Jornal dos Desportos

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Radwanska contra regresso de Sharapova

H?lder Jeremias - 23 de Abril, 2017

O regresso de Maria Sharapova aos curtes está a incomodar as tenistas

Fotografia: AFP

A ex-número um mundial regressa às quadras oficialmente na próxima semana, depois de ter cumprido 15 meses de suspensão por ter testado positivo para a Meldonium em exame antidoping.

Em declarações ao diário desportivo polaco \"Przeglad Sportowy\", Radwanska disse que a Maria Sharapova até agora não foi convidada para jogar em Slams de Paris ou Londres, assim como na Alemanha e Espanha. Para si \"é assim que deve permanecer\".

\"Ela deve ganhar o seu lugar graças a bons resultados. Este tipo de convite ao torneio deve ficar disponível apenas para jogadores que saíram do ranking devido a lesões, doenças ou outro acidente aleatório. Não para aqueles suspensos por doping\", reiterou.

Maria Sharapova foi punida no começo de 2016 pela Federação Internacional de Ténis (ITF) com dois anos de suspensão pel   o consumo de Meldonium, fármaco utilizado para combater os problemas cardiovasculares e que tanto o seu inventor como o presidente russo, Vladimir Putin, entre outros, não consideram substância dopante.

Por outro lado, a ITF e a Agência Mundial Antidopagem (WADA) consideram que o Meldonium é um \"modulador metabólico\" que incrementa o rendimento físico e mental.

Maria Sharapova, que a princípio admitiu que tinha cometido \"um grande erro\" e pediu \"uma segunda oportunidade\", negou depois que consumisse Meldonium diariamente e que \"foi avisada cinco vezes sobre a iminente proibição da medicamento\".

Depois de ter a pena reduzida para 15 meses pelo Tribunal de Arbitragem Desportivo (TAS), Maria Sharapova reinicia as actividades no Torneio de Stuttgart, na próxima semana. Com o tempo afastado, ficou sem ranking e depende de convites para jogar nos maiores torneios da WTA. A russa também recebeu convite para jogar em Madrid na semana seguinte a Paris.

\"Maria deveria reconstruir a sua carreira de uma maneira diferente, a começar com eventos menores. Não teria uma oportunidade, se os convites estivessem nas minhas mãos\", completou Radwanska.


OPINIÃO DAS TENISTAS
Russa desvaloriza
colegas de jogo


A Maria Sharapova afirmou que a opinião das outras tenistas é a \"última\" das suas \"preocupações\", em entrevista ao jornal alemão Stern.
\"É a última das minhas preocupações. Nem pensei nisso. Sei que sou respeitada no meu meio. Vejo isso na maneira como jogam contra mim\", afirmou a ex-número 1 do mundo.

Para a sua volta às competições, a russa, suspensa por doping, o que a fez descer no ranking WTA, vai ser beneficiada por convites para disputar os torneios de Stuttgart, Madrid e Roma, algo que dividiu o circuito.

A alemã Angelique Kerber comentou o convite da organização do torneio de Stuttgart, que serve de \"estreia\" de Maria Sharapova desde o Aberto de Austrália de 2016.

\"Sharapova vai poder chegar na quarta-feira e começar a jogar do nada; é um pouco estranho para as outras jogadoras\", disse.
A russa admitiu ter sido \"incrivelmente difícil\" aceitar a suspensão no início. \"Tinha poucos amigos. Só o meu pai e a minha mãe. Senti-me muito pequena e frágil\", revelou.

Novamente, a tenista atacou duramente a ITF (Federação Internacional de Ténis) e o responsável pela luta antidoping, Stuart Miller, a quem acusa de não ter lhe prevenido em Outubro de 2015 sobre as mudanças no regulamento que entrariam em vigor.

A russa de 29 anos, cinco vezes campeã em Grand Slams, foi apanhada no teste antidoping por uso de meldonium, em Janeiro de 2016. Num primeiro veredicto, Maria Sharapova foi suspensa de todas as competições por dois anos pela ITF. A suspensão foi reduzida para 15 meses pelo Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), que reconheceu que a tenista não teve a intenção de burlar o sistema.

Maria Sharapova fazia uso há anos de meldonium, até então permitido, mas o medicamento entrou na lista de substâncias proibidas da Agência Mundial Antidoping (Wada) em Janeiro de 2016.