Jornal dos Desportos

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Modalidades

Pugilista Morais promete trabalho

22 de Maio, 2016

O atleta natural da Ilha de Santo Antão, que falava durante a sua apresentação pública feita pela Federação Cabo-verdiana de Boxe, na Cidade da Praia, disse que a nação cabo-verdiana pode esperar que vai atingir os objectivos proposto pela federação.

Sem especificar, claramente, a meta que quer alcançar nos Jogos Olímpicos de Rio de Janeiro, Davison Morais disse que vai demonstrar o valor do boxe cabo-verdiano.

“Vamos demonstrar que o boxe tem valor e, por conseguinte, reivindicar uma maior aposta nesta modalidade que vai estar presente pela segunda vez nos Jogos Olímpicos por mérito próprio”, frisou.

Por sua vez, o presidente da Federação Cabo-verdiana de Boxe, Flávio Furtado, disse que Davilson Morais é um atleta “trabalhador e humilde”, realçando o facto do atleta ter conseguido o apuramento para os Jogos Olímpicos por mérito próprio.

“É um motivo de regozijo porque é a segunda vez que apuramos um atleta por mérito próprio”, salientou Flávio Furtado.Avançou ainda, que o atleta, treinado pelo cubano Lázaro Contrera Torres, vai fazer a sua preparação numa primeira fase em Cuba e depois no Brasil, um mês antes do início da competição.

Davilson Morais garantiu a qualificação para os Jogos Olímpicos Rio’2016, no primeiro torneio pré-olímpico de boxe, a nível do continente africano, que decorreu no passado mês de Março em Yaoundé, Camarões.

Davilson Morais é o segundo pugilista cabo-verdiano a se qualificar por “mérito próprio” para os Jogos Olímpicos, classificou-se na terceira posição na categoria de superpesados (+91kg).

Cabo Verde conta, neste momento, com seis atletas nos Jogos do Rio: Maria Andrade, no taekwondo, Davilson Morais, no boxe, Jordi Andrade nos 400 metros barreiras e Elyane Boal na ginástica rítmica (wild-card) classificaram-se para Jogos Olímpicos.

Márcio Fernandes, em lançamento de dardo e Gracelino Barbosa nos 400 metros barreiras T-20 qualificaram-se por mérito próprio para os Jogos Paralímpicos.

Confirmada ainda estará mais um atleta do atletismo feminino, que será seleccionada com a melhor prestação durante a fase de qualificação.

O país poderá, entretanto, vir a ter mais atletas nos Jogos do Rio, dependendo dos “wild card” atribuídos pelo Comité Olímpico Internacional nos próximos tempos.

Cabo Verde tem, assim, a maior comitiva de atletas de sempre para os Jogos Olímpicos confirmada, além de, pela primeira vez, ter a confirmação de três atletas qualificados.

Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro realizam-se em Agosto próximo e vão contar com 10.500 atletas de 205 países diferentes e será a primeira da América do Sul.

NATAÇÃO

FINA levanta suspensão
provisória a Yulia Efimova


A Federação Internacional de Natação (FINA) levantou a suspensão provisória imposta à atleta russa Yulia Efimova, sancionada em Março por uma “possível violação das regras antidoping”, anunciou ontem o treinador da nadadora.

De acordo com Sergei Kolmogorov, a FINA terá ainda de tomar uma decisão final sobre o caso, mas depois da reversão da sanção provisória “as coisas vão no bom sentido”.

Efimova foi suspensa provisoriamente depois de ter acusado consumo de Meldonium, uma substância proibida pela Agência Mundial Antidopagem (AMA) desde janeiro.

A nadadora de 24 anos, medalha de bronze dos 200 metros bruços nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012 e quatro vezes campeã do mundo, sustentou ter consumido Meldonium por razões médicas, antes, da interdição decretada pela AMA. Efimova já tinha tido um controlo positivo em 2014, pelo qual foi punida com 16 meses de suspensão, pelo que corre o risco de ser irradiada, caso tenha um segundo controlo positivo.

Em abril, a AMA suavizou as sanções por consumo do fármaco de Meldonium, o que ‘alivia’ cerca de 150 desportistas que acusaram positivo desde a sua proibição, a 01 de janeiro. “Os casos em que a prova de dopagem contenha menos de uma micrograma de Meldonium, e que tenha sido tomado antes de 01 de março, serão equiparados aos ocorridos com esse fármaco antes de 01 de janeiro”, informou a AMA em comunicado.

Nesses casos, esclarece, “admite-se que o atleta não consumiu o fármaco de maneira consciente depois da sua proibição”. No inverso, a investigação a um atleta prosseguirá se este reconhecer a sua ação, se existirem evidências de que consumiu Meldonium depois de 01 de janeiro ou se “a concentração da substância chegue aos 15 microgramas por mililitro de sangue, o que confirma um consumo recente”. Assim, os atletas que acusaram testes positivos são considerados inocentes, serão amnistiados e poderão competir nos Jogos Olímpicos Rio2016.