Jornal dos Desportos

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Pistorius arromba porta do banheiro

14 de Março, 2014

O atleta bi-amputado Oscar Pistorius não usava as próteses quando arrombou a porta do quarto de banho

Fotografia: AFP

 Esta foi a conclusão do coronel Johannes Gerhard Vermeulen, da Divisão de análises do Serviço policial sul-africano, durante mais um dia de julgamento, em Pretória. No Tribunal de Pretória, chamou a atenção uma simulação do ocorrido no dia 14 de Fevereiro de 2013, quando Pistorius é acusado de ter matado Reeva a tiro em sua casa.

O coronel fez uma reconstituição do ocorrido e detectou nas marcas da porta que o atleta paralímpico não estava com as próteses no momento em que arrombou a porta com um taco de críquete. A suspeita é de que as marcas na porta sejam “similares à altura em que Pistorius atirou”, de acordo com o perito.

Estes registos condizem com a altura do atleta sem as pernas. Vermeulen ainda acrescentou que se Pistorius tinha equilíbrio sem as próteses para atirar com a arma, também tinha para usar o taco de críquete para arrombar a porta.

O depoimento contradiz a versão dada pela defesa de Pistorius. Os advogados alegaram que Pistorius confundiu a namorada com um intruso na casa e, por isso, atirou. Pistorius disse, inclusive, estar sem as próteses quando atirou e sentia-se vulnerável. Após os tiros, Pistorius admitiu que pediu por socorro e depois reparou que Reeva não estava no quarto, pôs as próteses e foi arrombar a porta da casa de banho.O advogado de defesa, Barry Roux, questionou o coronel, que teve acesso à cena do crime apenas três semanas depois. Barry ainda avisou que Pistorius, mesmo com as próteses, não utilizava o taco à mesma altura que uma pessoa com pernas.