Jornal dos Desportos

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Quénia corre risco de falhar Rio-2016

13 de Fevereiro, 2016

Com sete medalhas de ouro, o Quénia liderou o quadro de medalhas do Mundial de atletismo de 2015,

Fotografia: AFP

A entidade que regulamenta o atletismo no Quénia, Athletics Kenya, perdeu o prazo que foi dado pela Agência Mundial Antidoping (Wada) para apresentar as provas de que tem tomado medidas para combater o uso de substâncias proibidas. A informação foi divulgada ontem pela BBC.

A cobrança veio à tona no fim do ano, após a acusação de envolvimento das autoridades quenianas num esquema de cobertura de exames anti-doping. Na época, três dirigentes da Athletics Kenya foram acusados também de desviar fundos da entidade.

A Wada vai dar um novo prazo para que os quenianos se enquadrem nas medidas de controlo de doping. Caso contrário, os atletas do país podem ser banidos das competições, incluindo os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

Em comunicado oficial, a Wada afirmou que o Quénia registou "algum progresso" no controlo de doping, mas que ainda "há muito trabalho" a ser feito.

Com sete medalhas de ouro, o Quénia liderou o quadro de medalhas do Mundial de atletismo de 2015, disputado em Beijing. Entretanto, desde 2011 mais de 40 atletas do país foram apanhados em exames anti-doping. Em Janeiro de 2016, 18 atletas estavam suspensos.