Jornal dos Desportos

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Modalidades

Pugilista recorda velhos tempos

Gaudêncio Hamelay, no Lubango - 20 de Outubro, 2014

Pugilista recorda velhos tempos

Fotografia: AFP

 

Pedro Domingos “Kinda” admitiu que a nível nacional, o boxe comparativamente aos anos anteriores, faz uma diferença muito grande em termos de  pugilistas. Ao justificar afirmou que antigamente os praticantes competiam por amor à camisola, o que actualmente já não acontece.Acrescentou que os atletas quando vão a uma alta competição sobretudo em campeonatos africanos ou mundial da modalidade, têm a ideia de subfacturar e esquecem o objectivo que os levou a serem convocados pela comissão técnica da Federação.

Explicou que outrora os pugilistas competiam sem dinheiro, mas com objectivo virado meramente para alcançar bons resultados. O atleta que saía para competir no estrangeiro pela selecção, era um privilégio e orgulho, o que não se nota actualmente”, sustentou.Frisou que o nível praticado pelos pugilistas da actualidade, também é diferente. Adiantou que antigamente os pugilistas passavam por uma escola de boxe cubana. “Não estou aqui para denegrir a posição dos nossos técnicos actuais, mas é realmente preocupante.

Constatação
Kinda preocupado com o estado do boxe 


O momento letárgico em que está mergulhada actualmente a modalidade de boxe, na Huíla, preocupa os antigos pugilistas na província. Pedro Domingos “Kinda”, antigo praticante das categorias dos 60kgs, 63,5 kgs, 67,5kgs e 71 kgs, referiu que a falta de incentivos por parte das autoridades de direito, constitui um dos motivos que leva o boxe huilano a viver momentos menos bons.“O boxe na Huíla morreu mesmo, porque já não se faz sentir aquela vontade que havia antigamente nas academias. Localmente, parece que só existe uma academia, mas a funcionar aos soluços porque os atletas não estão animados devido à falta de incentivos e de técnicos com  conhecimento sobre a própria modalidade”, disse.

Devido à essa situação e outras dificuldades de ordem material, Pedro Domingos “Kinda”, afirmou que alguma coisa tem de ser feita para o bem do desenvolvimento da modalidade, proporcionar incentivos aos praticantes e dinamizadores do boxe na província.
“Por isso, apelamos as autoridades de direitos a apoiar o boxe para que saia da letargia em que se encontra actualmente mergulhada. Estamos à espera, que essa ajuda surja, pois já bateram as portas das pessoas singulares e colectivas, mas nada vemos. Portas essas que até agora não se abriram”.

Em entrevista ontem ao Jornal dos Desportos, o antigo pugilista reconheceu que a Associação existente formada maioritariamente por antigos praticantes, não funciona por falta de verbas, o que tem impossibilitado em programar actividades competitivas em prol do desenvolvimento do boxe.Pedro Domingos “Kinda” admitiu ter chegado o momento de se reflectir seriamente para tirar o boxe da apatia em que se encontra.Fundamentou que não se pode fazer absolutamente nada sem valores, daí, que “estamos paralisados por falta de verba. Porém, se repararem  ginásios existem. O material para se trabalhar nomeadamente luvas, sacos, entre outros não existe. Por isso, com a falta desse material não podemos trabalhar”, sustentou.

 Referiu que a própria Federação Angolana de Boxe e Associação provincial têm de velar pela questão do material desportivo, bem como incentivar os técnicos com uma pequena verba ou estímulo para que a modalidade “não morra aqui na província”, desabafou.
Pedro Domingos “Kinda” apontou que a Huila possui bons pugilistas, todavia, a prática do boxe nestas paragens, fracassou por falta de incentivos. Lembrou que nos anos anteriores, a província estava presente com o maior número na Selecções Nacionais de boxe e trazia sempre bons resultados em qualquer prova que participasse.

Muhammad Ali piora
e está  quase sem fala


Sujeito há 30 anos do mal de Parkinson, o ex-lutador Muhammad Ali tem tido complicações ao ponto de mal conseguir falar e não poder deixar a  casa no Arizona, Estados Unidos. De acordo com o site UOL, a informação foi passada pelo irmão do ex-lutador, Rahman Ali, ao jornal Sunday People. O mal de Parkinson é uma doença degenerativa de alta incidência entre pugilistas porque tem ligação com o impacto que eles suportam na cabeça ao longo da carreira. Muhammad Ali tem piorado nos últimos anos. Pouco antes da última luta na carreira, em 1984, Ali foi diagnosticado com a doença. Entretanto, a situação é mais crítica desde 2012. Hoje em dia, ele mal consegue  comunicar-se.

O assunto surgiu aquando do lançamento do documentário sobre a vida de Muhammad Ali, intitulado “I Am Ali” (“Eu sou Ali”). Entretanto, o ex-lutador não pôde comparecer à estreia do filme em Hollywood. “Eu não tenho falado com o meu irmão porque ele está doente. Ele não fala muito bem. Mas ele está orgulhoso de estarmos aqui por ele”, afirmou o irmão de Ali.Nascido com o nome de Cassius Clay foi convertido ao islamismo depois de negar a convocação à Guerra do Vietname, nos anos 60, Muhammad Ali é considerado um dos maiores atletas do boxe da história. Em 2013, com o avanço do quadro de Parkinson, o irmão do ex-lutador chegou a declarar que Ali podia morrer em questão de dias.

 

Dezasseis concorrentes divididos em quatro equipas disputaram ontem,  na praia dos surfistas, na região de Cabo Ledo, a segunda edição do campeonato da modalidade.A informação foi prestada à imprensa,  por José Carlos,  um dos responsáveis do social Surf, na abertura oficial do evento que inclui várias actividades desportivas, culturais e recreativas.A competição conta com concorrentes de diferentes idades, teve como objectivo promover o Surf em Angola, uma modalidade que começa já a ganhar alguma adesão.

Um grupo de crianças dos 12 aos 16 anos foram instruídas por dois professores angolanos,  aprendem as regras desta disciplina desportiva, que é realizada nas águas marítimas com ajuda das ondas.Quanto aos métodos de disputa, referiu, consistiu em atribuir regras de segurança para protecção das pessoas e do grupo.“A prova desta modalidade exige o distanciamento para se evitar colisões”, sublinhou.O evento foi patrocinado por várias empresas nacionais.

Surf
Cabo Ledo
acolheu a prova


Dezasseis concorrentes divididos em quatro equipas disputaram ontem,  na praia dos surfistas, na região de Cabo Ledo, a segunda edição do campeonato da modalidade.A informação foi prestada à imprensa,  por José Carlos,  um dos responsáveis do social Surf, na abertura oficial do evento que inclui várias actividades desportivas, culturais e recreativas.A competição conta com concorrentes de diferentes idades, teve como objectivo promover o Surf em Angola, uma modalidade que começa já a ganhar alguma adesão.

Um grupo de crianças dos 12 aos 16 anos foram instruídas por dois professores angolanos,  aprendem as regras desta disciplina desportiva, que é realizada nas águas marítimas com ajuda das ondas.Quanto aos métodos de disputa, referiu, consistiu em atribuir regras de segurança para protecção das pessoas e do grupo.“A prova desta modalidade exige o distanciamento para se evitar colisões”, sublinhou.
O evento foi patrocinado por várias empresas nacionais.