Jornal dos Desportos

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Presidential Golf Day traz investimentos ao Pas

Helder Jeremias - 09 de Maio, 2019

Tacadas estaro em evidncia no prximo dia 18 com vrios partcipantes de craveira internacionals

Fotografia: Edies Novembro

A primeira edição do torneio "Presidential Golf Day", agendada para dia 18 do presente mês no Resort dos Mangais, trará ao país cerca de mil e 500 cidadãos de diversas nacionalidades, entre atletas e potenciais investidores, segundo fez saber a ministra do Turismo, Ângela Bragança, durante a conferência de imprensa de apresentação do evento, realizada terça-feira numa das unidades hoteleiras em Luanda.

Na presença de altos responsáveis dos principais órgãos de comunicação social e acompanhada do director regional do Fórum Mundial do Turismo para a África, Danilo Nhantumbo, a titular da pasta ministerial fez uma abordagem exaustiva, sobre as acções levadas acabo pela instituição que dirige, no sentido de fazer com que os convidados sejam acolhidos nas melhores condições de hospitalidade.

Ângela Bragança informou, que o Presidential Golf Day trata-se de uma actividade realizada de forma periódica em vários países, com cariz recreativo e filantrópico, cujo principal objectivo é promover a imagem dos países que o acolhem, numa perspectiva de divulgar as potencialidades turísticas e atrair investimento nacional e estrangeiro, cujo impacto na economia se reflicta na oferta de empregos e consequente melhoria do nível de vida das populações.

A primeira edição com palco em Angola, contará com a presença de atletas do mais alto nível competitivo mundial, provenientes de países como África do Sul, Turquia, China, Reino Unido e do Japão, num total de 300 delegados. Os atletas e demais envolvidos chegam ao país dois dias antes do certame, devendo se juntar no local da competição dia 17 (sexta-feira), dia reservado às boas vindas.

De acordo com a ministra, o golfe representa uma vertente de alto padrão no que toca à indústria do turismo, pelo que Angola, na qualidade de um país para o qual a natureza foi bastante generosa, ao proporcionar zonas de grande influência, quer na zona costeira, quer no interior,  deve começar a potenciar as suas áreas de influência, para atrair homens de negócios pré-dispostos a canalizarem importantes investimentos no sector.

A governante deu a conhecer, que a primeira tacada do Presidential Golf Day será efectuada pelo Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, na qualidade de titular do poder executivo e principal impulsionador do turismo nacional, como forma de alavancar o desenvolvimento através da diversificação da economia.

No âmbito da criação de pressupostos técnicos e administrativas, assegurou Ângela Bragança, foi constituída, pelo Presidente da República, uma comissão multi-sectorial na qual está inserida a vertente desportiva, diplomática, aspectos relativos a segurança do pessoal,  saúde, entre outras valências, que concorrem para o sucesso de um evento do género.

Segundo Ângela Bragança, a primeira iniciativa do país albergar o Presidential Golf Day terá como palco o Resort dos Mangais, por ser a única infra-estrutura com as condições mínimas e estar localizado nas proximidades de outros potenciais lugares turísticos, tais como o Santuário da Muxima e o Miradouro da Lua,  condição que contou à sua eleição para inaugurar a empreitada, que se vai estender pelas demais regiões do país.

A organização do certame pretende, que o Presidential Golf Day passe a ter uma periodicidade anual, de modo que o número de participantes cresça em cada subsequente edição e, com  isto, o número de investidores movidos pelas excelentes condições que o país hoje oferece para o investimento, uma vez suprimidas as barreiras de âmbito migratório e burocrático que, num passado recente, desencorajavam os investidores.   

"O Cabo-Ledo é uma plataforma, para se fazer do turismo uma verdadeira fonte de receitas para o nosso país. No entanto, temos outras zonas com elevado potencial, como são os casos de Kalandula e da bacia de Okavango, onde podemos aferir o desejo da sua exploração, durante uma visita com homens de negócios", frisou a ministra.

Questionada sobre os custos financeiros da realização do torneio, a ministra foi peremptória em dizer, que \"não vale a pena falar de números, porque além do pagamento de uma licença e outros valores para a mobilização de outros factores junto da WTF (World Tourism Forum), é difícil falar-se, agora, em custos totais", devendo o balanço ser feito no final da empreitada.