Jornal dos Desportos

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Raikkonen decepciona Arrivabene em Sóchi

03 de Maio, 2016

Prestação de Kimi Raikkonen mereceu nota negativa dos principais responsáveis

Fotografia: AFP

Kimi Raikkonen já não consegue apresentar o brilhantismo que o garantiu um título mundial na época'2007. O contrato do finlandês com a Ferrari encerra no final de 2016 e os rumores sobre uma troca de pilotos em Maranello parecem bastante plausíveis. Para reverter a situação, Kimi voltou a decepcionar Maurizio Arrivabene, chefe da equipa, no GP da Rússia.

Raikkonen estava em boa posição para tentar lutar com Lewis Hamilton pelo segundo lugar, mas ainda na volta 7 foi ultrapassado, não conseguiu dar o troco.
“Ele teve uma boa prova, mas, com o safety-car, poderia ter sido melhor”, disse Arrivabene.

A expressão “poderia ter sido melhor” parece marcar os últimos anos de Raikkonen na Ferrari. O finlandês consegue pódios com alguma frequência, mas costuma ficar bem atrás dos companheiros de equipa. Em 2014, Fernando Alonso foi muito melhor. Em 2015, Sebastian Vettel fez algo parecido.

Questionado sobre o que vai ser do seu futuro, Kimi admitiu que a situação parece incerta.

“Não sei. Tenho uma paixão pelo automobilismo, mas muitas coisas não estão em minhas mãos. Só posso tentar fazer o meu melhor e depois ver o que o futuro pode trazer”, avaliou.

Kimi Raikkonen vai ter uma nova oportunidade para impressionar a Ferrari no Grande Prémio da Espanha, marcada para o dia 15 de Maio.

RESULTADO REBENTA
ALMA DE MARCHIONNE


A expectativa de boa parte dos fãs da F1 estava em ver a Ferrari como concorrente real e directa da Mercedes para quebrar a hegemonia da equipa prateada no Mundial. Mas em quatro corridas já disputadas em 2016, nada mudou na ordem de forças da F1. A Mercedes continua como protagonista, com quatro vitórias na sequência - todas com Nico Rosberg -, enquanto a Ferrari sofre com problemas e azares na sua jornada para voltar ao topo do desporto.

Em quatro corridas disputadas, a Ferrari soma 76 pontos, menos que a metade da Mercedes, que acumula 156. Um cenário que parte o coração de Sergio Marchionne, presidente da equipa de Maranello.

Um dia depois do Grande Prémio da Rússia, que teve a Ferrari no pódio com Kimi Raikkonen - terceiro lugar, atrás das Mercedes de Rosberg e Lewis Hamilton -, mas com Sebastian Vettel fora da luta na primeira volta, após ter sido acertado duas vezes por Daniil Kvyat, Marchionne falou aos jornalistas durante um evento na Fiat em Turim, na Itália e não se furtou a falar sobre o momento da Ferrari.

“Precisamos reduzir essa diferença na velocidade da luz. Estava acostumado a ver a Ferrari com Michael Schumacher, por isso me arrebenta a alma ver uma Ferrari que está a sofrer muito”, disse o executivo.

Mas Marchionne procura ver uma luz no fim do túnel.

“Em Sochi, foi um dia ruim e ainda há muito trabalho a fazer, mas tenho toda a confiança possível na equipa e no que vamos conquistar”, disse, num discurso mais ou menos alinhado com o de Maurizio Arrivabene, chefe da Ferrari, que procurou mostrar-se optimista.

“Sobre o campeonato: não quero que a equipa desista. Queremos colocar toda nossa energia de agora em diante. Temos 17 corridas, de modo que, se vencermos 12, podem ganhar as outras cinco e ter luta. Nada está definido e não vamos desistir”, assegurou.