain Prost, Olivier Panis, Jean Alesi, Jules Bianchi, Romain Grosjean, Esteban Ocon, Pierre Gasly e outros. Alain Prost, René Arnoux e Jean Pierre Jaboulle são os únicos franceses, que venceram o Grande Prémio caseiro. Prost continua a ser a maior referência de todos os tempos de pilotos franceses, pois venceu cinco corridas em França: 1981, 1982, 1988, 1989 e 1990 e foi campeão dos mundiais de 1985, 1986, 1989. Alain Prost foi um piloto muito habilidoso, razão pela qual é chamado “Professor” e foi também o principal rival que Ayrton Senna teve na Fórmula 1.

Romain Grosjean, da Haas e Pierre Gasly, da Red Bull Racing Honda, são a grande esperança dos franceses. Mas, estes podem tirar o cavalinho da chuva, pois os “anjos da sorte” da Fórmula 1 não vão operar neste sentido. Se  chegarem ao pódio já seria um autêntico “milagre”, imaginemos se vencerem a corrida. Gasly mantém as expectativas baixas. Vai precisar passar por um processo de reconhecimento, já que muitos fãs afirmam que só está na Red Bull este ano, porque Daniel Ricciardo se transferiu para a Renault.

A Fórmula 1 é o pináculo do desporto motorizado, uma competição em que homens e máquinas são testados até ao limite absoluto, tomando a fiabilidade crucial para o sucesso. Uma lição que a Mercedes aprendeu, já que, desde 2014, os últimos anos têm sido bons para a marca alemã, pois tem dominado os títulos de pilotos e equipas.

A marca alemã parte para Paul Ricard, em França, com o objectivo de somar mais um vitória, a oitava da temporada, mas, pelo que tudo indica, poderá contar com a forte oposição da Ferrari que, em Gilles Villeneuve, viu o seu piloto relegado para o segundo plano, depois de superar Lewis Hamilton na corrida. 

A Mercedes “voa” para Paul Ricard com muito por avaliar, pois, em Gilles Villeneuve, não conseguiu superar a Ferrari em pista. Vettel conseguiu impor-se a Hamilton em pista, apesar de este estar sempre no seu encalço, e Bottas não conseguiu ameaçar  Leclerc em nenhum momento na luta pelo terceiro lugar. Será a Ferrari capaz de manter, em Paul Ricard, o nível apresentado em Gilles Villeneuve? Olha que, no Bahrein, a Ferrari foi superior à Mercedes, mas na corrida seguinte foi "esmagada" pelas Flechas de Prata (Mercedes). 

Os fãs da Fórmula 1 esperam uma eminente luta cerrada, em Paul Ricard, entre a Ferrari e a Mercedes, com intromissão da Red Bull. O vencedor da corrida ainda é uma incógnita, mas existem fortes esperanças de a mesma ser bem competitiva, a julgar pelo Grande Prémio passado. Então, até lá, vamos aguardar pelo apagar das luzes vermelhas e o acenar da bandeira xadrez, para saber quem irá levar a melhor em Paul Ricardo, na França, num percurso de 5.842 km, um total de 309,622 km, 53 voltas e 15 curvas.