Jornal dos Desportos

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Qunia abre novo escndalo de doping

Silva Cacuti, Rio de Janeiro - 09 de Agosto, 2016

Quenianos querem fazer a diferena

Fotografia: AFP

O antigo meio fundista queniano Michael Rotich, nas vestes de chefe da delegação do atletismo do seu país, deixou a vila olímpica do Rio 2016 por ordem do ministro queniano do Desporto, Hassan Wario Arero, por denúncia de pedido de propina (micha entre nós) de atletas em troca de protecção e outras infracções. É o segundo escândalo de doping que mancha os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, depois do que envolveu a Rússia na véspera. O governante ordenou que Rotich regressasse a Nairobi a fim de ser investigado pelas denúncias.

Na sua primeira reacção Rotich contestou o momento em que as denúncias são feitas. Considera-as como parte de uma campanha maliciosa para prejudicar os atletas durante os jogos, segundo o site Globoesporte.com.O ministro Hassan Wario Arero afirmou que o Quênia é um país limpo no quesito controle de antidoping."Eu o mandei de volta para casa. Porque nós já estamos fazendo uma investigação. Ele voltou para o Quênia e a polícia e as autoridades criminais fazem a investigação" disse.

O governante desvaloriza as alegações de Rotich sobre alegado prejuízo aos atletas."O que levamos a sério é que o Quênia é um país que luta contra o doping, é um problema global. É hora de parar com essas denúncias, para nos concentrarmos no assunto mais importante, disse Arero, ao Globoesporte.com.Michael Roitcb é investigado pelas autoridades de antidopagem depois de ter sido flagrado a pedir propina de atletas em troca de proteção e informações prévias sobre períodos de exames. Segundo a emissora alemã ARD em parceria com o jornal inglês Sunday Times, Rotich teria pedido até 10 mil libras para passar informações sigilosas sobre o calendário de testes.

DEVIDO  ao DOPING
Americana ironiza
com colega russa


A abertura a última hora da russa Yulia Efimova apesar do escândalo de doping no país provocou alvoroço na natação olímpica. Tanto que, no primeiro dia que entrou na piscina dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, no último domingo, a nadadora recebeu vaias do público e foi ironizada por sua principal rival, a norte-americana Lilly King.
Ao cravar o melhor tempo de sua série nas meias-finais dos 100m peito, Efimova fez o sinal de número um. Acompanhando a performance da rival antes de entrar na piscina, a norte-americana olhou para o monitor e também levantou o dedo, numa clara ironia.E não ficou por aí. Lilly King saiu-se melhor na série seguinte, repetiu o gesto e não titubeou ao explicar o motivo de ter "encarado" a rival pelo monitor. “Você faz o número 1 com o dedo e você foi pega  a fazer trapaça no doping... Eu não sou fã”, disse em entrevista à NBC assim que deixou a piscina.