Jornal dos Desportos

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Modalidades

Recuperao de pistas de cinza preocupa direco da federao

25 de Abril, 2019

Fotografia: ATLETISMO

A recuperação de pistas de cinza, para dar uma outra dinâmica no resultado do atletismo nacional, preocupa o presidente de direcção da federação angolana da modalidade, Bernardo João.
 Bernardo João disse há dias na cidade do Lubango, no âmbito da realização da 38ª edição dos nacionais de corta-mato nos escalões de juvenis, juniores e seniores, em ambos os sexos, que o país tem carência de pistas e as poucas existentes precisam ser recuperadas.
 Apontou, que um dos focos definidos pelo órgão reitor da modalidade no país, passa na melhoria dos resultados dos atletas em todos os escalões, para possibilitar competir em provas internacionais, mas não existem pistas específicas para a prática do atletismo.
Para que tal aconteça, defendeu o dirigente federativo, é preciso que o país tenha, no mínimo, três pistas sintéticas para ajudar naquilo que são as melhorias do resultado do nosso atletismo.
“Não temos pistas específicas, para a prática de atletismo. Temos que recuperar as pistas de cinza, para darmos uma outra dinâmica no resultado do nosso atletismo. Mas que está muito difícil. Apesar disso, estamos a trabalhar. Temos um foco que passa na melhoria dos resultados dos atletas”, referiu.
Bernardo João afirmou, que a federação vai esperar que as coisas melhorem dentro do nosso país e acrescentou sentir também junto do Ministério da Juventude e Desportos, na pessoa da sua titular de pasta Ana Paula da Silva Sacramento Neto, estar preocupada que o país tenha essas infra-estruturas desportivas.
Confirmou que Angola, com essas infra-estruturas para a modalidade de atletismo  num determinado prazo, estará em condições de preparar os seus atletas e fazer parte em competições internacionais. 
Bernardo João disse que o elenco que dirige está a preparar as condições, para que a participação de corredores angolanos, em eventos internacionais, seja um facto. Contou ter encontrado uma federação com uma realidade não muito positiva, para o nosso atletismo.
“Por isso, nós estamos a trabalhar na preparação dessas condições e sentimos que, dia após dia, conseguimos sentir outras melhorias nas marcas pessoais dos atletas. Nós, a nível das crianças, não posso considerar tão mal, mas já temos, a nível de alguns atletas masculinos e femininos, três recordes: um nos 800 metros e outro recorde nos 1.500 metros”, aclarou.
 Explicou que os recordes, que andavam a volta de 10 a 15 anos sem serem conseguidos, foram batidos. “Eu mesmo, que fui recordista nacional do lançamento do dardo, hoje já fui ultrapassado. Temos um atleta de 23 anos, que já fez um lançamento de 64 metros e 73 centímetros”, ressaltou.
Bernardo João salientou, que o anterior recorde, que era sua pertença fixado antes em 61,72 centímetros, foi batido por esse jovem atleta de 23 anos, cujo nome não revelou.
“Então sentimos que há uma melhoria. Mas sentimos que precisamos trabalhar mais. Precisamos também de apoios, porque está muito difícil trabalhar. Como não fosse suficiente também, temos um senão, porque não possuímos pistas específicas para a prática de atletismo”, declarou.