Jornal dos Desportos

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Pina ressalta fraco desempenho dos angolanos na Costa Rica

Álvaro Alexandre - 23 de Abril, 2013

Marlinheiros foi a melhor equipa angolana com o oitavo lugar no Mundial

Fotografia: Jornal dos Desportos

A prestação das equipas angolanas no Campeonato do Mundo de Pesca Desportiva de Alto Mar, realizado na zona costeira de Quepos, na Costa Rica, de 14 a 19 do corrente, foi de fraco nível.

A constatação é do presidente do Clube Náutico da Ilha de Luanda, Horácio Pina, quando fazia a avaliação da participação da delegação nacional. Pina ressaltou que os angolanos têm experiência suficiente e tinham obrigação de conseguir resultados fabulosos.

“Desde 2005 as nossas equipas participam regularmente no OWC Offshore World Championship. Mas este ano teve um calor especial, tratou-se da maior participação de equipas qualificadas nos torneios organizados em Angola. Oito equipas das dez possíveis fizeram deslocar um número significativo de pescadores do país”, disse.

Horácio Pina afirmou que “as esperanças eram grandes e o campeonato do mundo foi uma oportunidade desperdiçada”. O responsável assegurou que a prova de Quepos servia para fazer esquecer as más campanhas das equipas angolanas nos Stripeds do Cabo S. Lucas, no Cabo Wabo e no Squid Roe. No seu entender, Angola tinha tudo para fazer um brilharete com o peixe da “nossa” especialidade, o veleiro.

Horácio Pina, também presidente dos júris de todos os torneios de pesca de alto mar no país, aconselha os praticantes a fazerem das falhas cometidas em Quepos um ponto de reflexão para traçarem melhorias.

“O verde da Costa Rica vai transformar-se numa normalidade ao aproveitarmos as novas técnicas que vão permitir-nos pescar maior quantidade de veleiros ou numa anormalidade em que achamos ser os melhores e não querermos saber como se pescam 192, 188, 190 e 241 em quatro dias de pesca”, disse.

O presidente do Clube Náutico da Ilha de Luanda ressaltou que as estatísticas de Angola no campeonato do Mundo de Quepos estiveram acima do normal. Dos 821 veleiros capturados, Angola contribui com 103, o que representa 12,54 por cento de captura e das 68 equipas presentes, oito são nacionais (11,76 por cento), fazendo de Angola a segunda Nação mais representativa, atrás dos Estados Unidos, líder com nove.

O Clube Náutico da Ilha de Luanda tutela 24 equipas, das 50 existentes em todo o território nacional.