Jornal dos Desportos

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Rafael Nadal fora dos favoritos

19 de Janeiro, 2015

Espanhol falou dos nomes que considera favoritos para título do Open australiano que arranca hoje com grandes nomes do ténis

Fotografia: DR

O espanhol Rafael Nadal, 3º do ranking ATP, afirmou no sábado que não se considera favorito para vencer o Open da Austrália, torneio que começa hoje e no qual foi finalista na edição do ano passado. "Não me considero um dos favoritos. No ano passado sim, mas este ano a história é outra. Poderia mentir e dizer que estou pronto para vencer, mas não me sinto preparado para ganhar o torneio agora", admitiu Nadal.

O tenista espanhol chega ao primeiro Grand Slam da temporada depois de sofrer diversas lesões nos últimos sete meses, fazendo 'Rafa' perder o posto de tenista número 1 do mundo para o sérvio Novak Djokovic "É uma questão de tempo e de trabalho e estou a trabalhar muito. Na teoria, jogando quatro ou cinco jogos em sete meses, não posso ser favorito num torneio que não é sobre saibro", insistiu. "Mas treinei muito e fiz o que tinha que fazer para recuperar o meu nível de jogo.

É verdade que jogar um Grand Slam logo depois de se recuperar de uma lesão não é o ideal", continuou. "Mas estou aqui. Treinei muito e estou feliz. Estou no torneio e esta é a única maneira de recuperar o meu nível", explicou Nadal, que defronta o russo Mikhail Youzhny na primeira jornada. O espanhol falou dos nomes que considera favoritos para o título do Open australiano.

 "Penso nos nomes de sempre. Novak acabou a temporada em grande forma, é um jogador fantástico e vai jogar na sua superfície favorita". "Roger é a mesma coisa. Fez uma grande temporada e terminou o ano bem, vai jogar numa de suas superfícies favoritas e Andy (Murray) também vem a jogar bem", concluiu.

Intrusos desafiam      
as estrelas


Na verdade, o ano do ténis começa para valer hoje  em Melbourne, com a jornada inaugural do Open da Austrália. O primeiro Grand Slam de 2015 traz consigo uma questão surgida em 2014: estaria o grupo dos quatro principais tenistas da actualidade - Roger Federer, Rafael Nadal, Novak Djokovic e Andy Murray - sob o risco de perder a sua supremacia?

No ano passado, dois dos Slams foram conquistados por “intrusos”. O suíço Stan Wawrinka, número dois do seu país e quatro do mundo, começa a disputa em Melbourne, contra o turco Marsel Ilhan, na condição de defensor do título. E 2014 terminou com uma impensada final do US Open entre Martin Cilic e Kei Nishikori, quando o croata levou a melhor sobre o japonês.

Ao ser campeão, Wawrinka interrompeu uma soma impressionante. Dos últimos 35 Grand Slam disputados, 34 tinham sido vencidos pelos “quatro grandes”. O US Open foi o primeiro torneio maior, desde o Open da Austrália de 2005, que não teve Federer, Nadal, Djokovic ou Murray como finalistas.

Mesmo assim, o ano que passou teve Nadal como campeão de Roland Garros pela nona vez, Djokovic conquistou o bicampeonato em Wimbledon e Roger Federer líder do ranking mundial aos 33 anos. Portanto, Wawrinka mostra o seu respeito pelos rivais. “Eles estão a ganhar torneios de grande envergadura há muito tempo. Eu conquistei apenas um Grand Slam”, avaliou.

Cilic não estará na Austrália, lesionado, mas Nishikori (5.º do mundo), o checo Tomas Berdych (7.º), o canadiano Milos Raonic (8.º) e o búlgaro Grigor Dimitrov (11.º) aparecem como postulantes a estragar a festa dessa turma hegemónica. Federer, o veterano do grupo, é quem chega com a moral em alta em Melbourne.

Há uma semana, ganhou o Torneio de Brisbane e alcançou a marca de mil vitórias na carreira. Líder do ranking com uma confortável vantagem para o suíço, Novak Djokovic quer voltar a dominar no Grand Slam que ganhou consecutivamente entre 2011 e 2013. Andy Murray decidiu começar o ano com a disputa da Copa Hopman, torneio misto de exibição.

Quem está sob dúvidas, mais uma vez, é Rafael Nadal. O espanhol não jogou a temporada norte-americana na quadra dura, incluindo o US Open, e também perdeu o ATP Finals por problemas físicos - primeiro, sentiu uma lesão no punho e, depois, sofreu uma apendicite.

NA AUSTRÁLIA
Djokovic sonha
com mais um título


Uma gripe acompanha Novak Djokovic desde a última semana, quando caiu nos quartos- de-final do ATP 250 de Doha, no Qatar. A doença criou problemas estomacais e impediu o sérvio de treinar no último sábado, assustando os fãs do ténis, mas o número 1 do mundo voltou às quadras ontem e revelou estar preparado para buscar o inédito pentacampeonato do Open da Austrália.

"Tive alguns dias difíceis, mas agora estou preparado para o Open", disse o sérvio de 27 anos, lembrando que convive com os problemas de saúde desde o começo do ano, quando desistiu de jogar a final do torneio de exibição em Abu Dhabi e perdeu para o gigante croata Ivo Karlovic em Doha. Cabeça de chave número 1, Djokovic vai defrontar o qualifier esloveno Aljaz Bedene, na estreia, em partida marcada para  esta segunda-feira.

"Já tive sucesso no Open da Austrália, o que me permite acreditar que posso chegar longe mais uma vez", declarou o tenista, campeão em Melbourne nos anos de 2008, 2011, 2012 e 2013. Djokovic lamentou ainda a desistência do tenista argentino Juan Martin Del Potro do campeonato. "É uma óptima pessoa e um grande tenista, é uma grande perda para o torneio", referiu o melhor do mundo, lembrando a lesão no punho direito do argentino de 26 anos.