Jornal dos Desportos

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Modalidades

Provincial da Huíla decorre a bom ritmo

Gaud?ncio Hamelay - Lubango - 25 de Maio, 2017

Equilíbrio marcado em algumas partidas do provincial huilano

Fotografia: M.Machangongo| Edições Novembro

O secretário-geral da Associação de Voleibol da Huíla, António Quilala, reconheceu no Lubango que a inserção das duas formações do Atlético Petróleos do Namíbe em masculino e feminino, no campeonato provincial huilano unificado da modalidade, trouxe outra dinâmica competitiva à prova, que decorre a um nível equilibrado.

António Quilala referiu que é uma experiência boa,  a introdução das equipas da província Namíbe , que já foi uma potência no voleibol e sublinhou, que o nível técnico evidenciado pelas formações é satisfatório.

 “A inclusão do Namíbe, no campeonato provincial do voleibol da Huíla, constitui  mais-valia. Por isso, estamos satisfeitos porque o Namíbe  presta um pouco do seu potencial voleibolístico a esse campeonato. Todavia, está a ser boa a experiência com as equipas do Atlético Petróleos do Namíbe”, realçou.

Acrescentou não ser segredo nenhum, para o voleibol da Região Sul, pelo facto da província do Namíbe possuir tradição na modalidade.

  “Não é segredo nenhum para o voleibol da Região Sul. E, atrevo-me a dizer que a província do Namíbe sempre presta  mais-valia ao voleibol de Angola. Sabemos que o Namíbe é uma província com tradição no voleibol, daí a inclusão do Atlético do Namíbe veio dar outra lufada de ar fresco, ao provincial huilano”, reconheceu.

Apontou que a entrada para a quinta jornada da competição, o nível técnico das equipas é satisfatório, e equilibrado.

 António Quilala fundamentou que para se ter uma ideia, é muito difícil uma diferença pontual, acima dos dois pontos.

 “Portanto, a partir da diferença pontual, nós fazemos a avaliação do nível competitivo das equipas participantes no provincial, é bastante bom e equilibrado entre todas as equipas. Nos aspectos técnicos de forma geral, a maior dificuldade que nós enquanto Associação observamos, são algumas faltas que os atletas cometem na execução do passe com relação há dois toques, e questões com o posicionamento dos jogadores. Mas são aspectos que podem ser superados”, confirmou.

 António Quilala acredita que até ao termo do provincial, as faltas cometidas pelas equipas podem ser superadas, porque a partir da primeira jornada, o nível das formações participantes já não é o mesmo que as subsequentes.

 Citou que as equipas estão a melhorar, em todos os aspectos, de nível e de jornada em jornada. “Vemos questões que as equipas num determinado momento, falham numa jornada e que na outra a seguir superam. É muito positivo, e a melhoria das equipas está a ser feita, de jornada para jornada”, afiançou.

Na competição, que se disputa no sistema de todos contra todos, a duas voltas, participam oito equipas masculinas e nove femininas, nomeadamente, o Sporting Clube do Lubango, (masculino e feminino nos escalões de juniores e seniores), Benfica Petróleos do Lubango, (em sénior feminino), Heja Sport Clube do Lubango (sénior masculino e feminino), Atlético Amigos do Voleibol (júnior masculino e feminino), Desportivo da Chela (masculino e feminino) e a Estrela do Palácio, em feminino, assim como faz parte o Atlético Petróleos do Namíbe, em ambos os sexos.


DESEJO
Associação quer
aumentar clubes


Aumentar o número de agentes ligados intrinsecamente à modalidade na província, sobretudo, equipas, atletas, treinadores e árbitros, constitui uma das metas definidas pela Associação Provincial de Voleibol da Huíla.

 António Quilala, secretário-geral da Associação de Voleibol da Huíla, garantiu que a modalidade nas terras altas da Chela, actualmente “respira de saúde”, em virtude do  aumentado do número de equipas e de atletas. 

Apesar de  registar-se um índice de crescimento do número de equipas e de praticantes, António Quilala confessou que a Associação local está inconformada, porque quer sempre o melhor.

 “Podemos dizer que o voleibol na província da Huíla, neste momento, respira de saúde e estamos satisfeitos porque aumentou o número de equipas e de atletas, mas nós Associação provincial estamos inconformados porque  queremos sempre o melhor. A nossa perspectiva é melhorar cada vez mais, a qualidade técnica das equipas”, disse.

Avançou que quando se refere a “respirar melhor”, quer dizer que neste momento estão a realizar um campeonato com  oito equipas masculinas e 9 femininas, na época desportiva de 2018, o objectivo é aumentar para 12 ou até para 14 equipas.

  “Aí sim, íamos estar mais satisfeitos. Por isso, a nossa perspectiva é de crescer e aumentar em número de equipas, atletas, treinadores e árbitros. Quer dizer, o número de todos os agentes  ligados intrinsecamente ao voleibol”, prometeu António Quilala.


NAMIBE
Insuficiência de equipas
inviabiliza realização
de competições internas


A insuficiência de equipas, na província do Namíbe, está a impossibilitar a realização de competições internas naquela região do país, revelou no Lubango, o treinador do Atlético local, Mário Makili.

 Mário Makili agradeceu o convite formulado pela Associação provincial de Voleibol da Huíla, pela oportunidade que deu a província do Namíbe, em especial ao Atlético local de participar no campeonato que estão a organizar.

Esclareceu, que na província do Namíbe movimenta-se apenas o voleibol escolar, e em relação às equipas para competição, somente o Atlético local.

 “Não temos competição interna. Tem sido o nosso problema nos campeonatos nacionais com Luanda, e outras províncias, por falta de jogos. Vamos aproveitar ao máximo essa oportunidade. Está um campeonato muito bem organizado. Temos de agradecer mais uma vez à Associação da Huíla, pelo excelente trabalho que está a fazer”, ressaltou Mário Makili.

Avançou que o nível técnico das equipas, até a quarta jornada já disputadas, é regozijante, mas sustentou haver nesta competição dois escalões de equipas.

 Afirmou que no campeonato provincial de voleibol da Huíla, há quatro equipas a discutir os primeiros lugares,  as outras estão ao nível das equipas escolares do Namíbe. “Mas é salutar porque o atleta evolui a jogar e acredito que na segunda volta e nas fases finais, tenham jogos com muito boa qualidade, uma vez que de jogo a jogo os atletas melhoram de prestação”, salientou.

 Mário Makili argumentou, que a província do Namíbe foi uma potência no voleibol, mas nos dias que transcorrem apenas a formação do Atlético do Namíbe, em ambos os sexos, representa as provas oficiais nas terras da Welwitschia Mirabilis.

 “Infelizmente , a aposta na formação do voleibol no Namíbe, não acabou. Faço parte do núcleo de professores de Educação Física do Namíbe, e coordeno o Desporto Escolar, na modalidade de voleibol. Localmente, temos um campeonato escolar com cerca de 30 equipas, em masculino e feminino”, explicou.

 De acordo com o técnico de voleibol do Atélico do Namíbe, o que se passa é que quando os atletas completam 16 e 17 anos, para entrar em equipas de competição, não há uma resposta na província de clubes e empresários, para serem grémios e os atletas desaparecem por aí.

Em declaração ao Jornal dos Desportos, Mário Makili disse que por esse motivo, as atletas procuram outras diversões, sobretudo nos concursos de miss, ou qualquer coisa que não seja a actividade desportiva. “O que é muito mau para nós. Temos muita formação no voleibol. Não temos clubes para absorver esses atletas”, lamentou.

 NAMIBE
Mário Makili defende
apoios do empresariado


 O técnico do Atélico Petróleos do Namíbe defendeu na cidade do Lubango, a necessidade do sector empresarial apoiar as escolas, que desenvolvem a modalidade nas categorias de base.

 Mário Makili assegurou existir na província do Namíbe matéria humana, para praticar o voleibol nos dois géneros (masculino e feminino), mas não há empresariado e clubes para absorver os atletas, o que constitui um grande problema.

  “Não temos clubes para absorver esses atletas, tão pouco apoios, por parte da classe empresarial”, apontou.

O técnico frisou que ter uma equipa na província, dá uma vantagem ao Atlético Petróleos do Namíbe, em pesquisar nas equipas escolares os melhores jogadores que despontam, mas reconheceu ser uma desvantagem porque não possui ainda competição interna.

 “Se houve empresários que aproveitassem em todas as escolas, atletas dos 16 e 17 anos para formarem equipas, tinhamos 20 equipas ou 16  equipas de voleibol porque há matéria humana, e poucos treinadores. E, não há empresariado e clube para absorver isso. Portanto, é um problema sério que enfrentamos”, mencionou.

 Mário Makili disse que com a criação da Federação Nacional dos Desportos Escolares, acredita que as equipas escolares se transformem em clubes e muita coisa vai melhorar na competição.

 “Os projectos que estão a desenvolver a nível das camadas de formação, nas instituições escolares públicas e privadas, vão permitir reavivar a potência que a província já granjeou no voleibol no país”, perspectivou.
Gaudêncio Hamelay - Lubango