Jornal dos Desportos

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Prost fala sobre opes da sada da Renault

18 de Julho, 2015

Alain Prost realou que esto em estudo alternativas para o futuro da montadora

Fotografia: AFP

Alain Prost, conselheiro da Renault, revelou, que a saída da montadora francesa da F1 não pode ser destacada. No momento, a marca do losango estuda as alternativas que possui para o futuro no desporto e já está perto de uma decisão.

A saída da F1 ainda é algo, que está a ser considerado pela Renault, revelou Alain Prost, conselheiro da marca francesa. A empresa está perto de finalizar a decisão sobre o futuro.

Depois de meses de discussão sobre as próximas temporadas no Mundial, o que incluiu também a opção de comprar uma equipa — a Lotus surgiu como favorita, de acordo com os rumores na media europeia —, a montadora ainda estuda alternativas. Prost, entretanto, disse que a fabricante não está totalmente decidida sobre o que fazer e uma saída não está descartada.

“Actualmente, tudo é possível”, disse o tetracampeão em entrevista ao site norte-americano 'Motorsport.com'. “Com certeza, nós estamos a  olhar para todas as soluções, embora haja apenas duas, ou três, se você pensar em sair como opção. Nada é impossível. Um grande construtor pode rapidamente decidir de maneira diferente”, afirmou.

"Mas acho, que isso não está nos genes da Renault, e no interesse de todos deixar a F1. Há uma história aqui, uma tradição. A história no automobilismo é muito importante para a Renault, porque sempre foi uma empresa inovadora. E essa é a nossa avaliação, agora é preciso observar todas as melhores opções nas próximas semanas", completou o francês.

Quando questionado sobre os sérios problemas que a F1 vai enfrentar se a marca gaulesa deixar o campeonato, Prost admitiu: “Se uma montadora como a Renault sai da F1, é algo que é muito mais que um problema, com certeza. Isso é certo. E é a única coisa que podemos dizer.”

O ex-piloto também reconheceu que a situação actual da Renault na F1, com os problemas enfrentados com a Red Bull, tornam o envolvimento da marca no desporto ainda mais complicado. “Acho que não é nenhum segredo e por ser um fabricante de motor, também não tem sido fácil”, declarou o gaulês.

“Você só precisa ver o quanto as coisas evoluíram: de quatro títulos consecutivos para um ano e meio difícil. É como se repente tudo mudasse. No fim das contas, podemos dizer que há muitos aspectos negativos e menos positivos. É normal que eles reconsiderem a sua posição na F1, bem como a evolução dos mercados, da própria marca e da estratégia global”, finalizou.


FIA coloca WEC e Indy no topo da tabela
A tabela de pontos para adquirir a super licença é um dos assuntos do momento na F1. Após uma chuva de críticas, a FIA reviu algumas pontuações, mas segue com uma tabela de pontos cheia de critérios questionáveis.

Um dos temas do momento na F1 é a nova tabela de pontos para obtenção da super licença. No último dia 10, a FIA revisou a pontuação que tinha definido logo no início do ano, mas, mesmo a corrigir alguns quesitos importantes, segue a dar margens a questionamentos.

 Na nova tabela de pontos – já válida para a temporada 2016 –, a GP2, a F3 Europeia, a Indy e o WEC estão juntos de uma ainda inexistente F2 como as categorias que mais rendem pontos aos pilotos. A World Series e a GP3 vêm abaixo, deixa claro que, para a FIA, não têm o mesmo peso das categorias de base citadas acima.

 A relembrar quais são os critérios actuais para a obtenção da super licença: ter 18 anos de idade completos, carteira de motorista e pelo menos 40 pontos acumulados nos três anos anteriores.

CONTEXTO DA CRIAÇÃO
DO SISTEMA DE PONTOS


 As novas regras criadas pela FIA surgem em Janeiro, antes mesmo da estreia de Max Verstappen, holandês de 17 anos que ficou em terceiro na F3 Europeia em 2014 e assinou com a Toro Rosso. Diante de uma chuva de críticas, a entidade resolve regulamentar 18 anos como idade mínima a partir de 2016 – garante o recorde de mais novo, assim, para Verstappen – e, para confirmar que os pilotos não cheguem despreparados, estipula 40 pontos como marca a ser atingida por quem quiser tirar a super licença.

 Contudo, assim que foi lançado o novo sistema, os questionamentos começaram. Categorias importantes como o DTM e o WTCC não apareciam na lista, a World Series era equiparada à GP3 e a GP2 perdia espaço para a F2, que sequer existe.

 A FIA, então, deu uma resposta aos críticos que alegavam que Verstappen era um risco para a F1, mas não escapou da confusão, apostou todas as suas fichas na F2 e deixou a World Series em posição pouco privilegiada.

A Renault, responsável pela realização da World Series, questionou a FIA e iniciou conversas com a entidade para aumentar o valor das conquistas na categoria. Na contramão, Alejandro Agag, da F-E – uma das categorias de fora da lista – disse entender a ausência na lista, já que não se trata de uma categoria de base.

 Entre os pilotos, os mais contundentes nas críticas foram Gary Paffett e David Coulthard. Para ambos, o sistema da FIA era falho e a decisão de deixar o DTM de fora, absurda.

Coulthard não parou por aí. Além de exaltar o “campeonato extremamente profissional” do DTM, mostrou não entender como a F2 era a principal categoria mesmo sem ter começado.

 Sebastian Vettel foi além. Para o alemão, o talento nos jovens pilotos é visível em qualquer categoria que estejam.

 “Então, eu acho que esta é só mais uma coisa criada para ajudar a confundir”, declarou o tetracampeão.

 Em meio às críticas, a FIA confirmou que o sistema de pontos podia sofrer ajustes. E assim foi na  sexta-feira dia 10, durante a reunião do Conselho Mundial no México.

A FIA reajustou a tabela de pontos e cedeu aos pedidos da World Series – subiu um pouco a pontuação da categoria – e também do DTM, colocou  a categoria – e também o WTCC – na lista das pontuáveis.

 Entretanto, não é possível dizer que a FIA atendeu a todas as críticas. Seis meses após o lançamento do sistema de pontos e o anúncio de que a F2, devia ser a principal na lista, o projecto da categoria segue atrasado e, agora, já existe a possibilidade real da GP2 virar o novo campeonato da F2.

 Estamos em Julho e a F2 ainda é uma incógnita. De qualquer forma, é ela quem segue a encabeçar a lista das categorias que mais dão pontos. Hoje, os três primeiros colocados já podiam  garantir os 40 pontos em apenas um ano.

 Caso a F2 seja independente e a GP2 siga, campeão e vice da GP2 também se garantem. Também somam agora 40 pontos em um ano os campeões da Indy, da LMP1 do WEC e da F3 Europeia.