Jornal dos Desportos

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Putin critica relatório de Doping sobre a Rússia

20 de Julho, 2016

Vladimir Putin agastado com interferências políticas no desporto

Fotografia: AFP

A recomendação da Agência Mundial Antidoping (Wada), sobre a exclusão da delegação da Rússia dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e das demais competições internacionais, baseada no relatório do advogado canadiano Richard McLaren, revoltou o presidente russo Vladimir Putin, que condenou a decisão.

“O movimento olímpico joga um grande papel unificador para a humanidade, está novamente, à beira da divisão. As acusações contra os atletas da Rússia são baseadas em informações dadas por uma única pessoa, um indivíduo com uma reputação duvidosa. Acusações criminais foram abertas contra ele, em 2012, por violar as leis antidoping, mas não tinham provas suficientes contra ele naquele momento, e o caso foi arquivado”, disse o mandatário russo, em comunicado oficial, a relembra a era dos boicotes.

“Eventos recentes e a tensa atmosfera que se formou ao redor do desporto internacional e do movimento olímpico, remetem, involuntariamente, à situação no começo dos anos 1980. Naquela época, muito países ocidentais, citou o envio de tropas soviéticas ao Afeganistão, boicotaram os Jogos Olímpicos de Moscovo. Quatro anos depois, a União Soviética retaliou ao boicotar os Jogos Olímpicos de Los Angeles, usou o pretexto de um nível alegadamente insuficiente de segurança, para a equipa soviética”, completou.

Putin vê o pedido de exclusão da Rússia do Rio 2016, e de todas as competições, como uma interferência política no desporto, cujo objectivo é denegrir a imagem de países e de pessoas.

“O movimento olímpico passou por uma séria crise e acabou dividida. Mais tarde, alguns políticos de ambos os lados, admitiram que foi um erro. Agora, nós vivemos uma revisão, dessa interferência dos políticos no desporto. Sim, a forma desta interferência mudou, mas a essência é a mesma: transformar o desporto num instrumento de pressão geopolítica,  para formar uma imagem negativa dos países e pessoas”, denunciou.