Jornal dos Desportos

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Renault "abraça" Red Bull

22 de Março, 2015

Red Bull está esperançada em equipar os carros com motores Renault mais velozes nas próximas corridas da presente época desportiva de Fórmula 1

Fotografia: AFP

A Renault descartou, qualquer possibilidade de deixar a Fórmula 1, por causa de problemas e críticas ao seu motor. No entanto, o clima entre a fabricante francesa e a Red Bull põe em risco o futuro da equipa. A marca do losango disse que está a passar por um processo de reavaliação da sua estratégia no desporto, que visa ampliar as suas operações.

O director da empresa fornecedora, Cyril Abiteboul, garante que a Renault foi obrigada a fazer mudanças de última hora, para o início do campeonato em Melbourne, na Austrália. Assim, a RB também podia ter uma parcela considerável de culpa devido a má performance da equipa. A pressão para mudar pode ter sido “feroz"” de acordo com Abiteboul.

“Tivemos um desenvolvimento de motor, de última hora, em que nos foi negado o processo normal de verificação, além de ignorado o nosso padrão de qualidade e os procedimentos de testes de validação. Essas mudanças causaram-nos problemas em Melbourne e estamos a trabalhar na fábrica, antes da próxima etapa”, disse ao L’Equipe. Cyril lamentou ter cedido à pressão da Red Bull, já que a Renault está no mercado há muito tempo e sabe, exactamente, o que deve ser feito sem precisar de alterar os seus princípios de trabalho.

“Fomos agressivos, com a configuração, porque a Red Bull queria um desenvolvimento feroz. Agora, temos de nos perguntar como fomos capazes de esquecer os nossos métodos tradicionais. Estamos a construir motores na F1 há 37 anos. Sabemos o que precisamos de fazer”, disse.

Abiteboul quer apenas, que a Renault e a Red Bull, voltem a actuar como uma equipa e garante que ainda nada está perdido, já que a época está no início. Para se justificar, usou os três Grandes Prémios vencidos em 2014.

“Vamos lutar por uma  vitória a curto prazo? Não. Mas vamos estar de volta. O objectivo de lutar em pé de igualdade com a Mercedes está presente, mas precisamos de mais tempo. Ganhamos juntos há anos e actualmente, estamos a ter problemas em conjunto. Até agora, continuamos a  ouvir todos os pedidos da Red Bull, mas claramente chassis e motores são dois universos muito diferentes. E todos precisam de trabalhar em paz”, finalizou.

EVOLUÇÃO
Motores Ferrari surpreendem a Sauber


Após uma época sofrível, em 2014, a Sauber pontuou com os seus dois pilotos no Grande Prémio da Austrália 2015. A indiana Monisha Kaltenborn, chefe da equipa, admitiu que não esperava tamanha melhoria nos motores fornecidos pela Ferrari.

“Foi uma evolução muito grande. Realmente fizeram um bom trabalho e estou positivamente surpresa. Precisamos desse tipo de equipamento. Nunca é o carro sozinho, precisa de ter o pacote adequado”, disse a única mulher a chefiar uma equipa na Fórmula 1.

Com o mexicano Esteban Gutierrez e o alemão Adrian Sutil, a Sauber não conseguiu pontuar no Mundial 2014 e terminou a disputa entre construtores, na última posição, ao lado da Caterham. Até mesmo a minúscula Marussia terminou à frente da equipa suíça, em profunda crise financeira.

No Grande Prémio da Austrália, prova que abriu o campeonato de 2015 de maneira surpreendente, o brasileiro Felipe Nasr estreou na Fórmula 1 com o quinto lugar e o sueco Marcus Ericsson ficou em oitavo. Assim, a Sauber já superou a campanha do ano anterior.

“A evolução significativa permite-nos marcar pontos e aproveitar as oportunidades. No ano passado, não chegamos nem a ter oportunidades, porque estávamos muito longe. Essa é a principal diferença. Estamos numa posição muito melhor. Se as oportunidades aparecerem, poderemos aproveitá-las”, explicou Kaltenborn.
A situação financeira da Sauber ainda é delicada. A performance de Nasr e Ericsson em Melbourne não é suficiente para atrair novos investidores a curto prazo, mas serve como um sinal de força para o mercado, de acordo com a executiva indiana.

“Em 2012, tivemos bons resultados, mas não encontrei pessoas na porta da fábrica, na segunda-feira seguinte, para tentar patrocinar-nos. Infelizmente, não é fácil. Mas isso mostra às pessoas que estamos de volta e vamos esquecer o ano passado. Queremos melhorar e vamos fazê-lo”, afirmou.

FORTUNAS NA F1
Schumacher
lidera ranking


A organização Wealth-X divulgou, na última sexta-feira, um levantamento com os dez pilotos com maiores fortunas acumuladas na história da Fórmula 1, num ranking que inclui nomes aposentados e em actividade. O líder disparado é Michael Schumacher, maior vencedor da história da categoria, com um património líquido de 780 milhões de dólares.

O saldo de Michael Schumacher é centenas de milhões de dólares maior do que o segundo colocado, o espanhol Fernando Alonso, com 220 milhões de dólares acumulados na vitoriosa passagem, ainda em curso, pela Fórmula 1.

Kimi Raikkonen, Lewis Hamilton, Jenson Button, Sebastian Vettel e Nico Rosberg são os outros pilotos em actividade a arrumarem uma vaga no top 10.
Alain Prost, de 60 anos, é o mais velho entre os milionários. A Wealth-X apurou que o francês, rival de Ayrton Senna no final dos anos 1980 e início dos 1990, tem uma fortuna de 70 milhões de dólares.

Completam o top 10 os britânicos Eddie Irvine e David Coulthard, ambos contemporâneos de Rubens Barrichello, que não apareceu na lista, assim como nenhum outro piloto brasileiro.

HOMENAGEM A
AYRTON SENNA

Ayrton Senna completava, ontem, 55 anos. O dia 21 de Março foi mais uma oportunidade para que os fãs do piloto brasileiro se lembrassem do tricampeão da Fórmula 1, que morreu em 1994 depois de acidente no Grande Prémio de San Marino, em Ímola. No Twitter, internautas aproveitaram para homenagear o ídolo.
Entre famosos, quem aproveitou para celebrar a memória de Ayrton Senna, foi Rubens Barrichello, que competia na Fórmula 1 na mesma época que o tricampeão. Robinho publicou uma foto do lendário piloto na sua Lotus, além da mensagem “parabéns, chefe”.