Jornal dos Desportos

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Modalidades

Programa chega ao Huambo

Rosa Panzo - 31 de Maio, 2014

O projecto Voleiblue da Federação Angolana de Voleibol de parceria com o Ministério da Educação e da Refriango

Fotografia: José Cola

O presidente da Federação Angolana de Voleibol, Valentim Domingos, disse ao Jornal dos Desportos, que a instituição que dirige está a dar prioridade  a prática da disciplina aos municípios, escolas e clubes nas 18 províncias do país.

Valentim Domingos informou que nesta primeira fase o projecto  arrancou com apenas uma escola.

"Em todas as províncias onde levamos o projecto está a ser aceite com muita seriedade e responsabilidade, porque pretendemos até ao final do ano levar o programa a outros pontos do país", informou. Os associados do Huambo mostram-se satisfeitos com o projecto, de acordo com Beneth Bumba, presidente da Associação Provincial, a "Rádio 5".

"Só temos a ganhar com o projecto, porque  vai lançar a massificação da modalidade na província", disse.


Projecto
José Monteiro
rende no sucesso
O secretário-geral da Federação Angolana de Voleibol, José Monteiro, acredita que o projecto Voleiblue vai ter sucesso na província da Huíla. José Monteiro referiu que a província de Luanda começou com quatro escolas abrangendo cerca de 300 alunos e actualmente já ultrapassou esta cifra de crianças a aprender o voleiblue.

Acrescentou que por tratar-se de um projecto benéfico, solicitou à Refriango que o mesmo fosse abrangente à outras províncias para haver uma maior massificação. 

Em seu entender a Huila é uma das províncias que tem condições propícias, desde as infra-estruturas (escolas), professores e alunos, para o desenvolvimento do projecto.

“Acredito que está tudo preparado para o seu início. Por isso, é que a Federação pressionou a Refriango para que o projecto não estivesse só baseado em Luanda e que se estendesse  às outras províncias. A Huíla é uma das províncias escolhidas para arrancar com o projecto”, pontualizou.

“Este projecto é a longo prazo e temos tido competições zonais a nível de selecções para a categoria sub-16. Não temos conseguido qualificarmo-nos para os Jogos da CPLP, por falta de atletas nesses escalões. Agora, se tivermos crianças com essas idades com três a cinco  anos de prática no voleiblue, vai ser muito mais rápido e fácil escolhermos os jogadores para as selecções nacionais”, sustentou.

Juca Fernandes, que representou o director provincial da Educação da Huíla, disse que o projecto é uma mais-valia.

“Vai ser uma mais-valia para a província, que tem estado numa letargia grande por falta de apoios materiais e de formação de dinamizadores. Os apresentadores do projecto disseram que vão contar com os professores de educação física. Daqui para frente, o voleibol na Huíla vai expandir-se com esse projecto, em consequência, a província também,” realçou.    
GH


Huíla

Refriango apresenta Voleiblue


A prática do voleibol na província da Huíla vai ganhar outra dinâmica com a apresentação do projecto de massificação “Voleiblue”, pela Refriango, em parceira com a Federação Angolana de Voleibol e  com o Ministério da Educação.

O projecto surge no quadro do programa de acção social da Refriango, consiste em incentivar a prática do voleibol nas instituições escolares públicas e privadas, bem como em núcleos desportivos.

O acto de apresentação do projecto aconteceu na escola 27 de Março, na presença dos directores de escolas, colégios, clubes, professores de educação física e praticantes. André Pereira, coordenador do referido projecto, esclareceu que o mesmo abrange crianças com idades compreendidas entre os sete e os 14 anos, que frequentam a quarta, quinta, sexta  e sétima classes. 

“O projecto voleibolblue é da responsabilidade e acção social da Refriango, que arrancou em Junho de 2013, há cerca de um ano. Numa primeira fase baseou-se em Luanda e seus arredores. Foram quatro escolas que abriram o projecto em Junho. O segundo passo foi dado em Setembro de 2013, com a introdução do voleiblue nos clubes de Luanda, nomeadamente no Petro Atlético de Luanda, 1º de Agosto, Progresso  Sambizanga e no núcleo do MT. Com a adesão desses quatro clubes ao projecto juntamente com os alunos das escolas, neste momento temos cerca de 3.800 crianças a praticar o voleiblue”, explicou.

André Pereira sublinhou que o grande passo neste ano foi a introdução e expansão do voleiblue em algumas províncias, nomeadamente Lubango, Namibe, Huambo e Benguela.

“Por esta razão deslocamo-nos com o secretário-geral da Federação Angolana de Voleibol, José Monteiro, a esta província para lançar o projecto”, disse.

Para a sustentabilidade do projecto foram distribuídos materiais desportivos, sobretudo bolas, redes e apoio bibliográfico para os professores e treinadores, que vão estar à frente do projecto voleiblue.
Gaudêncio Hamelay- Lubango