Jornal dos Desportos

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Queda de recordes marca 2017

07 de Dezembro, 2017

Pilotos celebram carros mais rápidos e querem mais ultrapassagens

Fotografia: CLIVE ROSE / GETTY IMAGES NORTH AMERICA | AFP

A temporada de 2017 marcou inúmeros recordes batidos. Marcas que duravam mais de dez anos, caíram depois de mudança no regulamento que tornou os carros mais velozes nas curvas, e mais desafiadores para os pilotos. As alterações no perfil das asas e dos pneus foram aprovadas, mas dois factores ainda incomodam: a dificuldade de ultrapassagem e a diferença que o motor ainda faz.
O primeiro ponto era esperado, quando a mudança de regras foi anunciada: como os carros iam gerar mais pressão aerodinâmica, consequentemente iam ficar mais sensíveis ao ar turbulento do carro à frente. E, o que vimos em 2017 foi uma queda significativa da média de ultrapassagens de 52 em provas disputadas no ano passado, para pouco mais de 20 neste ano.
“Acho que a FIA e a F-1 fizeram um grande trabalho com essas regras, opinou o campeão Lewis Hamilton. Os carros de F-1 deviam ser os mais rápidos do mundo. Só é uma pena que seja tão difícil ultrapassar. Tem de haver uma maneira de criar uma batalha, sem um déficit de potência de motor ou algo do tipo. Mas ainda que seja difícil ultrapassar, é um carro fantástico de se pilotar.”
O seu companheiro da Mercedes, Valtteri Bottas, concorda. Para nós pilotos, o carro é muito divertido e desafiador. E, também estamos a quebrar os recordes de pista em todos os lugares, e isso é muito bom. Acho que o único ponto negativo, é a dificuldade de se ultrapassar em algumas pistas, mas sei que há gente que está de olho nisso, e talvez seja algo que possamos mudar para o futuro.”
De facto, aumentar o número de ultrapassagens sem diminuir a velocidade do carro, é algo que está a ser estudado por Ross Brawn, que assumiu neste ano a direcção técnica da F-1.
Para quem não tem um Mercedes na mão, ainda falta outro ponto, para a F-1 melhorar: uma maior equidade dos motores. É o que defende Max Verstappen, da Red Bull, que tem um carro considerado o melhor da grelha, mas conta com um motor inferior, tanto em termos de potência, quanto de confiabilidade da Renault. Gostava que os motores fossem mais iguais. Não precisam de ser exactamente iguais, caso contrário, não eram mais desafiadores para os fornecedores, mas gostava que pelo menos a diferença ficasse entre dois ou três décimos. Assim, podíamos competir de forma mais justa, disse o holandês à reportagem.
Para o ano que vem, são poucas as mudanças no regulamento técnico, a mais importante é a introdução do halo. Em relação aos motores, as novas regras vão estrear-se em 2021.