Jornal dos Desportos

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Red Bull anuncia primeira mulher no projecto de formação de pilotos

02 de Maio, 2013

Beitske Visser é a primeira mulher a integrar as categorias de base da Red Bull Racing

Fotografia: AFP

A Red Bull anunciou as novidades no seu projecto de formação de pilotos nas categorias de base de automobilismo, o chamado Red Bull Junior Team. Entre nomes que já contam com relativo destaque, como o português António Félix da Costa (Fórmula Renault 3.5), uma contratação chamou a atenção da imprensa especializada: a holandesa Beitske Visser, de 18 anos, a primeira mulher a integrar as categorias de base da Red Bull Racing.

Visser é uma aposta, mas o seu início no automobilismo tem sido promissor. A holandesa estreou-se no kart aos cinco anos, chegou rapidamente aos níveis mais competitivos dos campeonatos do país e da Europa. Assim, em 2012, ganhou oportunidade de disputar a Fórmula Masters ADAC (equivalente alemã da Fórmula Renault) e não decepcionou: correu pela equipa Lotus/MotoPark, terminou o ano em oitavo lugar, com 109 pontos. O campeão foi o alemão Marvin Kirchhöfer, um dos seus companheiros de equipa, que somou 329 pontos.

Em 2013, Beitske Visser vai disputar a segunda época da Fórmula Masters ADAC, como uma das favoritas ao título, agora. Ao longo da época de estreia, Beitske Visser conquistou duas vitórias (em Zandvoort, na Holanda, e em Lausitzring, na Alemanha), além de uma pole position (também em Lausitzring).

No entanto, acidentes nas mesmas etapas (cada uma delas é composta de três corridas) obrigaram a ascendente holandesa a ficar de fora em duas das oito etapas do ano: Sachsenring (que teve uma das suas três corridas cancelada em virtude de outro acidente) e Nurburgring, ambas na Alemanha. “Foi uma época de altos e baixos. Tive dois grandes acidentes e perdi algumas corridas por causa disso. Mas também tive duas grandes vitórias, que foram muito boas. Estou concentrada principalmente nas coisas boas e em melhorar”, disse a holandesa ao site Terra.

Com o apoio da Lotus na equipa MotoPark, Beitske esteve bem perto de migrar para a Fórmula 3 alemã. No entanto, com o suporte da Red Bull, a holandesa da Lotus/MotoPark permaneceu na Fórmula Masters ADAC para 2013, na qual vai correr ao lado de outros três pilotos, entre eles, o sul-africano Callan O'Keeffe, também integrante do Red Bull Junior Team e único piloto de fora da Europa a disputar a competição em 2013. E o mais importante: com tamanho suporte, passa a figurar entre as favoritas ao título da competição.

O projecto da Red Bull já revelou nomes como Sebastian Vettel, Christian Klien, Robert Doornbos, Vitantonio Liuzzi, Scott Speed, Sebastien Buemi, Jaime Alguersuari, Daniel Ricciardo e Jean-Eric Vergne, dentre outros nomes que também chegaram à Fórmula 1. Beitske Visser dá um passo importante para chegar à “meca” do automobilismo mundial. Porém, com muita naturalidade, evita ainda falar em F1 e garante: não sente a diferença na disputa entre homens e mulheres.


Schumacher agenda
despedida da Mercedes


O alemão Michael Schumacher, sete vezes campeão mundial de Fórmula 1, vai pilotar em Maio um carro da Mercedes pelo famoso "Nordschleife", o antigo percurso do circuito de Nurburgring, indicaram terça-feira fontes da marca de Stuttgart. Este eventual regresso às pistas de corrida visa agradecer o apoio dos fãs, seis meses após a sua aposentação, no final de 2012, e está previsto para domingo, 19 de Maio, antes da disputa das 24 Horas de Nurburgring.

'Schumi', que é agora o "Mr. Segurança" na Mercedes, dirigirá um W02 da temporada 2011 da Fórmula 1, no que será a primeira ocasião em que uma "Flecha de Prata" percorrerá esta pista lendária (de 20 km e 73 curvas), após o triunfo do argentino Juan Manuel Fangio, em Agosto de 1954. "Tenho muitas boas lembranças de Nurburgring e espero oferecer aos fãs e meus amigos de Kerpen (sua cidade natal) um momento para recordar. Dirigir um F1 num circuito tão exigente é o sonho de todos os pilotos", declarou Schumacher em comunicado.


LISTA NEGRA
Aniversário da morte de Senna


O piloto brasileiro Ayrton Senna foi o último a perder a vida num Grande Prémio de Fórmula 1. Aconteceu há 19 anos, no Grande Prémio de San Marino.  Ayrton Senna é, sem sombra de dúvida, a mais famosa morte numa corrida de Fórmula 1. Era tricampeão do mundo, era o ídolo de um país e, para muitos, o melhor piloto de sempre.

Mas não foi o único, infelizmente. Gilles Villeneuve, pai de Jacques Villeneuve, é outra vida que a Fórmula 1 levou para sempre. Tal como Jochen Rindt, o único a ser campeão do mundo a título póstumo. Ou Jo Schlesser, tio de Jean-Louis, uma das lendas do Dakar.
A lista é longa de mais e ainda se excluiu as mortes que aconteceram em testes, ou em corridas não oficiais da FIA. Felizmente estancou. A 1 de Maio de 1994, há precisamente 19 anos.

Eis a lista: 1954, GP Alemanha, treinos: Onofre Marimón, ARG; 1958, GP França, corrida: Luigi Musso, ITA; 1958, GP Alemanha, corrida: Peter Colling, ING; 1958, GP Marrocos, corrida: Stuart Lewis-Evans, ING; 1960, GP Bélgica, corrida: Chris Bristow, ING; 1960, GP Bélgica, corrida: Alan Stacey, ING; 1961, GP Itália, corrida: Wolfgang von Trips, ALE; 1964, GP Alemanha, treinos: Carel Godin de Beaufort, HOL; 1966, GP Alemanha, corrida: John Taylor, ING; 1967, GP Mónaco, corrida: Lorenzo Bandini, ITA; 1968, GP França, corrida: Jo Schlesser, FRA; 1969, GP Alemanha, corrida: Gerhard Mitter, ALE; 1970, GP Holanda, corrida: Piers Courage, ING; 1970, GP Itália, qualificação: Jochen Rindt, AUS; 1973, GP Holanda, corrida: Roger Williamson, ING;

1973, GP EUA, qualificação, François Cevert, FRA; 1974, GP África do Sul, treinos: Peter Revson, EUA; 1974, GP EUA, corrida: Helmuth Koinigg, AUS; 1975, GP Áustria, treinos: Mark Donohue, EUA; 1977, GP África do Sul, corrida: Tom Pryce, ING; 1978, GP Itália, corrida: Ronnie Peterson, SUE; 1982, GP Bélgica, qualificação: Gilles Villeneuve, CAN; 1982, GP Canadá, corrida: Riccardo Paletti, ITA; 1994, GP San Marino, qualificação: Roland Ratzenberger, AUS e 1994, GP San Marino, corrida: Ayrton Senna, BRA.


Loeb cauteloso para Argentina
Sebastien Loeb admite que pode chegar ao Rali da Argentina algo enferrujado depois de ter falhado as últimas duas provas da temporada, no México e em Portugal. De novo ao volante do seu Citroen DS3 WRC, o francês vai cumprir a terceira das quatro provas que decidiu que ia fazer esta temporada. E a Argentina é um Rali que diz muito a Loeb. Afinal de contas, nas últimas sete edições que contaram para o Mundial, ganhou-as todas. “Tirando um dia de testes, não conduzo em terra batida desde o Rali de Espanha em 2012 e, por isso, não sei como estou nas primeiras especiais na Argentina”, assumiu.