Jornal dos Desportos

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Prova do México com recorde de inscritos

08 de Março, 2014

Um total de 29 equipas vão estar na partida do Rally Guanajuato, no México

Fotografia: AFP

A prova volta a ter o seu centro nevrálgico em Leon e, apesar do rali se disputar no terceiro maior país entre os que integram o calendário do WRC, apresenta o percurso mais concentrado do ano.

Na sua 10ª edição a contar para o WRC, a prova obriga os pilotos a disputarem ao cronómetro 39 por cento (399,93 km) dos 1038,19 km que perfazem a estrutura global do rali, num formato que não prescinde dos troços em altitude, a imagem de marca da prova mexicana.

Se Monte Carlo e Suécia, pelas suas características peculiares, não permitiram tirar ainda conclusões fidedignas em relação ao rumo competitivo do campeonato, talvez o México possa dar indicações mais sustentadas, ainda que só mesmo em Portugal se fique com uma ideia mais clara do que vale realmente o tabuleiro de xadrez do Mundial de 2014.

Com cinco das 22 classificativas a estenderem-se por mais de 40 km, a prova mexicana não esconde um certo filão semimaratonista, obrigando a necessidades especiais e preocupações adicionais para os concorrentes.

Por um lado, com os motores a ‘respirarem’ pior e as potências a ser drasticamente reduzidas em função da altitude a que se disputam a maior parte das especiais, é necessário saber gerir melhor do que nunca o desgaste dos pneus (que teve de ser repensado pelos ‘cérebros’ das equipas).

Por outro, com classificativas tão longas, os furos assumem uma importância capital no desenrolar competitivo da prova uma vez que qualquer percalço a este nível obriga, em princípio, à paragem no meio do troço para a troca do pneu ou, por outras palavras, à perda de, no mínimo, 1m30s extras, podendo também levar a situações especialmente delicadas em que o piloto prejudica (com o seu pó) quem lhe seguia, num exemplo do que já aconteceu na Suécia.

Especial resistência também se espera das suspensões que vão ser postas à prova nas muitas lombas por que os pilotos passam em velocidade, nas pequenas aldeias de algumas classificativas. Não faltam, portanto, provas para superar, para além da mais convencional, ligada ao cronómetro.