Jornal dos Desportos

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Prémio atraente em Abu Dhabi

27 de Novembro, 2015

Mclaren disputa oitavo lugar com a Sauber para arrecadar bons prémios

Fotografia: AFP

O Grande Prémio de Abu Dhabi encerra domingo revestido de festa, mesmo com a coroação de Lewis Hamilton e da Mercedes com antecedência. Em meio a emoção, mais um motivo junta as fracas concorrentes: a última etapa do calendário da F1 coloca à disposição das quatro das cinco piores equipas 64 milhões de dólares em prémio.

Com os cinco primeiros lugares no campeonato mundial de construtores já definidos, a primeira luta coloca frente à frente a Lotus e Toro Rosso pelo sexto lugar. A equipa cobiçada pela Renault tem 73 pontos, contra 66 da equipa satélite da Red Bull. Porém, Max Verstappen atravessa boa fase e a Toro Rosso acredita que pode roubar a posição dos rivais, o que significaria um aumento de quase 10 milhões de dólares em prémios, que vão ser atribuídos no próximo ano. Neste ano, foram pagos 38,4 milhões de dólares para o sexto e 29,9 milhões pelo sétimo classificados.

A Sauber e a McLaren lutam pelos 25,6 milhões de prémios, destinados ao oitavo classificado. Nesse caso, a diferença entre o oitavo e o nono lugares é menor, de pouco menos de 5 milhões. Ainda assim, seria um dinheiro bem-vindo pela McLaren. A equipa inglesa está perder patrocinadores com a má fase nos últimos anos. A equipa não vence uma corrida desde 2012 e vive uma das piores épocas da história.

Para superar a Sauber, Alonso e Button não vão ter vida fácil: são nove pontos de diferença (36 x 27) e a pontuação média da equipa inglesa na época é de 1,5 ponto por Grande Prémio.

Os premios são definidas por meio de um complexo sistema, que divide 1,8 mil milhões de dólares de lucro operacional em diversas fracções. Uma delas são os 23,75 por cento (equivalente a 427 milhões de dólares) distribuídos de acordo com a performance de cada equipa no campeonato de construtores. Os prémios vão de mais de 80 milhões para os campeões até cerca de 17 para o décimo classificado.

ROSBERG ADMITE
FALTA DE INTERESSE

Antes de desembarcar em Abu Dhabi, Nico Rosberg participou de um evento em Espanha com Marc Márquez, bicampeão da MotoGP, e aproveitou para arriscar algumas manobras numa moto de motocross. Durante a sua passagem pela pista de Rufea, em Barcelona, o alemão conversou com o diário espanhol ‘Marca’ e falou sobre a ausência da Alemanha no calendário da F1 em 2015.

O piloto da Mercedes lamentou a ausência do seu país natal, mas reconheceu que não foi só a taxa cobrada por Bernie Ecclestone que afastou o país da programação.

“Foi uma desilusão perder o Grande Prémio deste ano, mas no próximo ano vai estar de volta. Um Mundial de F1 sem o GP da Alemanha é um pouco estranho, mas precisamo-lo”, disse Rosberg.


MOTOR ALTERNATIVO
Grupo de Estratégia
rejeita as propostas


Bernie Ecclestone e Jean Todt sofreram uma dura derrota política. A proposta de adopção de um motor alternativo mais barato e com características semelhantes ao da Indy na F1, a partir de 2017, desenvolvida pelo chefe supremo da F1 e pelo presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), foi rejeitada durante a reunião do Grupo de Estratégia, em Paris, segundo informa a revista alemã ‘Sport Bild’.

A medida, que representava um alento às equipas com menor poderio financeiro da grelha, foi vetada graças, principalmente, às quatro fornecedoras de motor da categoria: Mercedes, Ferrari, Renault e Honda.

Na esteira da reunião do Grupo de Estratégia, as fabricantes comprometeram-se a desenvolver um plano próprio que trata da redução de custos das unidades de potência, bem como do aumento do som dos motores, e apresentá-lo até 15 de Janeiro de 2016. Para 2017, ou talvez para 2018, a FIA deve determinar um número mínimo de equipas para quem as fornecedoras vão ser obrigadas a vender as suas unidades de potência.

“As fornecedoras, em conjunto com a FIA, vão apresentar uma proposta até 15 de Janeiro de 2016, que vai procurar fornecer as soluções para as preocupações. A proposta vai incluir o estabelecimento de um número mínimo de equipas que uma fabricante deve fornecer, garantindo que todas as equipas vão ter acesso a uma unidade de potência. As medidas também vão ser apresentadas para reduzir os custos do fornecimento das unidades de potência híbridas para as equipas-clientes, de modo a melhorar o seu barulho. Todas as partes concordaram que tal desenvolvimento vai ter como objectivo a época de 2017 ou de 2018, no mais tardar”, disse o comunicado da FIA.

A primeira reunião entre a FIA e as fornecedoras de unidade de potência sobre este tópico teve lugar ontem antes do GP de Abu Dhabi.