Jornal dos Desportos

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Polícias imparáveis no comando

Teixeira Cândido - 10 de Março, 2015

Interclube supera principais candidatos ao título e comanda a prova isolado

Fotografia: Jornal dos Desportos

O saldo do Interclube neste arranque do Girabola’2015 é de dez pontos em quatro jogos. Contra todas as expectativas, os polícias comandam a prova.Nenhuma previsão colocou a equipa de Ilian Iliev na corrida ao título, mas esta prestação inicial obriga a reconsiderar tudo.Todos sabemos que não se faz campeão em quatro jogos, sobretudo, quando não se defrontou ainda metade das principais equipas na competição, mas os resultados conseguidos até agora não podem ser tidos como de somenos.

Foi à Lunda bater o Sagrada Esperança, na ronda inaugural, na segunda despachou o Sporting de Cabinda por expressivos 5-2, empatou a seguir com o Petro de Luanda e na quarta jornada ganhou de maneira contundente o FC Bravos do Maquis.O Interclube apresenta igualmente um ataque muito concretizador, quatro jogos, dez golos marcados, uma média de 2.5 por partida e apenas dois sofridos. Nenhuma outra equipa tem essas estatísticas.  Próximo está o Kabuscorp do Palanca, segundo classificado do Girabola. Oito pontos, sete golos marcados e cinco sofridos.

A formação do Palanca não é, nesta fase da competição, uma equipa equilibrada, sofre tantos golos quantos marca. Tem uma média de um golo por jogo.Os campeões fazem-se com uma defesa sólida e um ataque demolidor. Como se diz, as defesas ganham os campeonatos e os ataques os jogos. Nesta perspectiva, o Interclube está a trilhar o caminho recomendado.

Desastrosa é a prestação do 1º de Agosto, três jogos, três derrotas e seis golos sofridos, contra dois apontados. Nada explica este arranque da equipa, que deseja ardentemente conquistar o décimo título da sua carreira.Os militares não pouparam na fase de contratações, abriram outra vez os cordões à bolsa e foram buscar Nari, Isaac, Ben Traoré e provavelmente Keita. O primeiro ainda não foi utilizado, enquanto o segundo não é titular absoluto na equipa, apesar de não existir um avançado fixo.

Ou seja, mesmo sem concorrência, o senegalês não se afirmou no Rio Seco.  O que se vê é uma fotocópia do ano passado, no qual a equipa consentiu na abertura da prova três derrotas, em três partidas. Corrigiu na segunda metade do Girabola, porém foi insuficiente para chegar ao título. No entanto é prematuro adivinhar o futuro dos militares na competição. Nada está perdido, do mesmo modo que não se fazem campeões em quatro jornadas, também ninguém perde o campeonato em quatro jogos.

O Interclube é exemplo disso. Em 2007, sob orientação de Carlos Mozer, fez uma segunda volta sem qualquer derrota e 'roubou' ao 1º de Agosto o título, que parecia seguro. No sentido inverso caminha o Petro de Luanda. Os tricolores corrigiram a derrota consentida em Cabinda, bateram os aviadores e fazem parte do pelotão do topo do Girabola.Três pontos separam a equipa de Alexandre Grasseli do primeiro classificado do Girabola, o Interclube. Sem pressão, o Petro de Luanda está silenciosamente a fazer um início de campeonato à altura das equipas que disputam o título.