Jornal dos Desportos

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Red Bull acata a decisão

17 de Abril, 2014

Daniel Ricciardo cruzou a linha em segundo lugar mas foi desclassificado para a tristeza do piloto que pretendia fazer uma boa prova

Fotografia: Reuters

A Red Bull aceita a decisão do Tribunal Internacional da FIA, após o recurso que pedia a reavaliação da desclassificação de Daniel Ricciardo do GP da Austrália. Em nota divulgada, a equipa manifestou a insatisfação com o resultado do julgamento. “A Red Bull aceita a decisão do Tribunal de Apelação. Estamos decepcionados com o resultado e não timhamos  apelado se não achássemos que era um caso forte. Sempre pensamos que estávamos dentro do Regulamento Técnico durante o GP da Austrália de 2014”, afirmou a equipa por meio de uma nota oficial.

Na prova que abriu a época de 2014, Daniel Ricciardo cruzou a linha de chegada em segundo, porém foi desclassificado e não somou os pontos referentes à posição, porque os comissários interpretaram que o seu carro estava a exceder o limite de fluxo de combustível.A actual equipa  tetracampeã mundial já garantiu foco nas próximas corridas para recuperar a pontuação perdida. A Red Bull afirmou que o carro corria conforme às exigências estipuladas em regulamento e questionou a decisão dos comissários,.

“Lamentamos por Daniel, que não vai receber os 18 pontos da corrida. Mas vamos continuar a trabalhar muito duro para acumular o máximo possível de pontos para a equipa. Vamos seguir em frente e concentrar-nos no GP da China nesse final de semana”, concluiu a Red Bull. Desclassificado da primeira prova e sem completar a segunda corrida, Ricciardo é apenas o décimo classificado no Mundial de Pilotos, com 12 pontos. Sebatian Vettel, que acumula uma desistência, um terceiro lugar e uma sexta posição, está em sexto lugar, com 23 pontos.

RENAULT AJUSTA
MOTORES V6 TURBO

Após um início de época conturbado, Rémi Taffin, chefe da Renault, acredita que a fábrica da França atingiu uma melhoria em alguns pontos dos novos motores V6 turbo, o que a deixa menos vulnerável para o Grande Prémio da China. Os pilotos vão sentir a melhoria nos próximos tempos, segundo a fábrica. “Apesar de sabermos que os outros ainda estão à frente, estamos mais confiantes para o próximo GP.

Fizemos um bom progresso nas últimas duas corridas, tanto em confiabilidade, como em dirigibilidade”, analisou o mandatário.Taffin esclareceu que a Renault tem como foco o desempenho dos motores nas curvas, mesmo a saber  que assim acaba por perder para os adversários nas rectas. Dessa forma, as apostas vão ser em estratégias diferentes, já que o desgaste do pneu vai ser menor.

“Trabalhamos na gestão de energia por volta, particularmente, nas curvas lentas. Sabemos que estamos a perder na recta, mas esses novos passos deram-nos maior tracção em trechos curvos”, disse.O Chefe da Renault assegura que “a maior parte do trabalho foi concentrado no modo de corrida e performance”, focos que acreditam merecer maiores passos “ao invés da classificação”.Rémi Daffin ainda completou que apesar de ser “uma batalha difícil”, estão “ansiosos” pela China, porquanto sentem que atingiram o ritmo agora.

WILLIAMS F1
Rob Smedley descarta decepção


A Williams procura  resultados expressivos após as três provas da época'2014, mesmo sendo uma das equipas mais rápidas da pré-época. Nas três primeiras provas, os carros da equipa britânica andaram apenas no meio da grelha e é a sexta classificada no Mundial de Construtores. Para Rob Smedley, o novo chefe de desempenho de veículo da equipa, não há decepção, pois os pilotos  tiraram  o máximo que os carros podiam  dar nas corridas disputadas (Austrália, Malásia e Bahrein).

“Conseguimos o máximo que estava ao nosso alcance até o momento. E fizemos isso de forma consistente nas três primeiras corridas. Não há pânico”, garantiu o ex-engenheiro de Felipe Massa na Ferrari.Assim como Valterri Bottas, o piloto brasileiro não consegue andar rápido na sua nova equipa. Abandonou na Austrália e chegou ao modesto sétimo lugar na Malásia e no Bahrein. É o 11º classificado no Mundial de Pilotos. “O carro ainda está em desenvolvimento e há uma estrutura totalmente nova na Williams, estamos a aperfeiçoar as partes boas e melhorar onde não somos fortes. E isso vale para tudo, inclusive o túnel de vento”, disse.

Rob Smedley realçou que “não há pânico na equipa” e continuam “no caminho mais correcto”.A próxima etapa da época'2014 da Fórmula 1 pode representar o “início” da boa fase na Williams marcada para o próximo domingo, na China. Nela, os adeptos da equipa de Grove esperam ver o motor Mercedes pesar a favor de uma das equipas mais tradicionais da história da maior categoria do automobilismo mundial.

MASSA QUER PISTA

O brasileiro Felipe Massa acredita que a longa recta do circuito de Xangai, com uma extensão de 1.170 metros, pode ajudá-lo a ter um bom desempenho no GP da China, no próximo fim de semana. O motor Mercedes tem impulsionado os carros da equipa Williams, que andam em ritmo semelhante aos das equipas como McLaren, Ferrari, Force India e Red Bull, mas o ritmo nas curvas ainda é um factor de preocupação para o brasileiro.

“Há uma longa recta na China, que vai ser boa para ultrapassagens, especialmente, para o nosso carro, temos uma boa velocidade. Há também curvas de baixa velocidade, onde é necessário bom acerto aerodinâmico. Por isso, espero que possamos fazer melhorias nessas áreas”, disse o brasileiro. Além de demonstrar temor com o desempenho aerodinâmico da Williams, Massa também revelou à sua claque para que não chova durante o GP da China.

“Esperamos ter algumas peças novas que devem ajudar na aderência e outras áreas que precisamos melhorar, como em pista molhada. Por isso, auguramos que seja um fim- de- semana seco”, afirmou. Na China, Felipe Massa tem como o seu melhor resultado a segunda posição no GP de 2008. Após a disputa de três provas em 2014, o brasileiro ocupa a 11ª posição no Mundial de Pilotos, com 12 pontos.

GP DA CHINA
Hamilton e Nico
projectam pódio


Depois de uma bela apresentação dos seus pilotos, Lewis Hamilton e Nico Rosberg, no Grande Prémio do Bahrein, a promessa é de uma nova “luta” interna pelo pódio no GP da China do próximo fim- de- semana. “Estou ansioso para voltar ao carro. A última corrida foi fantástica, não apenas para nós como uma equipa, mas para o desporto. Tenho a certeza de que não vai ser a última vez que vamos ver um grande show em 2014”, disse Hamilton.O inglês sabe que vive uma excelente fase na F-1, mas lembra que já viveu contratempos na pista de Xangai. Caso vença, vai ser o seu terceiro triunfo consecutivo no Mundial.

“A andar pela garagem, pode ver a energia positiva dentro da equipa. Todos estão focados em tirar o máximo dessas primeiras corridas e continuar a construir em cima deste forte início de época que tivemos. Tive altos e baixos na China, fiquei de fora do pódio apenas duas vezes”, disse.Do outro lado, o resultado de Sakhir não agradou tanto Nico Rosberg, mas o piloto comemorou a repercussão positiva da prova.

“Foi óptimo ver todos os comentários que apareceram depois, já demonstramos que estamos a lutar mais do que nunca para ficar à frente do pelotão e vai ficar cada vez mais difícil conforme a época for passando”, disse. O alemão assegura que confia na equipa e “dá um impulso saber que as pessoas ao seu redor querem vencer tanto quanto os pilotos da Mercedes”.

Fernando Alonso
nega má relação

Os rumores de uma possível má relação entre os companheiros de Ferrari na fórmula 1 Fernando Alonso e Kim Raikkonen incomodam o espanhol, que criticou os rumores, considerados por ele exagerados, à” TV CNN”, dos Estados Unidos. “Acho, que visto de fora  a relação entre companheiros de equipa é sempre exagerada. É verdade que qualquer piloto procura bater o seu companheiro de equipa para ter uma reputação melhor. Mas acredite que  quando estamos numa reunião ou numa avaliação após a corrida, as pessoas deviam  ver a atmosfera da equipa”, contou Alonso.Para o piloto espanhol, não há problema entre os dois, mas sim apenas coisas positivas.

“Há uma grande comunicação e um imenso trabalho de equipa, apesar das coisas que dizem”, disse.Fernando Alonso acredita que ter um competidor como Raikkonen ao seu lado é uma motivação extra para melhorar o rendimento na pista. “Raikkonen é muito talentoso, então isso,  é uma enorme ajuda e uma grande motivação, primeiro para mim, mas também para a equipa pois sabem que têm de entregar um bom carro.