Jornal dos Desportos

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Presidente do Martimo defende extino da Liga.

11 de Abril, 2017

A Liga NOS tem sido alvo de muita polmica com acusaes mtuas entre clubes e reclamaes sobre as arbitragens

Fotografia: NORTH AMERICA | AFP

Carlos Pereira veio a público avançar com a possibilidade de extinção da Liga Portuguesa de Futebol Profissional. O presidente do Marítimo considera que poderá ser melhor criar um departamento profissional na Federação, noticiou ontem o site \"MaisFutebol\".

«As decisões que estão a ser tomadas pela Liga obrigam-me a pensar que, face aos custos inerentes anuais e os aumentos significativos que a Liga tem tido anualmente, vou tomar a iniciativa de arranjar uma comissão para a liquidação da Liga», começou por dizer.

O dirigente salienta o trabalho realizado pela Federação Portuguesa de Futebol: «Com certeza que terá outras condições e, da forma que está a trabalhar, a Federação Portuguesa de Futebol vai abafar completamente, e, antes que todo aquele custo vá sobrar para os clubes, é bom pensarmos atempadamente naquilo que é a extinção da própria Liga.

«Não faz sentido nenhum haver a Liga contra aquilo que foi uma das expectativas criadas e que eu próprio ajudei a criar, mas o melhor é emendar o erro em vez de persistir nesse mesmo erro. O Marítimo está na linha da frente para alterar o paradigma da Liga e vai também pensar seriamente estar na linha da frente para um departamento profissional na FPF», rematou Carlos Pereira.

PATICIPAÇÃO
Entretanto, o Sporting apresentou uma participação contra Samaris, jogador do Benfica. A SAD dos leões fez chegar ontem uma exposição à Comissão de Instrução e Inquéritos da Liga de Clubes contra o grego do Benfica.

A referida exposição foi enviada para a Liga, mas com conhecimento da Federação Portuguesa de Futebol. Em causa está um alegado murro de Samaris em Diego Ivo, nos minutos finais do jogo do Benfica - Moreirense, em Moreira de Cónegos.O Sporting suporta a queixa com imagens televisivas e pretende que a Comissão de Instrução e Inquéritos da Liga abra um processo sumário ao jogador, por infracção verificada em flagrante delito.

Ao abrigo do artigo 258 do Regulamento Disciplinar, os instrutores da Liga têm agora três dias para elaborar o referido auto. Depois disso, a decisão tem cinco dias para ser proferida, a não ser que a Comissão de Instrução e Inquéritos considere que é necessário realizar mais diligências complementares.