Jornal dos Desportos

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Modalidades

Reduo de praticantes preocupa Associao

Gaudncia Hamelay- Lubango - 16 de Fevereiro, 2014

Jovens atletas de vrios municpios da Hula desistem do karat-d por falta de treinadores

Fotografia: Jornal dos Desportos

A instituição controlava um total de 21 academias contra as oito actuais.

Fula Florentino justificou que a saída de mestres de combate de alguns municípios por vários factores pode estar na base da desistência de atletas e, concomitantemente, do encerramento das academias. Com a ausência do professor, as pessoas não têm motivação para treinar.“O karaté não é uma profissão no país e a movimentação das pessoas responsáveis nos municípios pode extinguir a modalidade na circunscrição. Os praticantes têm-no como um lobby”, disse.

A Academia Escorpião do Lubango movimenta um elevado número de praticantes e é a que dispõe de mais sucursais em 14 municípios da província da Huíla.O responsável associativo assegurou que cada município da Huíla dispunha de uma escola e a cidade do Lubango acolhia oito, num total de 21 academias. Em 2013, durante os IV Jogos Abertos da Huíla, registou-se a diminuação das academias.

A situação chamou a atenção da Associação. Para a revitalização da modalidade, a Associação trabalha na sensibilização de moradores nos bairros. A estratégia visa o fomento da massificação com a criação de uma escola de arte marcial em cada comunidade.

“A nossa estratégia centraliza-se na atribuição de responsabilidade a cada atleta nosso que tenha um nível aceitável na abertura de uma escola de karaté no seu bairro e uma vez aberto o núcleo, a Associação faz o acompanhamento adequado”, disse.

No quadro de constatação do nível competitivo dos atletas, o secretário geral da Associação de karaté-dó Shotokan da Huíla trabalhou nos municípios de Quilengues, Quipungo, Caluquembe, Caconda e Cuvango.

No âmbito da constatação, Adriano Phopa trabalhou na organização administrativa das escolas para as suas legalizações, na correcção técnica e avaliação do número de praticantes no que concerne à idade e género.

Os mestres responsáveis, segundo Adriano Phopa, devem ser reconhecidos pelas autoridades administrativas municipais e trabalhar em colaboração com a Polícia Nacional.