Jornal dos Desportos

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PR incentiva desportistas com outorga de condecoraes

Silva Cacuti - 09 de Novembro, 2019

Fotografia: Kindala Manuel|Edies Novembro

A atribuição da Medalha de Bravura e do Mérito Cívico e Social pelo Presidente da República, João Lourenço, a certos desportistas envolvidos na conquista de diversos títulos e distinções desportivas pelo país ao longo deste ano, motiva os galardoados para o alcance de resultados cada vez mais vistosos, defendeu Pedro Godinho, presidente da Federação Angolana de Andebol, que teve 32 atletas condecorados.
"Acho que a condecoração vem em boa hora. Devia haver melhor critério, mas não deixo de louvar a atitude do Presidente da República. Senti as atletas e os atletas motivados. Apesar de nos batermos com insuficiências financeiras para preparar a presença no Mundial feminino e no campeonato Africano masculino, lia-se no rosto de cada um deles a expressão desta satisfação. Creio que vão estar mais motivados sempre que subirem ao campo ", defendeu.
Pela selecção sénior masculina, campeã do torneio dos Jogos Africanos de Rabat, Marrocos foram condecorados Adelino Pestana, Adilson Maneco, Cláudio Chicola, Cláudio Lopes, Custódio Gouveia, Declerck Sibo, Elias António, Elsimar Pedro, Feliciano Couveiro, Gabriel Teka, Geovany Muachissengue, Manuel Nascimento, Mário Tati, Otiniel Pascoal, Agnelo Quitongo, Romé Hebo, Filipe Cruz (treinador) e José Nóbrega (treinador adjunto).
Pela selecção sénior feminina, igualmente campeã da prova de Rabat, foram condecoradas as atletas Albertina Cassoma, Azinaide Carlos, Helena Paulo, Iracelma da Silva, Isabel Guialo, Janete dos Santos, Juliana Machado, Liliana Venâncio, Magda Cazanga, Natália Bernardo, Ruth João, Helena de Sousa, Claudete José, Teresa de Almeida, Vilma Chissola, Wuta Dombaxe, Morten Souback (treinador), Danilo Gagliardi (treinador adjunto).
Depois das selecções de andebol, o Presidente da República condecorou a selecção de pesca desportiva pela medalha de bronze no campeonato do mundo em Durban (África do Sul). Foram galardoados Airton Moreira, Carlos Louro, Júlio da Rocha, Luís Mateus, Marcos Queiroz Marcos Couto, Horácio Pina, Rogério da Silva.
Pela medalha de ouro no campeonato Africano júnior em vela em optimist, disputado nas Ilhas Seychelles, foram distinguidos Aline Simão, Ronacio Paulo, Armindo de Sousa, Braúlio Gumba, Joana de Brito, Osvaldo da Gama, Victória Camota, Moisés Camota (treinador). Pela conquista do campeonato africano de Xadrez disputado em Accra, Gana, foi condecorada a xadrezista Luzia Pires.

“Perdi a cerimónia”


Azenaide Carlos, integrante da selecção nacional sénior feminina de andebol, "está nas nuvens " pela distinção que mereceu. A jogadora não se fez presente no palácio presidencial, porque fazia provas escolares no horário da cerimónia de condecorações.
"Heeee. Estou muito feliz pela distinção. Se desse para repetir o esforço, faria. Aliás, estou muito satisfeita. Perdi a cerimónia, pois estive a fazer provas na mesma hora, mas o medalhão e o diploma chegaram-me. Não consigo descrever a emoção que sinto", descreveu.
Joana de Brito, atleta velejadora, também aponta para os efeitos imediatos da condecoração no seu desempenho desportivo.
“O reconhecimento dá-me mais motivação para continuar a treinar; dar o meu melhor nos treinos, nas competições e ser campeã do mundo. Nada é impossível. É só ir à luta que se consegue conquistar algo. Quando estás a fazer alguma coisa, continue; não desista, porque se desistires, não ganhas nada”, considerou.
O Presidente da República, João Lourenço, condecorou 53 desportistas, entre as 85 personalidades homenageadas com diversas distinções no quadro das celebrações do 44º aniversário da independência nacional, que se assinala a 11 do corrente. A lista dos desportistas não inclui árbitros nem dirigentes e dela saltam ainda à vista a ausência de qualquer atleta paralímpico.

Emoção nunca sentida


Vencer ou perder os jogos ou campeonatos são estímulos incomuns na vida de qualquer desportista. Produz emoções que levam sorrisos ao rosto, muitas vezes choros. Mas é nada, se comparado ao momento sublime entrar no Palácio Presidencial e receber uma insígnia seguida de um aperto de mão da parte do mais alto dignitário da nação.
"É singular". Dizemos nós, habituados a levar ao papel as emoções que registamos. Quem vive na pele, retrata a condecoração, descreve-a com palavras mais lindas procuradas na imaginação.
Cláudio Lopes, um dos distinguidos pelo andebol, refere que "é umas das melhores sensações; foi um dos momentos históricos para mim e estou mais motivado para trabalhar".
O jogador campeão destaca ainda que a alegria não é apenas sua. É partilhada pela família, colegas e amigos.
"É de dar graças a Deus. A minha família ficou felicíssima pela distinção", exteriorizou.