Jornal dos Desportos

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Modalidades

Paulo Guga quer técnico expatriado

Gaudêncio Hamelay, no Lubango - 30 de Novembro, 2016

Huíla é por excelência um pólo de desenvolvimento do tiro

Fotografia: Jornal dos Desportos

O novo campeão nacional de tiro aos pratos em fosso olímpico época  2016, Paulo Guga, defendeu, no Lubango, a necessidade da contratação de um seleccionador estrangeiro para treinar os atiradores com potencialidades de atingir marcas que permitam competir em provas internacionais.

O atirador huilano, da equipa da Socolil, disse que é preciso investir na modalidade de tiro no país no sentido de despontar atiradores que possam representar Angola em competições no estrangeiro sobretudo em campeonatos africanos, copa do Mundo, Jogos Olímpicos, entre outros torneios.
Citou que a província da Huíla é por excelência um pólo de desenvolvimento do tiro aos pratos na especialidade de fosso olímpico em Angola, porém, há falta de apoios financeiros e de incentivos morais das entidades de direito para se atingir outros patamares.

Paulo Guga sublinhou não ser obra do acaso, atiradores da província da Huíla integrarem pela terceira vez a selecção nacional de tiro aos pratos que participou nos Jogos Olímpicos de 1996, 2000 e 2016.

“A província da Huíla é a terceira vez que manda atiradores aos Jogos  Olímpicos. E isso, não é uma obra do acaso. Já tive eu (Paulo Guga)  nos Jogos Olímpicos em 1996. O Paulo Silva, em 2000 e 2016. Por isso,  devíamos manter essa hegemonia”, destacou.
De acordo com o novo campeão nacional em fosso olímpico, a província tem mais 4 anos para preparar alguém que possa estar presente nos próximos Jogos Olímpicos e nas provas internacionais.

Ressaltou que em 2017, o órgão reitor da modalidade no país devia esforçar-se para organizar em uma prova internacional nomeadamente o campeonato africano e justificou que Angola tem condições de infra-estruturas para albergar eventos de género.

“Vamos ter em 2017, o próprio campeonato africano. Então, devíamos fazer algum esforço para se poder realizar esse evento em Angola por existir fossos olímpicos em boas condições. E aí devíamos começar a reconquistar os títulos internacionais numa primeira fase a nível da África e posteriormente no mundo”, sustentou Paulo Guga.

Admitiu que o futuro da modalidade em Angola é promissor pelo facto de possuir “pernas” para caminhar e a federação angolana está muito coesa. Daí, argumentou Paulo Guga “esperamos que assim como a renovação de renovação de mandatos, a nova direcção da federação para os próximos 4 anos venha a melhorar alguma coisa que não se fez”, disse.

Paulo Guga sublinhou que o órgão reitor da modalidade no país tem tudo a funcionar, os clubes sobretudo, o 1º de Agosto, o inter clube de Angola, a Força Aérea Nacional, o clube de tiro e Pesca da Huíla, a Socolil e o clube de Benguela. “Estes clubes têm dado um grande esforço para se manter as coisas directinhas”, realçou.