Jornal dos Desportos

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Rafael Nadal e Djokovic chegam fragilizados em Monte Carlo

15 de Abril, 2019

Outro factor que ajuda a criar d�vidas sobre a capacidade de Djokovic de ir bem � a falta de campanhas convincentes no piso de terra batida nos �ltimos anos

Fotografia: DR

Terceiro torneio deste nível da temporada, o Masters 1000 de Monte Carlo teve ontem início da sua chave principal. Dando início a gira europeia de saibro para os principais nomes do circuito masculino, que não estiveram na disputa nos torneios de Marrakech e Houston, a competição disputada no Principado de Mônaco traz grandes interrogações sobre o momento dos dois tenistas que lideram o circuito, o sérvio Novak Djokovic e o espanhol Rafael Nadal.

Líder do ranking mundial, Djokovic vem de uma sequência de derrotas frustrantes. Em Indian Wells, caiu na terceira ronda para o veterano alemão Philipp Kohlschreiber. Na sequência, em Miami, ele foi uma fase mais longe, mas acabou derrotado pelo espanhol Roberto Bautista Agut ainda nas oitavas.

Ao todo, Nole soma 16 jogos em 2019. São treze triunfos e três derrotas. Apesar dos bons números - impulsionados pelo título do Open da Australia em Janeiro - o tenista de 31 anos preocupa os fãs por causa da inconsistência encontrada durante algumas das suas partidas mais recentes. Para alguns, falta para o jogador nascido em Belgrado a mesma gana encontrada nos Grand Slam durante o restante das competições.

Outro factor que ajuda a criar dúvidas sobre a capacidade de Djokovic de ir bem é a falta de campanhas convincentes no piso de terra batida nos últimos anos. Desde o título em Roland Garros em 2016, ele não conquistou nenhum troféu no saibro. No seu melhor resultado foi o vice-campeonato em Roma/2017 após perder para Alexander Zverev por 6/4 e 6/3. Campeão em 2013 e 2015, Novak não chegou as semi-finais em Monte-Carlo nos três últimos anos, após derrotas para Jiri Vesely (2ª ronda em 2016), David Goffin (quartos-de-final em 2017) e Dominic Thiem (oitavos em 2018).

Não há dúvidas no mundo do ténis sobre a capacidade de Nadal no saibro. Não é a toa que ele leva o apelido de " Rei " no piso. Entretanto, a grande questão para o canhoto de Manacor é sobre as suas condições físicas. No começo do ano, ele desistiu do ATP de Brisbane por dores na coxa e por isso deu o pontapé na temporada no Open da Australia, onde foi finalista após grande campanha. Em Acapulco, uma derrota para o sempre perigoso Nick Kyrgios o fez cair nos oitavos-de-final. Até aí, tudo bem.