Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Reino Unido investiga Liberty Media

10 de Novembro, 2016

Ross Brawn é apontado como substituto de Bernie Ecclestone

Fotografia: AFP

A mudança da direcção dos direitos comerciais da Fórmula 1 podem chegar à Justiça. O governo do Reino Unido abriu uma investigação para apurar a compra das acções da F1 pelo grupo Liberty Media. A Autoridade de Competição e Mercados (CMA, na sigla em inglês) anunciou a abertura de um inquérito para investigar o negócio.

O departamento do governo britânico é o responsável pelo fortalecimento da concorrência empresarial e pela prevenção de actividades anti-competitivas. Na semana passada, Bernie Ecclestone admitiu que a venda ainda não foi concluída.  No início de Setembro, o grupo norte-americano de comunicação anunciou a compra das acções da CVC em um acordo que superou os 10 mil milhões de dólares.

Com o acordo, o Liberty assumiu o controlo de 18,7 por cento da F1 com efeito imediato. O vice-presidente executivo do estúdio de cinema 21st Century Fox, Chase Carey, foi o escolhido para se tornar no novo presidente da F1. Por enquanto, Bernie Ecclestone continua como director-executivo da categoria, mas rumores indicam que o actual mandatário pode deixar as suas funções antes do prazo de três anos acordados e dar lugar a Ross Brawn.

ROSS BRAWN
PODE REGRESSAR


Especulado como substituto de Bernie Ecclestone no comando da F1, Ross Brawn reconheceu que o actual mandatário não pode continuar eternamente no comando do Mundial e avaliou que trabalhar ao lado do britânico pode ser “divertido” e “interessante”.

A actuar como consultor do Liberty Media, Ross Brawn já negou que tenha sido convidado a assumir o posto de Bernie Ecclestone, mas reconheceu que se interessa em trabalhar com o britânico e também com Zak Brown. O ex-dirigente da Ferrari e da Mercedes também admitiu que “seria um prazer tentar ajudar a F1 a avançar”.

Questionado pela emissora inglesa Sky Sports se poderia voltar à F1 para trabalhar com Ecclestone, Ross respondeu: “Interessaria-me por tal papel, mas têm muitas coisas que precisam de ser resolvidas primeiro”. 

Na descrição, Ross citou: "Bernie não é imortal, nenhum de nós é, e, em algum momento, tem de abaixar a caneta. É uma pessoa muito especial, criou a maioria das coisas com que lidamos hoje e nunca vai haver um substituto para Bernie". Ross Brown destacou que "trabalhar para Bernie pode ser uma coisa divertida e interessante de se fazer”.

IGNORA CRÍTICOS
Hamilton reitera amor pela música

Lewis Hamilton tem um destaque especial entre os 22 pilotos da grelha do Mundial de F1. O comportamento fora das pistas ganha relevo sobre o seu talento ímpar dentro do restrito grupo de maiores pilotos de todos os tempos. Aos 31 anos de idade, é mais que um piloto com o seu estilo mediático. É uma verdadeira celebridade do showbiz.
Lewis Hamilton é amante da música e faz dela a sua outra grande paixão. As criticas que recebe dentro da F1 pelo estilo exibicionista "pouco importam" para o britânico.
Em entrevista ao site ‘City A.M.’, publicada na última segunda-feira, disse:  “Não me importa o que dizem os críticos: 'Oh, está a viajar todo o dia e vai para as festas'. Chego e venço. Não me diga o que posso e o que não posso fazer”.
O terceiro maior vencedor da história da F1 comentou: "Defino-me pelo que sou, não pelo que as pessoas dizem. Posso visitar dez países em uma semana e depois chegar à pista e vencer”.
Com as mesmas 51 vitórias logradas pelo 'Professor' Alain Prost, caso triunfe no GP do Brasil, neste fim de semana, Lewis vai subir na estatística e fica só atrás do heptacampeão Michael Schumacher.
“Há muito mais em mim do que somente pilotar. É o melhor que faço, mas não é algo primordial para mim, no sentido de que tenho muitas outras coisas para oferecer”, disse o tricampeão.
Lewis Hamilton considera-se bastante diferente dos seus colegas na F1.
“Pelo que sei, outros pilotos só se dedicam a correr e não quero estar restrito a isso. Quero fazer outras coisas, não se preocupem comigo. Estou a experimentar e tratar de aprender outras coisas, crescer profissionalmente e aproveitar ao máximo as oportunidades que tenho”, declarou.
Dentre todas as paixões, além do desporto, a música ocupa o primeiro lugar. Seja a compor ou mesmo a tocar os instrumentos, a aprender a tocar a guitarra, bateria ou mesmo piano, Hamilton sente-se tão à vontade em um estúdio como dentro do seu Mercedes W07 Hybrid.
“A música é o melhor para mim. Posso estar a gravar até às 3h00 da manhã e depois chegar e vencer; esta é a melhor sensação”, afirmou.
O tricampeão mundial revelou as razões de estar ligado à música.
“Queria ter feito música na escola, mas o meu pai levou-me a fazer história. Aquilo não era coisa para mim. Ainda perseguia a música, mas em segundo plano. Agora, consigo dar 100 por cento de mim para as minhas corridas e posso dar uma boa parte da minha energia para outras coisas. Amo a criatividade. Sempre que posso, vou para shows de arte, desfiles, amo ir a concertos. Fico admirado por ver as pessoas a aperfeiçoarem o seu ofício”, explicou o piloto e astro do showbiz.

INTERLAGOS
Rosberg exalta
bom histórico

Nico Rosberg jamais esteve tão perto do título mundial. Para chegar ao Olimpo do desporto a motor pela primeira vez na sua carreira, o alemão de 31 anos precisa apenas vencer uma das duas últimas corridas da época'2016, independente dos resultados obtidos por Lewis Hamilton. Em Interlagos, palco da 20ª e penúltima prova do calendário, Rosberg ostenta um histórico recente muito positivo: venceu o GP do Brasil em 2014 e 2015. O seu objectivo é repetir o resultado para chegar ao título, mas o alemão prefere adoptar a cautela como discurso.
Nas últimas etapas do campeonato, nos Estados Unidos e no México, Rosberg viu as vitórias de Hamilton e a diferença cair de 33 para 19 pontos. Nada que coloque a sua grande condição em risco, mas Nico avisou que não quer dar oportunidade para o azar. Por isso, avisa, vai lutar pela vitória em São Paulo para matar o seu segundo match-point e enfim conquistar a taça de campeão do mundo.
“O México não foi o ideal. Estava a lutar pela vitória, mas Hamilton simplesmente foi um pouco mais rápido em todo o fim de semana. Às vezes, temos de aceitar e ficar satisfeito com o trabalho, de modo que isso não vai mudar o meu foco”, disse Rosberg em prévia divulgada pela Mercedes.
O britânico disse que precisa continuar a fazer o que lhe ajuda "a render bem". Restam duas corridas para o fim e "tudo pode acontecer neste desporto".
"Preciso concentrar a minha energia nos factores que tenho em meu controlo", disse.
Rosberg invocou o histórico positivo no Brasil e exaltou Interlagos. A expectativa do alemão é também a de proporcionar um grande espectáculo aos fãs.
“Sempre tive um bom rendimento em São Paulo; é uma das pistas clássicas que produz corridas emocionantes, de modo a ter uma grande batalha diante dos fãs brasileiros”, concluiu.

MOTOGP
Rossi celebra
novo contrato

Participando do Salão de Milão como embaixador da TMAX DX, Valentino Rossi fez uma avaliação positiva da temporada 2016 da MotoGP e se disse ansioso para provar a YZR-M1 do próximo ano. Italiano celebrou contrato com a Yamaha até 2018 e deixou futuro no esporte em aberto
Às vésperas do GP da Comunidade Valenciana, Valentino Rossi deu um pulo na capital da Lombardia para participar do EICMA, o Salão de Milão, e apresentar a nova TMAX DX, a maxi scooter Premium da Yamaha. Além de elogiar a TMAX e a R6, utilizada pelos integrantes da Academia de Pilotos VR46 no seu programa de treino, o multicampeão também fez um balanço da época 2016 da MotoGP. Rossi disse ansioso para provar o novo modelo da M1, que vai ser testado no teste colectivo da Valência nos dias 15 e 16 de Novembro.
Em Motegi, o italiano assegurou o vice-campeonato de 2016, à frente de Jorge Lorenzo, que faz a sua prova de despedida da Yamaha ainda sem o terceiro lugar na classificação garantido.