Jornal dos Desportos

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Paulo Pinha deixa classe mais pobre

18 de Maio, 2019

O conceituado jornalista morreu quinta-feira, dia 16, aos 61 anos, em Lisboa

Fotografia: Jornal dos Desportos

O jornalismo angolano fica empobrecido com a morte de Paulo Pinha, “um profissional de tamanho valor”, conforme uma nota distribuída pela Edições Novembro, empresa que é responsável além do Jornal de Angola, dos títulos Jornal dos Desportos, Jornal de Economia & Finanças e Jornal Cultura, bem como de outros regionais. O conceituado jornalista morreu quinta-feira, dia 16, aos 61 anos, em Lisboa, vítima de doença.
“Angola ainda não tinha conquistado a Independência, quando Paulo Pinha perfilava já o grupo de aspirantes a profissionais da imprensa, de quem dependeria a divulgação de informações importantes para o porvir de um país que se preparava para caminhar pelos próprios pés, por força da autodeterminação que daí a pouco conquistaria”, lê-se no comunicado distribuído pela Edições Novembro.
Por seu turno, o Ministério da Comunicação Social ressaltou, em comunicado, que foi com profunda dor que tomou conhecimento do falecimento do jornalista Paulo Pinha, ocorrido quinta-feira num dos hospitais da capital portuguesa.
Na nota destaca que o malogrado Paulo Pinha iniciou a carreira jornalística na Rádio Nacional de Angola (RNA) e que nos últimos tempos fazia parte do copy desk do Jornal de Angola e colaborava na Rádio Luanda Antena Comercial (LAC), órgão em que se destacou no programa “Manhã de Desporto”
Com a sua partida prematura, refere o comunicado do Ministério da Comunicação Social, Paulo Pinha deixa o jornalismo angolano mais pobre. Nesta hora de dor e de luto, o Ministério da Comunicação Social endereça à família enlutada e ao colectivo de trabalhadores do Jornal de Angola e da LAC, e em seu nome pessoal e dos responsáveis e funcionários do sector, os mais profundos sentimentos de pesar.
Jornalistas de vários órgãos de comunicação social lamentaram também a morte em Lisboa, Portugal, de Paulo Pinha, funcionário das Edições Novembro, EP.
Paulo Pinha trabalhou também na revista “Novembro”, depois no “Correio da Semana”, de que foi director, na empresa Executive Centre, responsável pela “Actual” revista de bordo da TAAG – Linhas Aéreas de Angola, e pela “Ecomonia & Mercado”.
Foi também colaborador de outras publicações e destacado colaborador e comentarista desportivo da TPA e da rádio LAC – Antena Comercial. Amante dos desportos motorizados, Pinha era para muitos uma voz autorizada para falar de Fórmula 1 no país.