Jornal dos Desportos

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Modalidades

Região Sul quebra rotina

Álvaro Alexandre - 31 de Agosto, 2015

Os Tritões, equipa de Luanda, quedou-se na segunda posição com 59,6 pontos, resultantes da captura de uma viola de 29,8 kg pelo pescador Humberto Lopes.

Fotografia: Jornal dos Desportos

A formação Macumbeiros venceu ontem, na comuna do Kikombo, província do Cuanza Sul, a primeira edição do concurso de pesca de lançamento de costa "Praia do Barrote". A vitória da equipa da Zona Sul reduziu a supremacia da rival do Norte. Depois de longo anos de domínio das equipas de Luanda, a vitória da região Sul tem condimento especial. Contra toda a expectativa, a formação Macumbeiros, da província do Cuanza Sul, conseguiu quebrar a rotina viciosa.

Vencer  a primeira edição do torneio de pesca de lançamento de costa "Praia dos Barrotes" não foi fácil para as equipas. As águas da comuna do Kikombo, do município de Amboim, província do Cuanza Sul, não presentearam os participantes com factura de pescado. Em 24 horas de pesca, foram capturados apenas três exemplares.

Os peixes pescados foram violas (da família raia). Os predilectos do concurso, mormente, os prateados, pungo, pargo e corvina, macôa, barbudo e galo não marcaram presença. A vitória dos anfitriões foi assegurada por uma viola de 38,2 kg, capturado por Vidal Ferreira. A equipa Macumbeiros ficaram em primeiro com 76,4 pontos. Os Tritões, equipa de Luanda, quedou-se na segunda posição com 59,6 pontos, resultantes da captura de uma viola de 29,8 kg pelo pescador Humberto Lopes.
ÁLVARO ALEXANDRE


TCHOUKBALL
Desporto pede a patrocinadores


A falta de patrocinadores constitui no maior empecilho para o desenvolvimento da modalidade tchoukball no país. Alguns programas para a massificação estão engavetados por falta de recursos materiais e financeiros. A constatação é do Secretário-geral do Núcleo Dinamizador, Dialundama Michel.

Em declarações ao Jornal dos Desportos, o dirigente explicou que "infelizmente" enfrentam dificuldades para o desânimo de alguns atletas. Cientes do caminho a percorrer, a esperança repousam no interesse de "grandes patrocinadores" para implementar a prática de tchoukball nas demais províncias.
A dinamização da prática do tchoukball em Angola conta com pequenos apoios. Dialundama Michel assegurou a adesão de "muitos adeptos" e de atletas em número reduzido em Luanda.

"Estamos implementados em Luanda há poucos anos e já controlamos um total de cinco equipas, mormente, Esperanto de Angola, Kabuscorp do Palanca, Tchoukball Clube de Luanda, Inef Clube e Tchoukball Klubo IBC Sporto", esclareceu. A prática chegou a Angola no ano 2010 com a ajuda de Kinkani Ferdinand, presidente da Associação Angolana de Esperanto, e de Júlio Calegari, representante da modalidade no Brasil.

O tchoukball não é um desporto olímpico e foi inventado por Hermann Brandt, médico suíço em 1970, com objectivo principal de formar uma sociedade mais harmoniosa, uma vez que a prática é executada sem contacto físico entre os atletas. O desporto é caracterizado por combinar elementos de andebol e voleibol e compreende onze regras. É disputado numa área de 40x20m e os jogos são orientados por três árbitros em três períodos de quinze minutos.
ROSA NAPOLEÃO