Jornal dos Desportos

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Red Bull promete no GP Brasil

07 de Novembro, 2015

Red Bull e Renault continuaram com a mesma linha de pensamento por causa das exigências

Fotografia: AFP

A Red Bull deve chegar mais potente para o GP do Brasil de Fórmula 1, que acontecerá no dia 15 de Novembro. Isso porque, ontem, sexta-feira, a Renault confirmou que a equipa austríaca irá com um motor actualizado para Interlagos, em São Paulo. A fabricante francesa usou 11 das 12 fichas de desenvolvimento de que dispõe para trabalhar em melhorias que já haviam sido realizadas nos Estados Unidos, no último final de semana, mas que não foram introduzidas após reuniões entre fornecedora e cliente.

As partes entenderam que um possível ganho de 0s2 por volta não valeria punições de dez posições nos Estados Unidos. Uma semana depois, no México, Red Bull e Renault continuaram com a mesma linha de pensamento por causa das exigências que a alta altitude aplicaria sobre as unidades de potência.

No entanto, ainda não está claro se ambos os pilotos da Red Bull, Daniel Ricciardo e Daniil Kvyat, terão o novo motor à disposição ou se apenas um deles terá o privilégio. As partes tomarão uma decisão sobre isso apenas na próxima semana após terem uma análise completa do ciclo de vida das suas unidades de potência. Também cliente da Renault, a Toro Rosso não será contemplada com as atualizações nesta temporada. A expectativa, na verdade, é que ambos as equipas não andem com motores da fabricante francesa em 2016 devido ao mau relacionamento entre as partes. Há a possibilidade, porém, de a Red Bull utilizar motores Renault, mas planeados por outras empresas.

Os franceses estão próximos de retornarem como equipa à Fórmula 1, já que estão em processo de compra da Lotus. Mercedes sentiu necessidade de agradar Rosberg no México. Depois de reclamar da estratégia da Mercedes na corrida do último domingo, no México, Lewis Hamilton declarou que viu a equipa ser mais cuidadosa com o companheiro Nico Rosberg durante o final de semana, a fim de se certificar que o alemão se recuperaria após ter cometido um erro nas voltas finais do GP dos Estados Unidos, ajudando Hamilton a conquistar o tricampeonato com três corridas de antecipação.

Após o GP dos Estados Unidos, Rosberg parecia bastante abalado com o erro e com a forma como Hamilton havia tirado-o da pista ainda na primeira curva. Uma brincadeira do inglês, que atirou o boné de segundo colocado na sua direcção na antessala do pódio, também não ajudou a melhorar os ânimos.

No final de semana seguinte, no México, Rosberg fez a pole position e dominou a prova, vencendo pela primeira vez desde Junho.

"Nunca penso nesse tipo de coisa. Mas sei que a equipa sentiu a necessidade de agradar mais Rosberg", disse Hamilton. "Eu sei o que quero dizer, mas não vou dizer o que quero dizer. Vocês deveriam perguntar para Toto Wolff ou Niki Lauda. Vocês têm que perguntar a eles como eles se sentem em relação a isso e o que eles têm que fazer nos bastidores para deixá-lo feliz."


PREVISÃO
Brasil em risco de ficar fora da Fórmula 1


O  Brasil vai ter dois pilotos na grelha do seu GP caseiro, dia 15 de Novembro, em Interlagos, mas há razões para crer que esse número não vai crescer num futuro próximo. Sem “exportar” tantos jovens quanto num passado recente, muito em função da falta de investimento no automobilismo dentro do país, uma das nações mais vencedoras da história da Fórmula 1 corre o risco de ver a sua fonte de talentos secar.

Para Felipe Nasr, 31º brasileiro a estrear-se na história da categoria, nesta temporada, o problema é justamente a quantidade de pilotos do país a correr na Europa. Afinal, é da quantidade que se extrai a qualidade. "A quantidade de pilotos que a gente tem hoje, diminuiu em comparação ao que tínhamos em anos anteriores. Tínhamos uma safra muito grande de pilotos a  correr na Europa. É uma questão numérica: quanto mais pilotos você tem, maior a chance de ter algum que chegue à Fórmula 1", explicou Felipe Nasr.

"Um exemplo disso, é a diferença entre mim e o Felipe (Massa). São 13 anos entre (as temporadas de estreia dos dois brasileiros na grelha." Isso não é de hoje. O Brasil, terceira nação mais vencedora da história da F-1, está atrás apenas do Reino Unido e da Alemanha, com 101 triunfos, ficou cinco anos sem ver um estreante entre Antonio Pizzonia, em 2003, e Nelsinho Piquet, em 2008. E mais cinco entre as estreias de Lucas Di Grassi e Bruno Senna, em 2010, até  a chegada de Nasr.

Além da quantidade menor de pilotos a correr na Europa, ao contrário do que aconteceu com o próprio brasileiro nos últimos anos.


BREVE
Rússia suspende
atletas suspeitos
de doping

A Federação Russa de Atletismo suspendeu cinco atletas, suspeitos de actuarem dopados. O afastamento ocorre na semana em que foi indiciado o ex-presidente da Federação Internacional da modalidade, Lamine Diack, acusado de esconder resultados de dopagem que  envolvem principalmente atletas russos. A Federação Russa informa que as suspensões deveram-se a exames feitos aos competidores, cuja colecta de sangue apresentou evidências de doping. Lamine Diack pode recebido cerca de 1 milhão de euros da Federação da Rússia para encobrir testes positivos de competidores do país. Diack foi preso na quarta-feira e solto horas depois.