Jornal dos Desportos

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Presidente da FIA nega crise

30 de Junho, 2015

Jean Todt, minimizou a crise

Fotografia: AFP

Presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Jean Todt, minimizou a crise  que a Fórmula 1 enfrenta, nos últimos anos. Apesar dos problemas enfrentados como falta de competitividade e queda de popularidade, o dirigente defendeu a categoria e afirmou, que pequenas mudanças são necessárias neste momento.

“Não acredito, que estamos a enfrentar um câncer. Estamos a enfrentar uma dor de cabeça. Então precisamos de encontrar uma prescrição para dor de cabeça. Discordo que temos de curar um câncer. E desta forma, a dor de cabeça está a caminho de ser curada”, afirmou Todt.

“Não precisamos de grandes mudanças. Não acredito que a Fórmula 1 precisa de grandes mudanças”.

Um grupo de estratégia da categoria, reúne-se amanhã, dia 1 de Julho, em Londres, para discutir mudanças na Fórmula 1 para os próximos anos.

A expectativa é que as alterações definidas, sejam colocadas em prática, a partir da temporada 2017.Uma das maiores críticas à categoria, é voltada para os motores híbridos, introduzidos em 2014.

Todt está convencido de que a mudança nas unidades de força, foi correcta para a Fórmula 1, mas concorda que a falta de um controlo adequado de gastos contribuiu para aumentar o abismo entre as equipas.
 “Acredito que o motor é uma grande evolução, mas é muito caro. Aqui eu assumo a responsabilidade por não ter definido um custo máximo para as equipas compradoras”, comentou.

Todt ainda defendeu as actuais condições sobre consumo de combustíveis e uso de pneus. Conforme o dirigente, este tipo de questão tem sido alvo de reclamações de pilotos e equipas desde a década de 90. “É porque não estão a vencer”, minimizou Todt.