Jornal dos Desportos

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Petro acelera no Tour de Madagáscar

João Francisco - 07 de Dezembro, 2017

Petrolíferos querem conquistar lugares cimeiros em Madagáscar

Fotografia: Vigas da Purificação| Edições Novembro

A equipa campeã nacional de ciclismo, Bai/Sicasal/Petro, começa a representar o país a partir de hoje  no  14º Tour de Madagáscar/ troféu BOA, com toda a equipa disponível às ordens do director-técnico Carlos César Araújo que almeja o pódio nesta sua competição internacional pelos “tricolores”.
O combinado angolano nesta competição pode enfrentar mais dificuldades do que a que disputou na Costa de Marfim, onde esteve uma equipa europeia da Bélgica, desta vez tem pela frente equipas profissionais da Holanda, Alemanha, Bélgica e França, assim como as selecções dos Camarões, Congo Democrático, Etiópia, Eritreia e África do Sul.
Os ciclistas Dário António (líder), Cruz Tuto, Mário de Carvalho, Bruno Araújo, Rui Ferreira estreante em competições internacionais, e Gabriel Cole (roladores) são os atletas convocados para este compromisso.
Para técnico tricolor, Carlos Araújo, a meta é atingir o grau profissional da UCI.
 Carlos Araújo tem como objectivo neste período de antevisão que se avizinha: “ fazer um resultado satisfatório. Posteriormente, podemos ser encaminhados para outras provas continentais, e se possível  para a Volta à França. O objectivo é carimbar o passaporte para grandes competições\".
Instado a pronunciar-se sobre as diferenças entre o Tour da Costa de Marfim, que teve maioritariamente “circuitos - fechados” e  o Tour de Madagáscar que tem muitas provas em linha, revelou que  \"as prova nas várias cidades do Madagáscar  é essencialmente a subir. Neste capítulo, o Gabriel e o Rui têm mais probabilidades, por serem trepadores. Quanto aos adversários, à excepção dos Camarões e do Congo, os demais estão ao nosso nível\", disse ainda o técnico.
 “Os relevos ( montanhas), as descidas e as curvas muito acentuadas são as principais dificuldades no Tour de Madagáscar. Para driblar esses obstáculos, a equipa Bai/Sicasal/ Petro teve neste Tour de Madagáscar estágios pré-competitivos  na província do Bengo, Cuanza Norte e Cuanza Sul.
\"No Cuanza Sul fomos às localidades da Gabela, Seles e Conda por serem regiões montanhosas com mais de dez quilómetros\", disse Carlos Araújo.


PROGRAMA
Provas em Toliara
abrem as hostilidades


Chegados a Madagáscar, a equipa participou ontem na reunião técnica, depois da equipa “tricolor” realizar uma viagem por via terrestre (consideradas etapas brancas) de 928 Km até à vila de Toliara.
 Nessa localidade começam hoje as duas primeiras corridas, nomeadamente, o prólogo de 25 Km para a atribuição da “camisola-amarela” ( símbolo de líder individual das competições de ciclismo), isto é, no período da manhã.
A competição prossegue no período da tarde de hoje com a disputa do circuito fechado da Vila de Toliara na distância de 90 Km.
 As provas de estradas abrem as hostilidades amanhã também no período da tarde a partir das 16h00 com uma tirada de 130 Km entre as cidades de Toliara e Sakaraha.
A III e IV etapas disputam-se nos dias 9, 10 e 11 nas distância de 82 e 137 Km nos troços que ligam as vilas de Sakaraha - Ilakaka e Ihosy-Ambalavao com as transferências por via terrestre antes de cada etapa de 115 Km (entre Ilakaka e Ihosy) e de 292 Km ( Ambalavao - Manakara).
Segundo o técnico principal da equipa, o objectivo da equipa passa por competir em pé de igualdade com as outras e preparar a época ciclista (2018/2019)  que se avizinha.
De recordar que a equipa Bai/Sicasal/Petro herdou o activo da extinta equipa do Benfica de Luanda e é a que mais fornece ciclistas para as selecções nacionais.
Note-se, que no encerramento da época ciclista luandense, que aconteceu com a realização de uma passeata da Associação Provincial de Luanda (APCIL) nas principais artérias da capital com a participação de 181 ciclistas entre federados e não federados, a equipa de Ciclismo do Petro Atlético de Luanda monopolizou praticamente os prémios oferecidos pelo órgão reitor da modalidade. A Jair Transporte de Benguela, outra das formações com potenciais corredores seleccionáveis, que em Outubro foi indicada para representar Angola no Tour do Burkina Faso, à última hora, desistiu devido a algumas questões burocráticas que não foram resolvidas atempadamente.


ÉPOCA 2018
Tricolores querem participar
em maior número de provas


Depois do regresso de Madagáscar, durante a segunda quinzena, a equipa do “eixo -viário” vai cumprir  em Luanda um defeso de duas semanas, para preparar  o Tour de Marrocos, agendado para Fevereiro de 2018.
 \"O BAI e a Sicasal são os nossos principais patrocinadores. Temos contrato para o ciclo olímpico ( 2017-2020), mas nem sempre disponibilizam as verbas no princípio ou a meio de Janeiro. Dependemos da sensibilidade das pessoas e do desempenho em Madagáscar”, revelou.
Na mesma senda, “em Maio acontece o Tour da Eritreia, e em Setembro o da Costa do Marfim. Seguem-se o do  Ruanda e do  Burkina Faso”, competições que a equipa pretende igualmente competir de acordo com o técnico.