Jornal dos Desportos

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Raikkonen tem o desafio de desenvolver o Lotus

22 de Março, 2013

Condições atomosféricas em Sepang inquietam Kimi Raikkonen

Fotografia: AFP

Kimi Raikkonen venceu, na Austrália, o primeiro Grande Prémio da temporada de Fórmula 1, mas não é isso que faz o finlandês embandeirar em arco. O piloto está consciente das limitações do Lotus-Renault face à concorrência e diz que desenvolver o carro será o maior desafio. “No ano passado havia a grande questão de perceber se conseguiríamos acompanhar o desenvolvimento das grandes equipas. E parece-me que não fizemos um mau trabalho. Esta época não vai ser fácil, até porque não é segredo que não dispomos do mesmo dinheiro da Red Bull, Ferrari e Mercedes. Temos pessoas e ferramentas para conseguir um bom desempenho, mas, com mais patrocinadores, teríamos outras hipóteses de lutar com essas equipas”, disse o antigo campeão do Mundo.

O piloto, de 33 anos, não esconde a felicidade “pela vitória na Austrália”, mas refere que no Grande Prémio da Malásia, no próximo fim-de-semana, “será uma história completamente diferente”. “Por isso, ainda não há nada para celebrar”, acrescentou, salientando que “o objectivo é estar na frente em todas as corridas”. Na luta pelas vitórias quer estar também a Red Bull-Renault, campeã em 2012. Sebastian Vettel foi “apenas” 3º em Melbourne, mas o director da equipa, Christian Horner, garante que “não há qualquer desânimo”. “Na Austrália fomos algo infelizes, mas acredito que voltaremos a estar na frente já em Sepang”, admitiu.

Piloto quer repetir
sucesso na Malásia

Kimi Raikkonen regressa no fim-de-semana ao local da sua primeira vitória na Fórmula 1, a Malásia, mas espera um desafio completamente diferente em relação ao domínio completo em Melbourne. Depois de desfrutar de uma corrida relativamente tranquila no circuito de Albert Park no último fim-de- semana, o finlandês, de 33 anos, acredita que o calor e a chuva desempenharão um papel importante na segunda prova do campeonato. O piloto da Lotus-Renault conquistou a primeira das duas vitórias em Sepang em 2003, o seu primeiro triunfo na carreira, ao volante de um Mclaren-Mercedes. “É um lugar diferente, vai fazer muito mais calor, por isso é muito difícil dizer como o carro vai estar e quem vai ser mais rápido depois de apenas uma corrida”, disse Kimi Raikkonen, que conseguiu lidar bem com a degradação dos pneus Pirelli em Melbourne, ao contrário dos adversários.


Segundo Ecclestone

Hamilton queria parar por um ano


O organizador do Campeonato do Mundo de Fórmula 1, Bernie Ecclestone, disse que Lewis Hamilton, piloto da Mercedes, encarou a possibilidade de deixar de correr este ano, para regressar em 2014. Segundo Bernie Ecclestone, Lewis Hamilton preferia ter um ano sabático (ficar ausente) em vez de competir mais um ano pela Mclaren-Mercedes. Lewis Hamilton, 28 anos, deixou a equipa britânica a que estava ligado desde a adolescência e transferiu-se para a Mercedes. O campeão mundial de 2008 estreou-se no último fim-de-semana pela sua nova equipa, tendo conseguido o 5º lugar no Grande Prémio da Austrália, em Melbourne. Bernie Ecclestone disse também que Ron Dennis, ex-chefe de equipa e actual presidente do McLaren Group, afirmou que poderia ter mantido Lewis Hamilton caso assim o quisesse.

O “patrão” da Fórmula 1 disse, por outro lado, disse que Lewis Hamilton lhe contou que teria preferido parar de correr por um ano ao invés de continuar na Mclaren-Mercedes. Bernie Ecclestone disse que não sabe a razão pela qual a relação entre a McLaren-Mercedes e Lewis Hamilton chegou a esse ponto, mas afirmou à revista “AutoWeek” que o piloto não trocou de equipa por dinheiro: “Ele simplesmente queria uma mudança.”


Malásia

Onda de calor
preocupa Webber


A luta no Grande Prémio da Malásia em Fórmula 1 não será apenas na pista de Sepang, pois o calor também é adversário dos pilotos. Por esta razão, o australiano Mark Webber fez sugestões aos colegas. "Beber muita água, usar roupas leves e, é claro, ficar no ar condicionado o máximo que puder", indicou. "Apesar de isso não ajudar muito quando se está pilotar", acrescentou o piloto da Red Bull-Renault. "É importante ficar num clima com ar condicionado o máximo possível", garantiu. Apesar das adversidades, Mark Webber ressaltou que gosta de guiar em Sepang, um circuito marcado por muitas curvas que desafiam os pilotos. “Da segunda até à última curva é muito difícil acertar, mas eu sempre gostei de guiar lá”, disse. O piloto australiano mostrou que está animado e ansioso para voltar às pistas depois do Grande Prémio da Austrália, em que terminou na sexta posição. “Estou ansioso para voltar para a pista outra vez tão rápido depois da primeira corrida”, admitiu.