Jornal dos Desportos

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Redução de custos

15 de Maio, 2014

“Estou confortável com o que a FIM está a fazer, mas de momento, nós não temos nenhuma razão para reconsiderar qualquer corrida que temos no calendário”, disse o dirigente à "Autosport".

Fotografia: AFP

Cumpridas as primeiras cinco corridas da época de 2014, a Fórmula 1 não motiva apenas discussões sobre a supremacia da Mercedes. A redução de custos voltou à ordem do dia – há propostas em cima da mesa –, porque existe noção clara das enormes diferenças entre equipas de topo e as outras.

“Sabemos que os orçamentos variam entre os 100 milhões de dólares (72,6 M€) e os 400 milhões (290,4 M€)”, afirmou Jean Todt, presidente da FIA, que sublinha que o ideal era conseguir uma redução dos valores entre 30 a 40 por cento. “Então podiamos ficar confortáveis.” Sucede que as propostas apresentadas pelas equipas de topo para reduzir verbas prevêem um plano a três  anos e mexidas nos regulamentos – regresso da suspensão activa, fim do controlo da temperatura dos pneus e utilização de mais componentes “standard”. Todt acha que estas propostas são... “uma anedota” e aponta ao corte nos recursos humanos das equipas – algumas podem chegar a um staff de 800 pessoas.

GP DA RÚSSIA
Embora a Rússia esteja a viver momentos de tensão política, o Grande Prémio  está previsto para ser realizado  em Outubro deste ano, não tem hipóteses de ser cancelado, garante a Federação Internacional de Automobilismo (FIA). A confirmação de que a prova não muda de local foi feita por Jean Todt, presidente da instituição, que garantiu que não há motivos concretos para que a mudança seja efectuada.

“De momento, não há nenhuma mudança no calendário. A Rússia continua”, disse Todt. As especulações de que o GP podia  ser transferido ganharam mais força depois da decisão da Federação Internacional de Motociclismo (FIM), que cancelou a etapa de Superbike que era para ser realizada em Moscovo, em Setembro.

Enquanto a FIM já se posicionou e  afirmou  que a situação política do local determinou a alteração do calendário, Todt mostrou entender a escolha, mas fez questão de afirmar que isso não afecta a Fórmula 1. “Estou confortável com o que a FIM está a fazer, mas de  momento, nós não temos nenhuma razão para reconsiderar qualquer corrida que temos no calendário”, disse o dirigente à "Autosport".