Jornal dos Desportos

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Paulo N'zinga promete torneios internacionais

24 de Novembro, 2016

Uma reunião com os responsáveis, que receberam a doação, está no plano de trabalho para se inteirar do destino que foui dado ao mesmo.

Fotografia: Jornal dos Desportos

A realização de torneios internacionais, em Luanda, é a grande aposta de André Paulo N'zinga para o ciclo 2016-2020. O candidato que concorre à própria sucessão na presidência da Federação Angolana de Judo garante novo impulso nos próximos quatro anos. "Temos de começar a valorizar as modalidades individuais com realizações de competições internacionais.

As selecções estrangeiras têm de ver Angola com outros olhos para além de promover o turismo nacional. Vou apostar nesse programa", disse. Em declarações ao Jornal dos Desportos, o presidente cessante da Federação Angolana de Judo disse que muita coisa ficou por fazer, razão para continuar à frente da instituição.

"Não deixarei a direcção, porque tenho planos para engrandecer o judo. Neste momento, estamos a trabalhar com a Federação Internacional para trazermos a Luanda alguns torneios. Felizmente, temos sorte. E, se tudo correr como planeamos, vamos ter em Janeiro de 2017, em Luanda, a Taça Internacional de Judo com a participação de várias selecções", disse. O líder da lista A concorre ao pleito eleitoral contra José Molari, árbitro nacional e líder da lista B. A outra aposta de Paulo N'zinga é a massificação para multiplicar o número de praticantes em todo o país. 

"Queremos ver um aumento significativo. Em Luanda, já nos podemos gabar disso.  Apesar de termos poucos clubes, existem muitas escolas que praticam o judo. O desafio é fazer o registo de todos os atletas. O processo está quase concluído", disse. 
Paulo N'zinga deseja atacar na próxima época, a criação de oito Associações municipais para auxiliarem no trabalho das Associações provinciais.

"É um desejo que arde no meu coração, principalmente, nas regiões com mais crescimento. Numa primeira fase, vamos implementar em Luanda, nos municípios com número elevado de escolas. As províncias de Benguela e da Huila também estão na lista", planeou.
A formação de agentes desportivos, como árbitros e treinadores, e a introdução de um programa de estudo de judo para os atletas constam das linhas de força de Paulo Nzinga.

O especialista justifica que os atletas devem conhecer as normas e a história do judo. Sem a estratégia para financiar os sonhos, Paulo Nzinga lamenta o desinteresse de pessoas singulares e de instituições, em patrocinar a modalidade. "Estamos a sofrer. Ninguém quer patrocinar as modalidades individuais. As empresas disputam outras modalidades. Temos de mudar de mentalidade", apelou.

Paulo Nzinga prometeu trabalhar na recuperação do material doado pela Federação Japonesa de Judo aos atletas nacionais. Uma reunião com os responsáveis, que receberam a doação, está no plano de trabalho para se inteirar do destino que foui dado ao mesmo.
ROSA NAPOLEÃO