Jornal dos Desportos

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Modalidades

Red Bull poder ter dias contados

15 de Outubro, 2018

A Red Bull vai para 2019 com os sonhos da nao de F1 nos ombros

Fotografia: DR

A Red Bull Racing voa para 2019 com o futuro em mente. A sua parceria com a Honda ainda não começou oficialmente, mas mantém a intensa pesquisa e o desenvolvimento com a sua equipa irmã, a Toro Rosso. O fabricante japonês está revitalizado na sua busca pela glória, depois de 4 épocas terríveis, 3 em pista com a McLaren.
Em 2018 estão a ter uma reacção furiosa. Ambos os pilotos têm sincronia na pista, apesar de em alguns Grandes Prémios terem incidentes de corrida menos bons entre eles, pois terminam quase sempre um atrás do outro, embora em Singapura, na Rússia e no Japão o holandês Max Vestappen tenha terminado no pódio e o australiano Daniel Ricciardo nem sequer em quarto, nos três.
Será que a equipa se vai destacar em 2019 com a chegada do novo propulsor? A Red Bull vai para 2019 com os sonhos da nação de F1 nos ombros. A parceria à vista com a Honda, tem que funcionar para ambas as partes, pois tanto a Red Bull como a Honda estão desesperadas para regressarem ao topo. 
A Honda está a fazer bons avanços, a dar bons passos. Esta parceria tem funcionado, pois se falhar ambos os lados ficam sem opção. A Red Bull chegou mesmo a ameaçar desistir da modalidade, caso não consiga ser competitiva. “A equipa deverá ter sucesso ou nada, a decisão está tomada, se não tivermos um motor competitivo, deixaremos a Fórmula 1”, disse o doutor Helmut Marko.
A equipa diz que não vai repetir os erros da McLaren, limitando o espaço disponível para o fabricante japonês montar o seu motor. O pedido é apenas para construir um propulsor o mais rápido possível, e melhor que o da Renault.
A Red Bull tem tido o privilégio de trabalhar com a Honda, um ano antes da sua estreia em 2019,  através  da equipa satélite (Toro Rosso), pois há muitos motivos para a Red Bull trocar de motor no próximo ano, entre eles está o atraso em relação à Mercedes e à Ferrari. Os bons resultados da Toro Rosso em relação à McLaren Honda do ano passado e, este ano, no GP do Canadá, onde conseguiu 4,5 décimos de segundos por volta, demonstram fortes razões para deixar a Renault no próximo ano.
Está a ser bom esse progresso do motor Honda, mas isto não foi suficiente para convencer Ricciardo a renovar com a Red Bull, pois este fará 30 anos de idade e, no próximo ano, vai para a escuderia Renault, atrás de um novo desafio.
Já o holandês Max Verstappen, seu actual colega, acredita que, em 2019, poderão estar muito mais próximos da Ferrari e da Mercedes, com o divórcio da Renault e a chegada do novo casamento com a Honda. “Por isso, espero que consigamos o empurrão extra, na maioria das pistas onde nós sofremos (…)”, afirmou Max Verstappen.
Com a saída de Ricciardo, no próximo ano, a equipa puxou logo Pierre Gasly, de 22 anos de idade, já que o piloto conhece bem o motor Honda e tem feito um bom trabalho no campeonato de 2018 pela Toro Rosso. No entanto, esse salto no desempenho não deverá ser imediato, apesar de o chefe da equipa, Cristian Horner, dizer que a Red Bull teria ganho as mesmas corridas, se este ano tivesse motor Honda, alegando que a fabricante japonesa tem mais um por cento da potência da Renault.
Contundo, a luta será ver se a marca conseguirá aquilo que a McLaren não conseguiu, ao trazer a Honda novamente para o topo da Fórmula 1, algo que pode ainda ser o maior erro da equipa. Até lá, vamos aguardar!