Jornal dos Desportos

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Red Bull com motor Honda pe Verstappen e Gasly entre favoritos

Altino Viera Dias - 03 de Dezembro, 2018

Verstappen foi lder das desistncias nas equipas de top em 2017 e em 2018 demonstrou maturidade

Fotografia: AFP

A maior parte dos amantes da Fórmula 1 está a focar o campeonato de 2019 na Mercedes e na Ferrari, comentando-se muito pouco sobre uma possível superioridade dos Red Bull. O holandês Max Verstappen é um piloto brilhante, genial e excepcional. Estes são alguns dos muitos adjectivos mais usados para qualificar um dos melhores jovens pilotos da sua geração, para muitos o melhor.
Longe ficou aquele “el niño rookie” da Toro Rosso que fez algumas asneiras quando se transferiu da Toro Rosso para a Red Bull. Verstappen foi o líder das desistências  nas equipas de top em 2017, mas em 2018 demonstrou muita maturidade. Este facto foi confirmado  na segunda metade do campeonato com os seus resultados espectaculares.
Lewis Hamilton e Sebastian Vettel são sinónimos de sucesso, com talentos incontestáveis. Os dois pilotos receberam mais uma vez o reconhecimento, no universo do automobilismo, com os  merecidos títulos de campeão (Hamilton) e vice-campeão (Vettel), pelo segundo ano consecutivo  (2017 e 2018).
Em 2019, Hamilton e Vettel poderão ter a forte oposição dos jovens pilotos da Red Bull, Verstappen e Gasly, na luta pelo título. Vettel poderá entrar em rota de colisão com a sua antiga equipa, a Red Bull, onde conseguiu as suas maiores glórias.
Verstappen é possuidor de um talento incrível, acompanhado de um estilo de condução de bons reflexos e Pierre Gasly “El Niño”, caçulinha da Red Bull, conhece muito bem o propulsor da Honda. Eles poderão ser autênticos pesadelos para Hamilton e Bottas, da Mercedes, e de Vettel e LecLerc, da Ferrari, isto se a Honda acertar o motor no ponto.
A Red Bull e os seus pilotos viveram à sombra da Mercedes e da Ferrari nos últimos dois anos. Mas este quadro pode alterar se a Red Bull voltar à carga e dar motores Honda a Verstappen e a Gasly, o que lhes pode fazer conquistar poles, vitórias e, quem sabe, até um título mundial, que seria o quinto da equipa e o primeiro dos pilotos.
Verstappen e Gasly são nomes que dispensam apresentação na Red Bull, pois ambos vieram da equipe satélite da Red Bull (a Toro Rosso). Verstappen, em 2016, e Gasly, em 2019. Eles têm muitas coisas em mente para 2019, entre elas baterem-se, baterem os adversários, conquistar poles, vitórias e, acima de tudo, o campeonato. Ambos já deram provas de que não estão na Fórmula 1 para fazer apenas número, mas sim para competir, pois qualidades não lhes falta. Mas terão que ter muito cuidado e trabalhar juntos pela equipa, porque ao desejarem superar-se podem partir os carros como acontecia no passado entre Mark Webber e Vettel, Ricciardo e Verstappen, na própria Red Bull, e entre Hamilton e Rosberg, na Mercedes, e Pérez e Ocon, na Force India.
Os fãs da Red Bull não desejam continuar a ver a equipa ser batida pela Mercedes e a Ferrari.  Para eles (os fãs), parecia que os dirigentes das duas equipas (Mercedes e Ferrari) estavam a adorar ver a Red Bull longe da performance e da velocidade de ponta das suas equipas. Será que, com o propulsor da Honda, a Red Bull irá ameaçar o domínio da Mercedes, Ferrari e seus pilotos? Os nipónicos são bons em termos de electrónica e contam com a ajuda dos ‘meninos’ Verstappen e Gasly, para baterem certos recordes, entre eles o de campeão mais novo do mundo.
Entretanto, isto parece não assustar a escuderia italiana (Ferrari), nem tão pouco a Mercedes, pois ambas têm os melhores e mais titulados pilotos dos últimos 11 anos,  que são nada mais nada menos que Hamilton, vice-campeão de 2007 e 2016 e campeão de 2008, 2014, 2015, 2017 e 2018, e Vettel, vice-campeão de 2009, 2017 e 2018 e campeão de 2010, 2011, 2012 e 2018. Então, aguardemos pelo regresso dos roncares dos motores nos testes de pré-época e, em Março, o regresso das corridas que terá como primeiro Grande Prémio Austrália, em Melbourne, no circuito de Alberto Park.