Jornal dos Desportos

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Paulo Guga defende técnico estrangeiro

Gaudêncio Hamelay no Lubango - 02 de Dezembro, 2016

Paulo Guga promete trabalhar mais para manter o título de campeão nacional

Fotografia: Nuno Flash

O novo campeão nacional de tiro aos pratos em fosso olímpico da época\'2016, Paulo Guga, defendeu, no Lubango, a necessidade da contratação de um seleccionador estrangeiro para treinar os atiradores com potencialidades de atingir marcas que permitam competir em provas internacionais. O atirador da equipa da Socolil sustenta que é preciso investir para melhor representação de Angola nos campeonatos africanos, Taça do Mundo, Jogos Olímpicos, entre outros torneios internacionais.

Paulo Guga citou que a província da Huíla é por excelência um pólo de desenvolvimento do tiro aos pratos na especialidade de fosso olímpico em Angola, porém, há falta de apoios financeiros e de incentivos morais das entidades de direito para se atingir outros patamares.

O atleta huilano sublinhou não ser obra do acaso os atiradores da província da Huíla integrarem pela terceira vez a selecção nacional de tiro aos pratos que participou dos Jogos Olímpicos de Atlanta\'1996, Sidney\'2000 e Rio\'2016.

“Isso não é obra do acaso. Devíamos manter essa hegemonia\", destacou o atirador que representou o país em Atlanta\'1996. Paulo Silva foi embaixador em Sidney\'2000 e Rio\'2016. Paulo Guga assegura que a Huíla tem mais quatro anos para preparar novo atirador capaz de se qualificar aos Jogos Olímpicos de Toquio\'2020 e noutras provas internacionais. Para afinar os níveis de precisão de tiro sobre o alvo em movimento, defende a realização no país de uma competição internacional, como o Campeonato Africano.

\"Numa primeira fase, devemos fazer algum esforço para o país acolher o campeonato africano por existir fossos olímpicos de alta qualidade. Com a realização do evento em 2017, podemos reconquistar os títulos africanos e, a posterior, no mundo\", disse.

O novo campeão nacional disse que \"o futuro de Angola é promissor por possuir \'pernas\' para caminhar\". A Federação Angolana de Tiro \"está muito coesa\" e espera nova lufada de ar fresco da próxima direcção a ser eleita do pleito de renovação de mandatos. A direcção de Francisco Afonso \"Hanga\" deu vitalidade aos clubes 1º de Agosto, Interclube, Força Aérea Nacional, Clube de Tiro Caça e Pesca da Huíla, Socolill e Clube de Tiro Caça e Pesca de Benguela.

\"Esses clubes dão grandes esforços para se manter as coisas directinhas\", disse.

A melhoria das marcas pessoais constitui uma das metas do novo campeão nacional em fosso olímpico para merecer a confiança da Comissão Técnica da Federação Angolana de Tiros aos Pratos. Paulo Guga aspira integrar as futuras selecções nacionais. Na última prova disputada na Fazenda 3N, superou Francisco Gastão, do Interclube, e destronou Paulo Silva, do 1º de Agosto.

\"Vamos tentar manter o título conquistado com apoio do clube e estabelecer novas marcas\", garantiu o novo campeão nacional que reconheceu dificuldades em protegê-lo do que chegar ao título. No Grande Prémio Fazenda 3N, Paulo Guga atingiu 111 pratos em 125 possíveis e ficou a um prato para alcançar os mínimos olímpicos.

Justificou que a conquista do título resulta da estabilidade emocional e da boa planificação do clube. O campeonato nacional é disputado de Janeiro a meados de Novembro. Por essa razão \"é preciso gerir as situações\".

“Tenho de agradecer também as pessoas do Lubango, principalmente, do Clube de Tiro e Pesca do Lubango por ter sido o conjunto que fez com que hoje levantemos a taça de campeão nacional de 2016\", disse.

Para Paulo Guga, \"as coisas não são como começam, mas como acabam\". No ano passado, ocupou o terceiro lugar no Campeonato Nacional depois de 15 anos de ausência. No regresso às pranchas, igualou o recorde nacional com 120 pratos em 125 possíveis.