Jornal dos Desportos

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Modalidades

Prxima poca promete mais emoo e espectculo

18 de Maio, 2015

Grupo Estratgico da Frmula 1 esteve reunido e perspectivou novas aces para a modalidade

Diante das críticas, pela monotonia de um campeonato dominado de forma esmagadora pela Mercedes, dirigentes ligados à Fórmula 1 prometeram reformas para deixar as corridas “emocionantes”, com “carros mais rápidos”.

O anúncio foi feito através de um comunicado conjunto,  divulgado pelo presidente da Federação Internacional de Automobilismo, Jean Todt, e o empresário considerado o manda-chuva da F1, o britânico Bernie Ecclestone, da Fórmula One Management. Os dois cartolas participaram na quinta-feira, em Londres, de uma reunião do Grupo Estratégico da F1, que ambos consideraram “construtiva”.

Também estavam presentes, representantes das seis principais escuderias da modalidade: Mercedes, Ferrari, Red Bull, McLaren, Williams e Force India. Uma das principais mudanças é a possibilidade de abastecer os carros durante as corridas, algo proibido pelo regulamento desde 2010, o que deve levar as equipas a terem estratégias distintas.

Outra medida, para tentar melhorar o espectáculo, é a opção de escolha livre para cada escuderia entre os quatro tipos de pneus oferecidos pela Pirelli. No regulamento actual, o fornecedor italiano escolhe dois tipos de pneus para todos, em função do circuito.

A partir de 2017, as equipas foram incentivadas a desenhar carros “com visual mais agressivo”, o que deve ser possível com uma mudança das regras no que diz respeito à aerodinâmica e à redução do peso.

As montadoras envolvidas na Fórmula 1 pediram uma estabilidade do regulamento, em relação aos motores, “para dar visibilidade a novos actores potenciais”. Há rumores de que a Audi pensa investir na modalidade.

A reunião, que durou seis horas, também abordou o tema da “modificação do formato dos fins de semana de prova”, além do fim da ajuda eletrónica na largada, para valorizar mais a acção do piloto.

Outra prioridade do Grupo Estratégico foi a redução de custos, através da terceirização de vários sectores da actividade, com o conceito de “escuderias clientes”, que além do motor, poderiam comprar o chassi, limitando os gastos de desenvolvimento.