Jornal dos Desportos

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Rali Dakar arranca hoje

03 de Janeiro, 2016

Mais de três centenas de pilotos de carros e motos começam a viver a odisseia do Rali Dakar que hoje parte da capital argentina

Fotografia: AFP

A 38ª edição do Rally Dakar arraca hoje, em Buenos Aires, na Argentina, e os pilotos já estão preparados para começar a temporada. Nani Roma, que disputa na categoria carros, acredita que sua equipa, a Mini X-Raid, pode dar-se bem na competição.

“Ela tem a técnica para voltar a ganhar o Dakar. Se não houvesse possibilidades reais, não falaria isso. Sempre temos possibilidades. Temos um bom carro e uma boa equipa, estamos confiantes e temos experiência”, afirmou.

“Estou com uma sensação boa. Fizemos bem as coisas com Alex (Haro) e a equipa. Passamos horas atreinar na academia para estarmos bem fisicamente. Quando se está assim, os pensamentos ficam muito mais claros. Tanto eu como Alex estamos prontos”, completou.

O catalão analisou ainda os pontos fortes e fracos do torneio. “O que eu menos gosto é do calor que faz na Argentina. É uma corrida longa e cansativa, mas é muito divertida, ainda que não passemos bem porque é muito tempo”, disse.

O piloto também revelou quais são seus principais adversários. “O maior rival a ser batido é você mesmo. Depois, são os companheiros de equipa, tanto como Orly Terranova, Mikko Hirvonen e Nasser Al-Attiyah. Também tem a Peugeot, com Carlos Sainz, Sebastien Loeb e Stephane Peterhansel e que fez um carro muito bom. Os da Toyota também são muito rápidos. Acho que o vencedor estará entre esses dez pilotos, ainda que não esteja muito claro”, explicou.

Nas motas, Paulo Gonçalves (Honda), vice-campeão, a tenta tornar-se o primeiro português a vencer a emblemática prova de todo-o-terreno.

Com a reforma do espanhol Marc Coma, agora director do Dakar, e a passagem do francês Cyril Despres para os carros, Gonçalves deixou de ter a oposição dos pilotos que dominaram a última década e aparece na Argentina e na Bolívia como um favoritos à partida para os 15 dias de prova, que vão ligar Buenos Aires a Rosario e que arrancam com um curto prólogo para determinar a ordem da primeira etapa.

Com Gonçalves e o espanhol Joan Barreda, a Honda tem este ano uma excelente oportunidade do por fim a um domínio de 14 anos da KTM, que deposita as suas esperanças no australiano Toby Price, terceiro classificado na última edição, no britânico Sam Sunderland e no espanhol Jordi Viladoms.

Portugal vai contar ainda com Hélder Rodrigues (Yamaha), terceiro em 2011 e 2013, Rúben Faria (Husqvama), vice-campeão em 2013, Mário Patrão (KTM) e Pedro Biachi Prata (Honda).

Nos carros, Carlos Sousa, em Mitsubishi, volta a ser o único piloto português, naquela que será a sua 15.ª participação num prova em que alcançou o quarto lugar em 2003 e o quinto em 2001 e 2002.

Vencedor da última edição, Nasser Al-Attiyah (Mini) volta a encabeçar a lista de favoritos, mas o sul-africano Giniel De Villiers (Toyota), campeão em 2009, o francês Stephane Peterhansel (Peugeot), cinco vezes vencedor, o espanhol Carlos Sainz (Peugeot), vencedor em 2010, e o também espanhol Nani Roma (Mini), vencedor em 2014, prometem igualmente lutar pelo triunfo.

A oitava edição da prova em solo sul-americano vai percorrer um total de 9.300 quilómetros -- dos quais 4.700 a 4.800 cronometrados -, até à chegada, a Rosário, no dia 16, mas sem passagem por alguns locais emblemáticos, no Chile e no Peru.

No total, estão 354 pilotos inscritos, 143 em motos, 110 em carros, 55 em camiões e 46 em quads.