Jornal dos Desportos

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Pilotos defendem realizao de Grande Prmio nocturno

08 de Março, 2013

Governo do estado de Victoria onde fica Melbourne contra a mudana

Fotografia: AFP

Bernie Ecclestone defende a realização de uma prova nocturna em Melbourne, GP que abre a temporada da Fórmula 1. Para o chefe da categoria, a mudança seria benéfica ao fuso horário europeu e à transmissão via TV. Ao desembarcarem na cidade australiana, que recebe a prova no dia 17 deste mês, pilotos e dirigentes revelaram apoiar a causa de Ecclestone, cada um deles por motivos diferentes. O inglês Lewis Hamilton, vencedor do GP australiano em 2008, ano em que conquistou o título mundial, acredita que um espaço entre provas à noite e de dia seria benéfico a fim de promover inovações na categoria.

“Gosto que as coisas variem, já que todos os anos é a mesma coisa”, revela o novo contratado da Mercedes, em entrevista ao jornal local “The Herald Sun”. Já o chefe de equipa da Red Bull, Christian Horner, repete o discurso de Ecclestone e dá prioridade ao alcance mundial da transmissão da primeira prova da temporada sobre os interesses locais em manter a realização da prova durante o dia. “Quando se considera onde estão os espectadores, uma corrida nocturna em Melbourne podia ser muito mais interessante”, disse. Perguntado se aprovaria a mudança de horário da prova no seu país, o jovem Daniel Ricciardo fugiu de polémicas e apenas disse ser a favor da alteração.

“Parece um bom negócio”, afirmou, sem revelar os motivos que o levam a defendê-lo. Apesar das afirmações de Ecclestone e de pilotos e dirigentes da F-1, o governo do estado de Victoria, onde fica Melbourne, continua a manifestar-se contra a mudança. Os representantes locais defendem que os custos para a adaptação e iluminação do circuito de Albert Park são muito altos, o que contraria o plano actual de cortar gastos para manter a prova na cidade.


COMENTARISTA

De Villota aborda segurança na TV

A espanhola Maria de Villota foi convidada na quarta-feira pela emissora espanhola TV Antena 3, para abordar a segurança dos pilotos. De Villota, que não pode pilotar devido às sequelas do grave acidente que sofreu nos testes aerodinâmicos da Marussia, em Julho de 2012, vai continuar ligada à Fórmula 1 durante a actual temporada. De Villota vai ter um espaço antes de todas as corridas da temporada. A espanhola vai abordar temas relacionados à segurança dos pilotos junto a outros especialistas em automobilismo - fazem parte do grupo de apresentadores e comentaristas da emissora o jornalista Antonio Lobato, o ex-director técnico da Hispania, Toni Cuquerella, e o piloto de testes da Ferrari, Pedro de la Rosa.

“Numa emissora sensibilizada com a segurança vital, queremos que os especialistas nos instruam nos aspectos técnicos e práticos”, disse Lobato, responsável por conduzir a cobertura da F-1 no canal. No acidente, De Villota perdeu o olho direito, condição que a impossibilitou de continuar a carreira de piloto na Fórmula 1. A espanhola já revelou que deseja continuar a guiar carros em competições. Além disso, continua como um dos mais importantes membros da Comissão de Mulheres no desporto motor.